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Descarga mata "milhares de peixes" no Alviela

O presidente da Junta de Freguesia de Vaqueiros, diz que a recolha para análise, "se foi feita", não foi na zona de maior concentração, junto ao "mouseiro". A CCDR-LVT garante que a colheita foi feita hoje de manhã.

O presidente da Junta de Freguesia de Vaqueiros (Santarém), Firmino Oliveira, denuncia que a descarga que está a matar "milhares de peixes" no Alviela é a maior desde Outubro de 2003.

Firmino Oliveira acusa os responsáveis pela recolha de análises e pela minimização dos efeitos desta contaminação de "negligência" e lamenta que as associações de defesa do ambiente, "sempre prontas a falar na comunicação social", ignorem por completo o drama do Alviela.

Segundo o autarca, apesar de terem passado 24 horas sobre a denúncia da situação junto a Vaqueiros (a montante, o problema começou a sentir-se mais cedo), até ao momento a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) não fez ainda qualquer recolha para análise.

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No entanto, fonte da CCDR-LVT disse à Lusa que a colheita foi feita às 9h30 de hoje e que o resultado levará alguns dias a ser conhecido.  Firmino Oliveira contrapõe: a colheita, "se foi feita", não foi na zona de maior concentração, junto ao "mouseiro" (antigos moinhos), "nem disso foi dado conhecimento" aos responsáveis autárquicos.

A mesma fonte da CCDR-LVT adiantou que esta entidade fez um acordo com a Câmara Municipal de Santarém, que se responsabilizou pela recolha do peixe morto.

Mas, para Firmino Oliveira, a Câmara Municipal de Santarém não tem os meios necessários para a retirada do peixe morto, insistindo que o peixe espalhado por uma extensão de cinco quilómetros tem que ser retirado com a ajuda de barcos.

Firmino Oliveira afirma que há já peixes em putrefacção, o que representa "um perigo para a saúde pública", criticando o facto de nada estar a ser feito nem para salvar os peixes que ainda lutam desesperadamente à procura de oxigénio nem para retirar do leito do rio "os milhares já mortos".

"Sentimo-nos abandonados", alerta, afirmando que os peixes mortos se espalham já por uma extensão de cinco quilómetros do rio, que apresenta uma cor escura e espuma castanha. "É um crime ecológico de grande envergadura" num rio que se regenerou nos últimos cinco anos, depois da grande descarga de Outubro de 2003, e que agora volta a ficar "envenenado".

O autarca, que está no terreno com populares a recolher algum do peixe morto, tem responsabilizado a estação de tratamento de águas residuais de Alcanena (que trata os efluentes das fábricas de curtumes) pelas descargas que "envenenam o rio".