Expresso

Siga-nos

Perfil

Perfil

Atualidade / Arquivo

Cuba vai libertar 52 presos políticos

  • 333

Espanha diz que os 52 presos políticos que Cuba vai libertar poderão ir para o país. Cinco primeiros poderão sair da prisão ainda hoje. Amigos pedem a jornalista Guillermo Farinãs p\ara suspender greve de fome.

Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)

Governo de Raul Castro anunciou que vai libertar, de forma gradual, no prazo máximo de quatro meses, os 52 presos políticos do chamado grupo dos 75 que ainda se encontram na prisão.  Dissidentes foram detidos e condenados a penas até 28 anos de prisão na vaga repressiva da Primavera Negra de 2003.

Entretanto, é preocupante o estado de saúde de Guillermo Farinãs, em greve de fome há 130 dias, que disse que só volta a comer quando, pelo menos, 12 presos estiverem na rua.

Amigos do dissidente fazem apelo ao jornalista para parar de imediato o protesto. Blogueira Yoani Sánchez - conhecida internacionalmente pela sua resistência ao regime de Cuba - diz que mesmo que mesmo que Guillermo volte a comer ainda corre sérios riscos.

Espanha recebe dissidentes

Desses 52 detidos, cinco serão libertados nas próximas horas e viajarão em breve para Espanha com as famílias. Os restantes serão libertados nos próximos três a quatro meses e "poderão sair do país", adianta o texto do Arcebispado de Havana. Haverá ainda outros seis presos políticos que serão transferidos para locais mais próximos da suas residências.

Ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Miguel Ángel Moratinos, disse hoje que todos os 52 presos políticos podem ir para Espanha, se assim o quiserem. O chefe da diplomacia espanhola concluiu na quarta feira uma visita a Cuba.

EUA desconfia de medida

A mediação da Igreja Católica de Cuba, junto do Governo de Raúl Castro, a favor dos presos políticos conseguiu, ontem, o seu maior resultado, com o anúncio da libertação gradual de alguns condenados na designada Primavera Negra de 2003.

O Governo dos Estados Unidos, por sua vez, manifestou cautela sobre o anúncio da libertação gradual de 52 presos políticos cubanos, considerando-o um passo "positivo", enquanto procura confirmar detalhes da decisão.

"Consideramos a libertação dos presos como um desenvolvimento positivo, mas esperamos mais detalhes para confirmar o anúncio", afirmou, ontem, à agência Efe uma porta-voz do Departamento de Estado, Virginia Staab, na que é a primeira reação oficial norte-americana.