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"Considero o Islão uma religião muito perigosa, brutal"

Em entrevista exclusiva ao Expresso, Terry Jones explica porque queimou o Corão e considera o Islão uma ameaça.O pastor participa sexta-feira num protesto armado junto à maior mesquita dos EUA. (Com áudio)

Ricardo Lourenço, correspondente nos EUA (www.expresso.pt)

Terry Jones queimou um exemplar do Corão no dia 20 de março, porque considera que "o Islão é um mal" e que "promove o terrorismo". Em resposta, 12 pessoas (funcionários da ONU) foram mortas no Afeganistão.

"Não estava à espera, mas também não vou parar", diz o pastor americano, numa entrevista exclusiva ao Expresso. Sexta-feira,  Terry Jones e um grupo de membros da sua organização religiosa reunir-se-ão num protesto em frente à maior mesquita dos EUA, em Dearborne, no estado do Michigan.

A versão integral da entrevista será publicada na edição impressa do expresso de sábado e, na semana seguinte, o Expresso trará uma reportagem alargada sobre a manifestação de Dearborne, que as autoridades temem que se transforme num confronto armado.  

Manifestação armada 

A polícia local ameaça Terry Jones com uma multa de 100 mil dólares caso ocorram desacatos na manifestação, mas, mesmo assim, o pastor e os seus seguidores prometem avançar armados: "Teremos as nossas armas semiautomáticas connosco", avisa.

À sua espera estarão pelo menos cinco contraprotestos, garante o gabinete do mayor da cidade.

Segue-se a tradução de um pequeno excerto da entrevista que será publicada este sábado: "Considero o Islão uma religião muito perigosa, uma religião brutal. Uma religião sem direitos humanos nem cívicos. É uma religião que não deixa espaço às opiniões e à liberdade de expressão. Nós vamos continuar a chamar à atenção para o elemento radical do Islão, para os perigos do Islão, em todo o território americano e possivelmente à volta do mundo. Continuaremos a protestar, a organizar manifestações e a chamar a atenção. É precisamente o que nós vamos fazer no dia 22 de março (próxima sexta-feira), em Dearborn, Michigan, onde vamos protestar numa ação organizada em frente ao centro islâmico (o maior nos EUA), contra a lei islâmica e a Jihad".  

Oiça aqui um excerto da entrevista a Terry Jones (em inglês)