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Deputados recebem acusação do Taguspark

Procurador-geral da República enviou, hoje, à comissão parlamentar de inquérito ao negócio PT/TVI todo o processo de acusação do Taguspark, onde João Carlos Silva, Américo Thomati e Rui Pedro Soares foram constituídos arguidos.

Rosa Pedroso Lima (www.expresso.pt)

É o último "pacote" de documentação feito chegar aos deputados da comissão parlamentar de inquérito ao negócio PT/TVI. Um envelope com vários documentos e um CD chegou, hoje, em plena audição do administrador da PT, Luis Pacheco de Melo, aos deputados de todas as bancadas.

A Procuradoria-Geral da República cedeu, assim, todas as informações referentes à acusação do processo Taguspark, que, no início do mês, tornou arguidos José Carlos Silva, administrador da Taguspark, Rui Pedro Soares administrador não-executivo da empresa e, simultaneamente, administrador da PT, e Américo Thomati, presidente do conselho de administração da Taguspark. Rui Pedro Soares e Américo Thomati já foram chamados a depor na comissão de inquérito.

Do processo constam referências a um parecer elaborado pelo escritório de José Miguel Júdice sobre a tomada de posição, através da Taguspark, no capital da TVI, prevendo ainda a necessidade de proceder a alteração de chefias, no quadro da eventual entrada na estação de televisão.

Escutas constam do processo

Do processo fazem ainda parte extractos de escutas telefónicas de conversas mantidas entre o administrador da EDP com o pelouro Imobiliário, Paiva Nunves, e Paulo Penedos, assessor jurídico da PT, no âmbito do processo Face Oculta. Teresa Almeida, a procuradora responsável pelo processo, enviou para o departamento de corrupção e para o DIAP a acusação do Taguspark.

Quanto ao depoimento de Luís Pacheco de Melo, o administrador da PT com o pelouro financeiro, admitiu ter entrado e dirigido o negócio com a TVI, a partir de dia 21 de Junho de 2009 e a pedido de Zeinal Bava, presidente da comissão executiva da empresa de telecomunicações. "A fuga de informação" e "o ruído e a turbulência" públicos criados em torno do negócio foram os motivos principais para a sua "morte".

Pacheco de Melo garantiu, ainda, que no processo "não estava em cima da mesa a entrada ou saída de nínguém da TVI" e que "nunca soube" da tentativa de aquisição da estação televisiva através da Taguspark.O negócio, disse ainda, estava preste a estar concluído, não fosse a falta de acordo por parte dos "bancos financiadores da Prisa" que se recusaram a assinar a term-sheet preparada pelos responsáveis da PT.