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Diretor do DN do Funchal demite-se e acusa Jardim de bullying

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O diretor do Diário de Notícias do Funchal, Luís Calisto, anunciou hoje em editorial a demissão do cargo que exercia desde outubro de 2005, acusando o Alberto João Jardim de estar a "fazer bullying à imprensa regional".  

O diretor do Diário de Notícias do Funchal, Luís Calisto, anunciou hoje em editorial a demissão do cargo que exercia desde outubro de 2005, acusando o presidente do Governo Regional de estar a "fazer bullying à imprensa regional".      Luís Calisto, que iniciou a carreira de jornalista há 35 anos no DN insular e foi diretor da RTP-Madeira, critica Alberto Jardim por estar a aproveitar a atual conjuntura difícil, sobretudo para a imprensa, para "concretizar o seu antigo projeto de fechar o diário".     "Depois de muitos anos a atribuir ao DN ofensas e ataques pretensamente gerados contra si, o dr. Jardim passou à estratégia de desvirtuar o mercado regional dos media, passando expressamente a beneficiar em 1992 um jornal concorrente - o Jornal da Madeira (JM) - com uma verba anual astronómica", escreve.     Adianta que "em 2009, o total dos apoios recebidos por aquele órgão ascendia aos 42 milhões de euros", o que representa "uma injeção de 11 mil euros diários no JM, com discriminação do resto da imprensa".  

"Atropelos à lei" por Jardim 

O jornalista critica Jardim por "intimidar os empresários que anunciavam no DN",  por ter reduzido "praticamente a zeros a publicidade oficial" e de ter dado "ordens às instituições públicas dependentes do Governo Regional para cortar centenas de assinaturas".     "Não satisfeito com os atropelos à lei para levar este diário à falência, o dr. Jardim, em janeiro de 2008, passou o JM a gratuito, aumentando a sua tiragem de 5 mil para 15 mil exemplares", aponta.     O diretor do Diário de Notícias do Funchal refere que o DN viveu em 2009 o "drama do despedimento coletivo" e que "está à vista" uma nova vaga de dispensa de funcionários.  

"Criminosos atentados contra a liberdade de imprensa na região" 

Recorda que, apesar do Presidente da República, a Assembleia da República, a ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social), os tribunais, os partidos políticos, o Governo de Lisboa "terem conhecimento dos criminosos atentados contra a liberdade de imprensa na região", acabam por chegar à Madeira e "elogiar a superior qualidade da democracia na Madeira" e a "obra" realizada pelo "democrata" Alberto João Jardim.     Luís Calisto conclui que se demite do cargo de diretor "mas não da carreira de jornalista" porque "a vida continua hoje".     A agência Lusa está a tentar obter uma reação do presidente do Governo Regional da Madeira às criticas do director demissionário.    *** Este texto foi escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico*** 

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