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Gravatas fora do Ministério da Agricultura

Assunção Cristas e os seus colaboradores, esta manhã, já de acordo com as novas regras de indumentária

José Ventura

Nova indumentária informal entrou em vigor no Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território. Gravatas foram banidas para poupar no ar condicionado e na fatura de eletricidade.

Carla Tomás (www.expresso.pr)

Secundada pelos seus quatro secretários de Estado sem gravata, a ministra Assunção Cristas recebeu hoje os jornalistas, no seu gabinete, para apresentar o projeto "Ar Cool".

As janelas estavam abertas e o ar condicionado desligado, mas o objetivo é manter a temperatura nos 25 graus no edifício do Terreiro do Paço e nos 1500 edifícios do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (MAMAOT) espalhados pelo país (onde trabalham 10.500 pessoas) e, assim, reduzir a conta de eletricidade e as emissões de CO2.

O valor a poupar ainda não está quantificado. Para já, Assunção Cristas apenas estima que a nova medida - que deve estender-se até 30 de setembro - permita "poupar emissões de CO2 equivalentes ao emitido por dia pelos veículos ligeiros numa cidade média como Aveiro".

Ou seja, só em outubro as contas serão feitas e, então, ver-se-á se a moda se estende a outros ministérios.

Mais do que uma questão custo-benefício

"Inspirada em boas práticas internacionais" - nomeadamente na "Cool Biz" em vigor no Japão desde 2005 -, a ministra afirma que a medida "decorre do objetivo definido no Programa do Governo de reduzir o consumo de energia na administração pública em 30% até 2020".

Para Assunção Cristas "não é uma questão de custo-benefício, porque é tudo benefício", já que os homens andam "muito mais confortáveis" e as mulheres "menos desconfortáveis", em salas não tão geladas como as que experimentou noutros gabinetes e no Parlamento "devido ao uso de gravata".

A medida insere-se na prioridade dada à eficiência energética e à aposta na economia de baixo carbono, a que se juntam "o uso preferencial de meios eletrónicos para as comunicações entre gabinetes e serviços e a indicação para os equipamentos eletrónicos serem desligados, em vez de mantidos em stand by".

Mas esta iniciativa não é completamente nova, pelo menos no Ministério do Ambiente: no anterior Governo as gravatas também podiam ser dispensadas de vez em quando. E já tinham sido substituídas as lâmpadas e temporizadoras do ministério localizado na Rua do Século, a frota automóvel fora substituída por carros híbridos e elétricos, e só se bebia água da torneira.