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Embaixador americano morto na Líbia

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O Presidente Obama já lamentou a morte do embaixador na Líbia e de outros três norte-americanos, durante o ataque de ontem ao consulado em Benghasi

Alexandre Costa (www.expresso.pt)

O embaixador norte-americano na Líbia, J. Christopher Stevens, foi morto por radicais islâmicos armados que ontem atacaram e pegaram fogo ao consulado norte-americano em Benghasi, num protesto supostamente despoletado por um filme colocado no Youtube considerado ofensivo para Maomé e para o Islão.

A morte do embaixador, ocorrida no aniversário do 11 de Setembro de 2001, foi fortemente condenada pelo Presidente Obama numa declaração em que anunciou o reforço da segurança dos diplomatas norte-americanos nos mais diversos pontos do mundo.

Uma testemunha, que estaria a realizar um trabalho no consulado, indicou por seu turno à CNN que o embaixador e as outras três pessoas foram mortas por um rocket, referindo ter visto os seus corpos esta manhã na rua e que foram levados para o Hospital Central de Benghazi. 

Uma anterior informação indicava que a morte do embaixador ocorrera devido à inalação de fumo.

A divulgação do trailer do filme-amador "Innocence of Muslims" no Youtube terá despoletado também ontem a ira de radicais islâmicos na capital do Egito que atacaram a embaixada norte-americana. Embora não tenham conseguido entrar no edifício, substituíram a sua bandeira e por outra com a inscrição "Não há nenhum Deus para lá de Alá e Mohammed é o seu profeta".

Filme amador divulgado no "Dia do Julgamento de Maomé"

O filme que terá despoletado os ataques foi colocado no YouTube por Sam Bacile, identificado como um empresário israelo-americano da Califórnia, que indicou ao "The Wall Street Journal" ter angariado cinco milhões de dólares de 100 doadores judeus para fazer um filme que procura expor a "hipocrisia" do Islão.

O trailer do filme mostra muçulmanos a pilharem as casas de cristãos egípcios, para depois passar para cenas em que Maomé surge como uma personagem ridícula e desonesta, efeminada e defensora da pedofilia.

O filme ganhou destaque internacional após Terry Jones, um pastor fundamentalista da Flórida, o ter promovido e proclamado 11 de Setembro como o "Dia Internacional do Julgamento de Maomé".

Já em 2010 e 2011, Terry Jones dera origem a revoltas sangrentas no Afeganistão ao ameaçar queimar cópias de Al Corão, tendo chegado mesmo a fazê-lo a um exemplar na sua igreja.