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EUA criticam hostilidade contra os muçulmanos na Europa

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Relatório do Departamento de Estado norte-americano censura também o antisemitismo e, igualmente, a "deterioração significativa" das liberdades religiosas na China e Egito.

Os EUA denunciaram hoje o aumento do antisemitismo e da hostilidade em relação aos muçulmanos na Europa, criticando nomeadamente as leis contra a "burca" (véu islâmico integral) em França e na Bélgica.

No relatório do Departamento de Estado sobre a liberdade religiosa no mundo relativo a 2011, hoje divulgado, Washington censura igualmente a "deterioração significativa" das liberdades religiosas na China e critica o Egito por não ter reprimido os ataques contra a minoria cristã copta.

Europa multicultural porém xenófoba

"Os países europeus são cada vez mais diversos em termos étnicos, raciais e religiosos. Estas evoluções demográficas são acompanhadas por vezes de uma subida da xenofobia, do antissemitismo e de sentimentos antimuçulmanos", assinala o relatório.

O Departamento de Estado também destaca "o crescente número de países europeus, entre os quais a Bélgica e a França, cujas leis que restringem o código de vestuário, nomeadamente o uso da burca, têm um efeito desfavorável sobre muçulmanos e outros".

Em França, a lei que proíbe esconder a cara em espaço público foi aprovada pelo parlamento em setembro de 2010 e é aplicada desde 11 de abril de 2011. A Bélgica adotou o mesmo tipo de legislação em julho de 2011.

A semana passada, o comissário para os direitos humanos do Conselho da Europa, Nils Muiznieks, apelou aos governos europeus, citando Paris e Bruxelas, para "renunciarem às leis e medidas visando especificamente os muçulmanos".