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Emigrante português esqueceu-se do nome da noiva e... foram presos

Jorge Mouchinho, português emigrante em Inglaterra, foi pago para casar com Falana McKenzie, de Trindade e Tobago, de forma a que esta ficasse no país, mas foram descobertos e enfrentam pena de 12 meses.

Jorge Fonte (www.expresso.pt)

O emigrante português Jorge Mouchinho, de 33 anos, e a sua falsa noiva tobaguenha, Falana McKenzie, de 30 anos, foram presos depois de ter sido descoberto que a mulher tinha pago a Mouchinho 2 mil libras (cerca de €2250) para casar com ela, por forma a Falana permanecer em Inglaterra.

A Polícia de Imigração interrompeu a cerimónia, em agosto, para prender os falsos noivos. A suspeita deveu-se a várias informações de funcionários do Registo Civil, que desconfiaram do comportamento dos dois estrangeiros.

Os funcionários do Registo Civil de Nottingham desconfiaram do casal, após o extremo nervosismo que demonstraram numa reunião antes do casamento. Tinham dificuldade em comunicar sem a ajuda de um intérprete e, para piorar ainda mais a sua situação, o português esqueceu-se do nome daquela que seria a sua futura mulher.

Quando as autoridades revistaram o apartamento de McKenzie, encontraram várias fotos desta com o seu namorado que, de forma nada surpreendente, não era Mouchinho.

Foram ambos condenados a uma pena de 12 meses mas deverão cumprir apenas metade e ainda lhes será descontado o tempo que passaram sob custódia.

O juiz inglês que condenou os imigrantes declarou que "tentar contornar as leis de imigração é uma ofensa muito séria neste país", avisando também que "este tipo de atividade tem de ser erradicado."

A "noiva" não sabia da ilegalidade da situação

A tobaguenha defendeu-se com a sua ignorância, afirmando não saber que aquilo que estava a fazer não era legal, mas isso não a impedirá de ser deportada depois de cumprir a pena.

O visto de Falana McKenzie expirou em abril, depois de McKenzie já ter estudado e trabalhado em Inglaterra. A mulher de 30 anos disse ter medo de voltar para o seu país de origem, por ter sido vítima de abusos.

O português, como é cidadão comunitário, não tem problemas quanto à sua estadia em Inglaterra.