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CDS indicou sete secretários de Estado e uma subsecretária

Daniel Campelo, que fez greve de fome pelo queijo Limiano, vai tutelar florestas e desenvolvimento rural. Portas colocou Vânia Dias da Silva na presidência do Conselho de Ministros.

Filipe Santos Costa (www.expresso.pt)

Na lista dos secretários de Estado, o CDS indicou oito nomes - sete secretários de Estado e uma subsecretária. Vânia Dias da Silva, subsecretária de Estado Adjunta do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, vai trabalhar na Presidência do Conselho de Ministros (PCM) mas, apesar disso, reporta diretamente a Paulo Portas. Terá a seu cargo a coordenação política pela parte do CDS ao nível da PCM, bem como a articulação entre os governantes centristas.

Vânia Dias da Silva, jurista, era até agora adjunta do vereador da Câmara Municipal do Porto, Manuel Sampaio Pimentel, onde teve a experiência de trabalho numa coligação PSD-CDS. Foi quinta na lista de candidatos do CDS às legislativas pelo distrito do Porto e, se não fosse escolhida para o Governo, entraria agora no Parlamento, substituindo Cecília Meireles, deputada pelo Porto, também jurista, que será secretária de Estado do Turismo.

Também sai do grupo parlamentar Filipe Lobo d'Ávila, secretário de Estado da Administração Interna. E João Casanova de Almeida, especialista em administração escolar, que trabalhava como chefe de gabinete dio grupo parlamentar, será secretário de Estado do Ensino. No total, a bancada do CDS perde cinco dos seus principais elementos - para além dos dois secretários de Estado, três ministros: Portas, Pedro Mota Soares e Assunção Cristas.

O regresso do Limiano, agora no Governo

Daniel Campelo, engenheiro agrónomo, ex-presidente da câmara de Ponte de Lima que ficou conhecido como o "deputado do Queijo Limiano", será secretário de Estado de Assunção Cristas, tutelando as Florestas e Desenvolvimento Rural. Recorde-se que em 2000 Campelo fez greve de fome no Parlamento, contra a transferência da produção do queijo Limiano para fora de Ponte de Lima. Acabou por viabilizar um Orçamento de Estado de António Guterres, contra a decisão do CDS - o documento ficou conhecido como "Orçamento Limiano".

Assunção Cristas indicou ainda outro secretário de Estado, Diogo Santiago Albuquerque, para a Agricultura. Estava na Comissão Europeia, onde trabalhava na reforma da PAC.

Já conhecidas eram as indicações dos dirigentes do CDS Miguel Morais Leitão (Negócios Estrangeiros) e Paulo Núncio (Assuntos Fiscais).