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"Governo tem cortado despesa todos os dias" (vídeo)

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Na 'rentrée' do PSD ontem à noite na festa do Pontal, em Quarteira, o líder Pedro Passos Coelho disse que o esforço "não tem paralelo nos últimos 50 anos" e anunciou "um "programa ambicioso" até ao final do mês. (Vídeo SIC)

O primeiro-ministro e líder do PSD garantiu ontem que o Governo "tem cortado despesa todos os dias" desde que iniciou funções e que a contenção pedida a todos os ministérios "não tem paralelo nos últimos 50 anos".

No discurso proferido na festa do Pontal, em Quarteira, no Algarve, que marca a 'rentrée' do partido após as férias de verão, Passos Coelho justificou o aumento de impostos e a introdução do imposto especial no subsídio de Natal com o agravamento da recessão internacional e com "um desvio" nas contas públicas que "complica muito o objetivo" traçado pelo Executivo, mas prometeu "reduzir 10 por cento de despesa corrente num ano".

"Nós estamos a passar pela maior prova que um país em democracia tem memória de ter realizado, cortando quase 10 por cento da sua despesa corrente em apenas um ano", afirmou Passos Coelho, frisando que "o corte de despesa que foi solicitado a todos os ministros, a toda a administração do Estado, não tem paralelo nos últimos 50 anos".

Passos apela à "concertação e diálogo"

Passos apelou  aos parceiros sociais para que haja "concertação e diálogo" e não "conflitualidade", anunciando que até ao final do mês apresentará um "programa ambicioso" a concretizar até fim de outubro.

"O caminho da conflitualidade que temos visto aparecer noutras sociedades pode ter uma justificação em cada uma delas, mas não é o caminho que nós desejamos para Portugal. Desejamos o caminho de concertação e de diálogo", disse Pedro Passos Coelho, no seu discurso na festa do Pontal, num apelo aos parceiros sociais, "empregadores ou empregados".

O primeiro-ministro garantiu que o Governo "está apostado em encontrar, em cima do acordo realizado em março por outro governo, uma base mais alargada de acordo social para os próximos três anos".

O PCP e o BE teceram duras críticas ao discurso.