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Governo: racionalização passa por fecho de escolas

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O ministério de Nuno Crato está a reavaliar o plano da rede escolar, mas diz que vai seguir uma política de racionalização que passa pelo fecho de escolas.

O Ministério da Educação e Ciência esclareceu hoje que está a proceder a "uma reavaliação" do plano de reorganização da rede escolar, mas garante que irá prosseguir "uma política de racionalização" que implicará o encerramento de escolas.

De acordo com a edição de hoje do Diário de Notícias, o Ministério da Educação - liderado por Nuno Crato - já não vai encerrar 654 escolas com menos de 21 alunos que deveriam fechar até ao final deste mês, no âmbito do plano de reorganização escolar.

No entanto, contactado pela Lusa, o gabinete de Nuno Crato confirma apenas, em comunicado, que está a reavaliar este plano, não adiantando quando se prevê concluir este processo.

Plano começou em 2005

"Dadas algumas notícias recentemente vindas a lume, o Ministério da Educação e Ciência esclarece que prosseguirá uma política de racionalização da rede escolar, que implicará necessariamente o encerramento de escolas. Está a ser feita, no entanto, uma reavaliação, que terá em conta as necessidades da população escolar e a qualidade do ensino prestado", refere o comunicado do Ministério da Educação e Ciência, que não esclarece se está ou não suspenso o encerramento das escolas.

O plano de reorganização da rede escolar começou em 2005 e visava encerrar todas as escolas do primeiro ciclo com menos de 10 alunos, tendo a primeira fase culminado com o fecho de mais de 2500 escolas. A segunda fase começou em 2010 e levou ao encerramento de 700 escolas com menos de 21 alunos.

A nova fase do plano previa o encerramento até ao final deste mês de mais 654 escolas, mas a Associação Nacional dos Municípios Portugueses considera agora que a medida do novo ministro  significa na prática uma "moratória" do encerramento até pelo menos setembro de 2012.