Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

Execuções aumentam 90% em todo o mundo

Um relatório da Amnistia Internacional divulgado hoje revela que cerca de 2.390 presos condenados à morte foram executados em 2008.

Maria Luiza Rolim, com agências

No ano passado houve um aumento de 90% no número de prisioneiros executados em todo o mundo. A revelação é da AI-Amnistia Internacional no seu relatório de 2008. Segundo esta organização não governamental, outros 8.864 presos foram condenados à morte.

De acordo com a AI, em 2008 houve 2.390 execuções contra 1.591 em 2006 e 1.252 em 2007.

Houve mais execuções penais na Ásia do que em qualquer outra parte do mundo. Somente na China morreram 1.718 prisioneiros. Ou seja, três quartos do total de execuções penais em 25 países abrangidos pelo relatório. Trata-se, porém, de uma estimativa independente, temendo-se que o número possa ser muito mais elevado uma vez que o Governo chinês não divulga estatísticas sobre o assunto.

Segundo o documento "Penas de Morte e Execuções em 2008", a seguir à China, lideram o "ranking" o Irão (346 execuções), Arábia Saudita (102), EUA (37), Paquistão (36) e Iraque (34). Somados, esses seis países são responsáveis por 93% de todas as execuções.

Dos países que mais utilizam a pena de morte, apenas os EUA revelam números oficiais. Na Europa, a Bielorússia é o único país que ainda aplica a pena máxima. Desde 1991, cerca de 400 prisioneiros foram mortos na ex-república soviética.

A AI também divulga dados sobre os países que mais aplicam a pena de morte na sequência de julgamentos injustos.

O único dado positivo é que apesar do número de execuções ter aumentado,  parece haver uma tendência para um menor uso da pena de morte. Das 59 nações que admitem a pena capital, apenas 25 aplicaram esse tipo de punição.

Ainda segundo o relatório, nos EUA, somente os estados conservadores do sul, como  o Texas, ainda fazem uso extensivo da pena de morte. Este Estado americano foi responsável por metade de todas as execuções ocorrridas no país, tendo já executado outros 12 condenados no ano em curso.