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EUA: "Reforma, responsabilidade e inovação" são a chave do futuro

No discurso do Estado da União, Barack Obama frisou que as palavras chave para o futuro dos Estados Unidos são: "reforma, responsabilidade e inovação". (veja o vídeo no final do texto)

O presidente norte-americano, Barack Obama, apontou hoje, no discurso do Estado da União, "reforma, responsabilidade e inovação" como chaves do futuro do país, face à concorrência económica internacional e atuais dificuldades orçamentais e políticas.

"Um governo do século XXI que seja aberto e competente. Um governo que viva de acordo com as suas posses. Uma economia que seja impulsionada por novas capacidades e ideias. O nosso sucesso neste mundo em mudança vai exigir reforma, responsabilidade e inovação", disse Obama.

Durante cerca de uma hora, e perante todo o Congresso e as mais altas figuras do país, Obama desfiou propostas para ajudar a manter o país na "liderança e progresso", mas também a manter vivo o "sonho americano" para a população, estimulando a inovação empresarial e criação de emprego.

O discurso, que marca o meio do mandato de Obama, foi transmitido em direto na televisão, estando o presidente acompanhado pelo Vice-presidente Joe Biden e pelo novo líder da Câmara dos Representantes, John Boehner.

Mais tolerância desde o massacre de Tucson

Obama começou por saudar a maior tolerância política vivida desde o massacre de Tucson no início do mês, sublinhando a necessidade de democratas e republicanos "trabalharem juntos". 

Num sinal de unidade política, congressistas e senadores dos dois partidos desfizeram as fileiras e sentaram-se lado a lado. 

Olhando para fora das fronteiras, Obama apontou a Índia e China como países que têm vindo a evoluir na educação e desenvolvimento de novas tecnologias e que competem hoje com os Estados Unidos na atração de empresas. 

"Precisamos de superar o resto do mundo na inovação, educação, construção. Temos de fazer dos Estados Unidos o melhor lugar do mundo para fazer negócios", afirmou. 

Obama anunciou que o orçamento a ser enviado ao Congresso nas próximas semanas vai prever investimentos em investigação biomédica, tecnologias de informação e "especialmente tecnologia de energias limpas". 

Para ajudar a financiar a inovação, a administração Obama pretende que o Congresso elimine subsídios a petrolíferas e pediu apoio para a meta de, até 2035, aumentar para 80 % o contributo das energias limpas para o consumo de eletricidade. 

A respeito do desafio da Educação, apelou ainda ao Congresso que torne permanente o crédito fiscal para estudantes universitários, no valor de 10 mil dólares. 

Derrubar barreiras às empresas

Os esforços para dotar o país de "infraestruturas do século XXI", devem ser "redobrados", assegurando que dentro de 25 anos 80 por cento dos norte-americanos tenha acesso a um caminho de ferro de alta velocidade e que a quase totalidade da população tenha cobertura de Internet de banda larga sem fios. 

Para derrubar "barreiras" às empresas, Obama pediu aos congressistas a simplificação do sistema fiscal e fim de privilégios, usando a poupança para "baixar pela primeira vez em 25 anos o imposto sobre empresas, sem aumentar o défice". 

"Crítico" para "ganhar o "futuro", disse o presidente, será "assegurar que o país não seja enterrado por uma montanha de dívida". 

Para isso, o chefe de Estado propôs o congelamento da despesa doméstica anual nos próximos cinco anos, o que deverá permitir uma poupança de 400 mil milhões de dólares na próxima década, mas disse ser preciso ir mais longe, acabando com os benefícios fiscais para milionários e simplificando o imposto sobre pessoas singulares. 

Do lado da administração, "nos próximos meses" será apresentada ao Congresso uma proposta para "fundir, consolidar e reorganizar o governo federal de uma maneira que serve melhor o objetivo de uma América competitiva". 

"Reformar as nossas escolas, mudar a forma como usamos energia, reduzir o nosso défice - nada disto é fácil. Tudo vai levar tempo. E será mais difícil porque vamos discutir sobre tudo", disse Obama. 

"O nosso destino continua a ser a nossa escolha. E hoje, mais de dois séculos mais tarde, é por causa do nosso povo que o nosso futuro é auspicioso, a nossa viagem prossegue e o estado da nossa união é forte", concluiu.