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Delegações da Coreia do Sul chegam a Pyongyang para funeral de Kim Jong-il

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As delegações sul-coreanas são lideradas pela ex-primeira dama Lee Hee-ho, viúva do ex-Presidente sul-coreano e Prémio Nobel da Paz Kim Dae-jung, e pela presidente do grupo Hyundai, Hyun Jeong-eun.

As únicas duas comitivas sul-coreanas autorizadas por Seul a assistir às cerimónias fúnebres do líder norte-coreano chegaram hoje a Pyongyang, onde o regime continua a preparar a sucessão do filho mais novo de Kim Jong-il.

As duas delegações são lideradas pela ex-primeira dama Lee Hee-ho, viúva do ex-Presidente sul-coreano e Prémio Nobel da Paz Kim Dae-jung, e pela presidente do grupo Hyundai, Hyun Jeong-eun.

As duas mulheres, que partiram de Seul vestidas de luto e no meio de uma enorme atenção mediática, representam os canais político e económico abertos pelas duas Coreias no início da década passada.

Ativistas vão erguer altar para Kim Jong-il

Apesar de Seul proibir os seus cidadãos de cruzar o paralelo 38 para viajar para a Coreia do Norte, as duas comitivas receberam uma exceção, já que Pyongyang também enviou representantes para o funeral de Kim Dae Jung e de presidente da Hyundai e marido de Hyun.

O primeiro ficou conhecido como o pai da política de conciliação entre as duas Coreias que se traduziu num encontro histórico, em 2000, entre os dois líderes. O segundo promoveu importantes projetos económicos entre os dois países.

Além destas duas comissões, o funeral de Kim Jong-il contará ainda com um grupo de ativistas da Coreia do Sul que são pró-Coreia do Norte e que planeia erguer um altar em Seul para lamentar a morte do líder norte-coreano.

O anúncio da morte de Kim Jong-il foi feito no dia 18 deste mês, tendo o líder norte-coreano morrido na sexta-feira anterior, aos 69 anos, vítima de um ataque cardíaco quando viajava de comboio, após 17 anos de liderança do regime comunista.