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Casa Pia: Leitura do acórdão a 9 de julho

Advogado que representa a Casa Pia e os jovens alegadamente vítimas de pedofilia  afirmou que estes estão "mais ansiosos do que nunca" por conhecer a sentença

A leitura do acórdão do processo Casa Pia foi hoje marcada para 9 de julho, depois de concluídos todos os procedimentos de um julgamento que dura há mais de cinco anos. A leitura do acórdão foi marcada no final de uma sessão em que se ouviram as últimas declarações finais dos arguidos.   

À saída do tribunal, no Campus da Justiça, em Lisboa, o advogado que representa a Casa Pia e os jovens alegadamente abusados pelos arguidos, Miguel Matias, afirmou que estes estão "mais ansiosos do que nunca" por conhecer a sentença. 

"Estão confiantes de que irá ser feita a justiça possível, porque não é possível reparar os danos que sofreram", afirmou o advogado, acrescentando que irá contactar os jovens para saber se alguns quererão estar presentes na sessão de leitura do acórdão. 

Carlos Cruz de "consciência limpa"

Ricardo Sá Fernandes, o advogado do apresentador de televisão Carlos Cruz, disse aos jornalistas, por seu turno, que acredita que "a consciência dos juízes vai determinar uma decisão justa", depois de na sessão passada ter admitido que poderá haver condenações. 

A leitura do acórdão vai "fechar o ciclo do julgamento", mas "a verdade deste processo será ainda objeto de novidades e esclarecimentos nos tempos mais próximos", afirmou Ricardo Sá Fernandes. 

Carlos Cruz disse à saída da sessão de hoje que "acima de qualquer resolução" a sua consciência está "limpa", reiterando a inocência que mais uma vez declarou hoje perante o coletivo de juízes. "Se convenço ou não (os juízes) não sei, mas sei que digo a verdade", acrescentou. 

Ferreira Diniz queria mais

O médico Ferreira Diniz, que também responde em tribunal por uma série de crimes sexuais, afirmou que "se o tribunal estiver interessado em saber a verdade, não fecha a sessão" sem ouvir as testemunhas que arrolou depois das alterações ao despacho de pronúncia anunciadas pelo coletivo. 

Estas alterações mudam a localização de alegados abusos praticados pelo arguido sobre menores casapianos de uma casa no Restelo para um "local indeterminado" no mesmo bairro. 

O arguido Hugo Marçal disse aos jornalistas que com o anúncio da leitura do acórdão "o pesadelo chega ao fim, pelo menos em parte". 

No âmbito deste processo, respondem ainda em tribunal, há mais de cinco anos, o embaixador Jorge Ritto, o ex-provedor adjunto da Casa Pia, Manuel Abrantes e Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas onde alegadamente ocorreram abusos sexuais de menores casapianos. 

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico*** 

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.