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Cavaco destaca "simbolismo político" da visita a Cabo Verde

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Enquanto convidado de honra às comemorações solenes dos 35 anos da independência de Cabo Verde, Cavaco Silva ressaltou um "passado sem complexos" e o "relacionamento fraterno" dos dois países.

Luísa Meireles, enviada a Cabo Verde (www.expresso.pt)

Cavaco Silva sublinhou hoje "o simbolismo político" da sua visita a Cabo Verde, que se reflete, disse, "na excelência do relacionamento fraterno entre os dois povos".

O Presidente português falava aos jornalistas depois de, hoje de manhã, ter assistido como convidado de honra às comemorações solenes dos 35 anos da independência deste país africano.

Na Assembleia Nacional, onde decorreram as comemorações e, amanhã ser realizará também uma sessão solene na qual intervirá Cavaco Silva, o Presidente português foi recebido com palmas e até exclamações de congratulação quando se referia o seu nome.

Elogio a Saramago

Na sessão, o Presidente ouviu aliás por várias vezes o elogio de Saramago feito pelos oradores oficiais, representantes dos partidos, presidente da Assembleia Nacional e Presidente do país

"Cabo Verde fabrica o seu próprio chão, inventa a sua própria água, repete dia-a-dia a criação do mundo", disse Pedro Pires, citando o Prémio Nobel português.

As comemorações oficiais abrangem igualmente os 550 anos da descoberta das ilhas pelos portugueses, razão pela qual representantes das Forças Armadas de Portugal participam no desfile militar que hoje tem lugar, a pedido das autoridades caboverdianas.

"As autoridades cabo-verdianas querem aproveitar o que a História nos legou para construir com Portugal uma relação sólida para ao futuro", disse Cavaco Silva. "Sinto-me particularmente satisfeito por estar associado a este momento de excelência e muito especial entre Portugal e Cabo Verde" .

Segundo o Presidente, "os dois países olham para o passado sem complexos e acima de tudo com a preocupação de olhar para o futuro com o sentido de aproveitar o que a História nos legou, a língua portuguesa", afirmou.

A mesma aposta

Cavaco Silva elogiou igualmente o caminho percorrido por Cabo Verde desde a independência, o qual era considerado, há 35 anos, como "país improvável, quase impossível. O grande agente de mudança foram os recursos humanos notáveis", acrescentou, "os homens e mulheres de Cabo Verde".

O "grande desafio" de ultrapassar as elevadas taxas de desemprego em Cabo Verde serviu ainda ao Presidente português para dizer que ficou satisfeito por também ouvir aqui falar na "aposta na educação e competitividade" como solução para este problema. "Fiquei imensamente satisfeito por ouvir falar do reforço da competitividade das empresas e os senhores sabem bem porquê".

Afirmando-se descontraído e sem querer falar da política interna portuguesa, o Presidente concluiu que está a par da informação nacional e que "a temperatura em Cabo Verde é um pouco melhor daquela que se faz sentir em Portugal - do ar, evidentemente".