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Fogo na Madeira: tudo sobre o incêndio a deflagrar desde ontem

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Salvar vidas do fogo é prioridade máxima na Madeira. O incêndio de grandes proporções que está a deflagrar no concelho Funchal já consumiu casas e obrigou à evacuação de populações. Entre 60 e 70 desalojados vão ser abrigados no regimento da Guarnição nº3, no Funchal.

"Todos os meios físicos e humanos estão no terreno", para combater as chamas que deflagraram em vários concelhos da Região, com particular incidência no Funchal, dada a dimensão das várias frentes de fogo", garante a presidência do Governo da Região Autónoma da Madeira em comunicado. "Neste momento, o mais importante são as pessoas e, por isso mesmo, foi montado um dispositivo para prestar todo o auxílio médico e de primeiros socorros às pessoas atingidas pelo fogo", acrescenta.

O Governo Regional da Madeira já acionou o plano de emergência, devido ao incêndio de grandes proporções que já destruiu casas e continua a espalhar o pânico na  zona do Palheiro Ferreiro e Choupana, freguesia de São Gonçalo, concelho do Funchal.

O fogo está a descer a zona próximo do Estádio da Madeira, estando já bem perto da via-rápida, adianta o  "Diário de Notícias da Madeira".

Na estrada para a Camacha, as chamas cobrem uma grande área. O incêndio é visível da cidade do Funchal, tendo a Agência Lusa apurado que várias pessoas foram forçadas a sair de casa. O Ministério da Administração Interna já anunciou que vai enviar na quinta-feira de manhã 90 homens num avião C-130 da Força Aérea para ajudar a combater os fogos. O diretor do "Diário de Notícias da Madeira" disse à SIC Notícias que o incêndio atinge "proporções dantescas." Num direto feito pela RTP Madeira, na zona das Neves, perto do edificio da ANACOM, "ouvia-se rebentamentos que pareciam de botijas de gás".

Os bombeiros não conseguem atender todas as ocorrências. As elevadas temperaturas e o vento forte estão a dificultar o combate das chamas. O Expresso já tentou contactar os Bombeiros e a Proteção Civil, mas sem sucesso. Fonte da Proteção Civil disse apenas que "a situação é difícil" e "praticamente todos os elementos  estão no local", não havendo possibilidade neste momento de dar mais informações.

Situação muito difícil

"A situação está muito complicada e todos os meios disponíveis dos bombeiros e da câmara, incluindo os autotanques da limpeza estão no local, mas a situação é muito difícil", disse à Lusa o vice-presidente da Câmara do Funchal.

Também o Hospital central da Madeira já está preparado para a situação de catástrofe nível 1, estando mobilizado todo o dispositivo médico.

A população fala também num cenário assustador, onde as chamas se propagaram a grande velocidade ajudadas pelo vento.  "É puro terror, onde as chamas devoram e engolam tudo o que lhes faz frente. Teve início pouco depois das 21h e logo incrivelmente se propagou à velocidade de um furacão. Temo pela angústia dos enclausurados mas chamas, e que surpreendidos nem tempo tiveram para fugir. Visto da baía do Funchal é mesmo assustador... É de arrepiar e esmorecer", escreve Tomás Freitas, o leitor do "Diário de Notícias da Madeira", na edição on-line do jornal.

Na quinta-feira, dia 12 de julho, Alberto João Jardim, pronunciou-se sobre o protesto agendado para o dia seguinte pela Associação dos Bombeiros Profissionais, no Funchal, designadamente contra a degradação das condições de trabalho e de vida dos bombeiros profissionais das associações humanitárias do Funchal, Machico e Santa Cruz.

"Quanto aos bombeiros, a questão é muito simples: em vez de quererem ser bombeiros municipais, foram-se fazendo associações. Depois o Governo foi-lhes fazendo as sedes, o equipamento que têm também foi o Governo que pagou e algumas associações, não todas, foram metendo gente sem ser preciso. E agora são eles {associações] que têm que resolver o problema", argumentou o governante madeirense.

"O Governo não ia pagar 50 bombeiros onde só basta ter 30", frisou Jardim. (Em atualização)