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Golfinhos voltam a ser avistados no Tejo

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O grupo é o mesmo que foi avistado no verão do ano passado

Paulo Andrade (engenheiro da Associação Náutica da Marina do Parque das Nações)

Grupo de golfinhos da espécie roaz-corvineiros - a mais conhecida do Mundo - continua a visitar o Tejo, sinal de que a poluição está a diminuir no rio. Veja as fotos.

Diana Martins (www.expresso.pt)

Há muitos anos que se tinha tornado um fenómeno invulgar avistar golfinhos no Tejo, o que não é de admirar, já que os esgotos de mais de 100 mil lisboetas corriam diretamente para o rio. Agora, é a segunda vez em menos de um ano que se regista a sua presença, consequência da despoluição do estuário.

Os exemplares da espécie roaz-corvineiro - também conhecida como o golfinho Nariz de Garrafa - foram avistados no início do mês. As fotos que registaram o momento mostram o grupo junto a Cacilhas.

Já no no verão passado um grupo de vinte golfinhos foi visto no rio. Segundo Nuno Sequeira, presidente da Quercus, é provável que este pequeno conjunto de roaz-corvineiros faça parte desse mesmo grupo. "Esta espécie já viveu no Tejo no passado. Nos últimos dois anos têm sido registados vários avistamentos, como aconteceu em julho de 2011, e que se podem tornar cada vez mais comuns", afirmou o presidente da Associação Nacional de Conservação da Natureza.

"Apesar de não existirem dados concretos", a melhoria da qualidade da água parece ser a principal razão para o regresso dos golfinhos ao estuário do Tejo. "Com a construção de algumas ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais), como a de Alcântara, e deslocação de indústrias pesadas na Margem Sul, a qualidade da água tem vindo a melhorar", explica o mesmo ambientalista.

Menos poluído, o rio é assim um lugar com mais alimento para esta espécie de golfinhos comuns. Residentes nas águas costeiras do Oceano Atlântico, os golfinhos deslocam-se aos estuários apenas para se alimentarem. Os roaz-corvineiros comem peixe, crustáceos e bivalve, ingerindo cerca de 10 a 15 Kg de alimento diário.