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Atualidade / Arquivo

Governo viu à lupa contas de Montez

O facto de Luís Montez ser genro do Presidente da República tornou a escolha mais delicada.

Ricardo Marques (www.expresso.pt)

A venda do Pavilhão Atlântico ao consócio Arena Atlântico - liderado pelo empresário Luís Montez - foi detalhadamente discutida no Conselho de Ministros.

O detalhe da discussão prendeu-se, sobretudo, com a quantidade de e-mails e informação (sobretudo anónima) que circulou na internet sobre alegadas dívidas de Luís Montez e da sua principal empresa - a Música no Coração - a vários credores, nomeadamente ao Estado e à Segurança Social.

As diligências do Governo não detetaram qualquer irregularidade, garantindo, assim, a idoneidade da proposta vencedora, que integra ainda a Ritmo & Blues, um fundo do BES, e alguns quadros do Pavilhão Atlântico.

A delicadeza da escolha prendia-se com o teor da informação que circulava na internet e também com o facto de Luís Montez ser genro do Presidente da República.

Ao que o Expresso apurou, o apoio do BES foi fundamental, já que a Arena Atlântico se destacou dos americanos da AEG e do outro consórcio encabeçado por António Cunha Vaz e Álvaro Covões na componente financeira, depois de estarem em situação de igualdade nos restantes critérios da privatização.