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Discurso de tomada de posse será "muito forte"

Mar e juventude marcam primeiro dia de mandato de Cavaco Silva: "Quando olhamos os jovens e a imensidão do mar português, estamos a olhar para o futuro de Portugal".

Luisa Meireles (www.expresso.pt)

Mar e juventude. Cavaco Silva anunciara-o e, hoje, explicitou a razão porque quis encontrar-se com jovens no navio-escola "Sagres" no primeiro dia do seu novo mandato: "Quando olhamos os jovens e a imensidão do mar português, estamos a olhar para o futuro de Portugal".

Antes de se dirigir aos cerca de 50 jovens que com ele almoçaram na "Sagres", atracada no Cais de Alcântara, em Lisboa, o Presidente da República visitou o navio hidrográfico "Gago Coutinho" e o seu robô submersível ROV, e ouviu do responsável da unidade de missão para os assuntos do Mar, Pinto de Abreu, as explicações sobre o andamento da exploração da plataforma continental.

"No passado, foi o mar que nos impulsionou para a descoberta e novos horizontes", disse Cavaco Silva, que falou aos jovens no convés da "Sagres", antes de se reunir com eles para um almoço no navio-escola.

E acrescentou, logo de seguida: "Neste dia, quero reafirmar aos portugueses que devemos aproveitar as potencialidades que o mar encerra e apostar na energia criadora, audácia e talento dos nossos jovens. Mar e jovens são factores de esperança para Portugal".

Logo à tarde, na altura da tomada de posse, será a o momento para o discurso solene. Ao que o Expresso apurou, o texto foi muito trabalhado e será "muito forte".

Geração com marca

Entre os jovens estava José Filipe Sousa, presidente do Conselho Nacional da Juventude, a plataforma que coordena as 36 organizações de juventude em todo o país de todo o país e cujos dirigentes o Presidente da República convidou para se reunirem com ele.

Segundo disse ao Expresso, pediu a Cavaco Silva que "continue a chamar a atenção para o imenso potencial que os jovens têm e para a possibilidade deles serem ouvidos nas politicas que os tocam".

A propósito da manifestação do próximo sábado, afirmou ainda que ela "marca a mobilização da sociedade civil, juventude à rasca ou num beco sem saída, mas que tem vontade de mudar e construir. Esta é uma geração com problemas de emancipação, mas que olha para o futuro", concluiu.