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Cavaco: "Quando forem aos mercados escolham aquilo que é nosso"

Sublinhando a "grande qualidade" dos produtos da região autónoma dos Açores, Presidente da República renovou o apelo ao consumo de produtos nacionais.

O Presidente da República renovou hoje o apelo ao consumo de produtos nacionais, sublinhando que dessa forma "todos ficam a ganhar", o endividamento externo é reduzido e os sacrifícios pedidos a cada português serão menores.

Numa declaração aos jornalistas na ilha do Corvo, a última das chamadas "ilhas da coesão" que faziam parte do roteiro da viagem aos Açores que está a realizar desde terça-feira, Cavaco Silva dirigiu um apelo aos açorianos, que estendeu depois a todos os portugueses.

"Penso que há uma ajuda que todos os açorianos podem dar, uma ajuda pequena, mas da maior importância, procurarem comprar acima de tudo produtos portugueses, em particular açorianos em lugar dos produtos estrangeiros", defendeu o Presidente da República, renovando um apelo ao consumo de produtos nacionais que já tinha deixado por diversas vezes.

Sublinhando a "grande qualidade" dos produtos da região autónoma dos Açores, Cavaco Silva apelou diretamente aos açorianos: "quando forem às lojas, quando forem aos mercados, procurem saber se os produtos são portugueses e escolham aquilo que é nosso".

Pois, acrescentou, dessa forma estarão a dar um contributo da maior importância para a criação de emprego, para o aumento de riqueza na região e também para a redução do endividamento externo do país.

"Todos vão ganhar se preferirem os produtos portugueses"

"Todos ficam a ganhar, todos vão ganhar se preferirem os produtos portugueses e os produtos açorianos e, dessa forma, os sacrifícios que terão de ser pedidos a cada um dos portugueses e também a cada um dos açorianos para que Portugal vença este período muito difícil, serão menores", sustentou.

Questionado se chega ao fim desta visita às chamadas "ilhas da coesão" (Santa Maria, Graciosa, São Jorge, Flores e Corvo) com uma ideia diferente da autonomia regional, o Presidente da República recordou que conhece já a conhece "há muito tempo".

"Tenho escritos abundantes sobre a autonomia regional que são inequívocos, desde os anos 80, quando era ministro das Finanças", lembrou, salientando que a autonomia regional é "um grande ativo da democracia".

Ainda a propósito da autonomia regional e quando interrogado se entende que a situação económica e financeira do país a pode atingir, Cavaco Silva reiterou que "nenhuma parte do país irá ficar imune de uma crise que é internacional, que tem uma dimensão localizada muito forte, na Grécia, mas com uma grande incidência noutros países em resultado da interdependência dos sistemas financeiros e das economias".

Contudo, ressalvou, a autonomia política e administrativa "não está em causa", mas vai exigir "uma grande colaboração entre as autoridades regionais e o Governo na República".