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Claque do FC Porto assalta loja de Ronaldo no Funchal

Foram detidos três suspeitos e as motivações poderão ter sido clubistas, já que foi o golo de Cristiano Ronaldo pelo Manchester United que afastou o FC Porto da Liga dos Campeões.

Sara Moura, correspondente na Madeira

A loja de Cristiano Ronaldo no Funchal (CR7) foi assaltada hoje, em pleno dia, por vários elementos de uma das claques do FC Porto, que estiveram na Madeira para o jogo com o Marítimo.

O primeiro assalto ocorreu às 11h45. Três indivíduos, naturais do Porto e pertencente a uma claque afecta ao clube, entraram na loja, pediram peças de vários tamanhos, partiram alarmes de artigos e encheram as mochilas com artigos de elevado valor. Não houve agressões físicas mas os elementos da claque saíram da loja com os sacos cheios, ao mesmo tempo atiravam "bocas" contra o jogador do Manchester United por ter marcado o golo que eliminou o FC Porto nos quartos-de-final da Liga dos Campeões.

Também não faltaram insultos dirigidos à proprietária do espaço, Elma Vieira, irmã de Cristiano Ronaldo, e a uma funcionária.

Pouco tempo depois a BIR (Brigada de Intervenção Rápida) conseguiu identificar e deter os três suspeitos.

Cerca das 14h00, houve uma segunda tentativa de assalto à mesma loja, com mais de 10 indivíduos a entrar no estabelecimento comercial. O método seria o mesmo não fosse a intervenção da PSP. "O segundo assalto foi frustrado pelo dispositivo policial que estava empenhado na resolução da primeira ocorrência", disse ao Expresso o comissário Roberto Fernandes.

Os três suspeitos identificados e detidos acabaram por ser escoltados até o Aeroporto Internacional da Madeira e seguiram viagem rumo a Lisboa e depois para o Porto, mas vão responder no processo.

A garantia é dada por Roberto Fernandes, que assegura que as investigações deverão continuar, pois os "incidentes" foram filmados pelas câmaras de videovigilância da loja.

Recorde-se que este fim-de-semana a PSP montou uma operação de segurança reforçada para monitorização de claques na Madeira, por causa dos jogos Nacional-Benfica (sábado) e Marítimo-FC Porto (domingo). Nesta operação que envolveu mais de 100 agentes, a PSP acompanhou as movimentações das claques que visitaram a ilha, em pacotes turísticos, iniciados a 31 de Abril e que só terminam amanhã.