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EUA: À espera da maré negra

Uma mancha de crude maior do que Rhode Island está prestes a chegar à costa de quatro estados do sul dos EUA. Responsáveis ambientais falam de uma ameaça "muito, muito grande".

Ricardo Lourenço, correspondente nos EUA (www.expresso.pt)

É uma questão de horas. Os estados do Alabama, Florida, Louisiana e Mississipi aguardam pela chegada de uma maré negra, que se pode transformar num dos maiores desastres ambientais de sempre nos EUA.

"Estou apavorado. Isto é uma coisa muito, muito grande. Os esforços que serão necessários para diminuir o impacto da maré negra serão gigantescos", confessou esta manhã o director da "National Oceanic and Atmospheric Administration", durante uma conferência de imprensa.

Tudo começou há dez dias, com uma explosão numa plataforma petrolífera situada no Golfo do México. Onze pessoas estão desaparecidas.

Nos dias seguintes as autoridades preocuparam-se em extinguir o gigantesco incêndio. Há cinco dias concluíram que a mancha de crude era cinco vezes maior do que se pensava - fontes oficiais indicam que terá uma circunferência de 970 quilómetros.

A fuga ocorre a mais de 1500 metros de profundidade, calculando-se que, por dia, possa expelir o equivalente a cinco mil barris de crude.

Zonas como o delta do Rio Mississipi, um dos mais ricos ecossistemas do território americano, serão "fortemente afectados", explicou Kennedy.

David Axelrod, conselheiro especial do Presidente Barack Obama, revelou também que o plano para construção de novas plataformas petrolíferas em vários pontos da costa americana (aprovado há mais de um mês) foi provisoriamente suspenso.

O aumento da exploração petrolífera na costa americana foi assumido como prioridade pela administração Obama. Este é um assunto em que democratas e republicanos estão de acordo. Recorde-se o lema "drill, baby drill" da candidatura de John McCain e Sarah Pallin.