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Francisco Assis admite ajuda externa como resposta excecional

Francisco Assis, líder parlamentar do PS, admite que seja feito um pedido de ajuda externa como resposta excecional para situação excecional.Clique para visitar o dossiê O resgate de Portugal

O líder parlamentar do PS admitiu hoje que, num quadro de excecional degradação das condições de financiamento, o Governo de gestão poderá ter como resposta também excecional o recurso a um pedido de ajuda externa.

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No entanto, nas declarações que fez aos jornalistas, Francisco Assis também procurou negar que esta sua posição entre em contradição com o primeiro-ministro, que tem sistematicamente recusado a possibilidade de recurso à ajuda externa.

"Digo que situações excecionais exigem respostas excecionais. Se, porventura, em teoria, se colocar uma situação dessa natureza [recurso à ajuda externa], todos deveremos fazer um esforço de consenso nacional", disse, antes de negar contradições com José Sócrates relativamente a esta matéria.

"Não estou em contradição com o primeiro-ministro, porque continuo a pensar que devemos fazer tudo o que for possível para evitar o recurso a uma ajuda externa, porque essa ajuda externa vem associada a um determinado programa que poderia prejudicar a sociedade portuguesa", sustentou.

Porém, de acordo com Francisco Assis, "se assistirmos a uma continuação da degradação das condições de financiamento externo, como consequência da grave crise política que foi aberta irresponsavelmente pelas forças da oposição, então estaremos perante uma situação excecional que exigirá uma resposta excecional".

"Mas, como não sou membro do Governo, não estou em condições de avaliar com rigor absoluto", alegou.