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Atualidade / Arquivo

Domingos Névoa vai a julgamento

O administrador da Bragaparques foi “apanhado“ pelas escutas efectuadas pela Polícia Judiciária.

Em causa está uma alegada oferta de 200 mil euros do sócio da Bragaparques a José Sá Fernandes, para que este deixasse de pôr em causa a permuta dos terrenos do Parque Mayer (propriedade da empresa de Névoa) pelos da antiga Feira Popular de Lisboa, da Câmara Municipal de Lisboa (CML).

O Ministério Público baseou a acusação nas escutas de uma conversa que Névoa manteve com Ricardo Sá Fernandes, irmão do vereador, que funcionou como “agente infiltrado”.

Neste encontro, o administrador da Bragaparques “propôs realizar o pagamento em numerário, podendo de imediato entregar 100 mil euros e depois, no espaço de um mês e meio, realizar duas outras entregas de 50 mil cada”, refere o documento assinado pelo procurador Rosário Teixeira, que acusou Névoa do crime de corrupção activa para acto ilícito. O juiz de instrução criminal deu provimento a esta argumentação, pelo que Névoa terá de ir a julgamento.