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Carvalho da Silva: 130 mil pessoas em Lisboa, 50 mil no Porto

Carvalho da Silva disse que a CGTP comemorou da melhor maneira o seu 41º aniversário, com manifestações de mais de 130 mil pessoas em Lisboa e 50 mil no Porto.

O secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, considerou hoje que a central sindical comemorou bem os seus 41 anos, trazendo para a rua mais de 130 mil pessoas em Lisboa e outras 50 mil no Porto.

"Enche-nos de alegria ver este apoio, esta manifestação, ainda por cima em tempos que são de grandes desafios", disse o sindicalista aos jornalistas no final das ações de protesto que decorreram em Lisboa e no Porto.

Em Lisboa, a PSP disse à Lusa que não faria estimativas sobre o número de participantes, enquanto no Porto a mesma força de segurança afirmou que a iniciativa tinha contado com cerca de 25 mil pessoas de várias zonas da região Norte.

O líder da Intersindical lembrou que a central "tem uma história, tem responsabilidades na sociedade portuguesa".

"Mas estes sinais de hoje, quer em Lisboa, quer no Porto, são sinais de sustentação e de um compromisso muito grande"

"Mas estes sinais de hoje, quer em Lisboa, quer no Porto, são sinais de sustentação e de um compromisso muito grande", afirmou Carvalho da Silva.

Na intervenção que fez perante os milhares de pessoas que se concentraram nos Restauradores, depois de descerem a avenida da

Liberdade, Caavalho da Silva fez vários apelos e deixou vários recados.

O responsável apelou à unidade das forças sociais e políticas, em particular ao PS, para repudiarem o agravamento das condições de vida e a retirada de direitos sociais e laborais.

Além disso, apelou aos jovens para que tomem nas suas mãos os sindicatos, as associações e os partidos e usem estes campos de ação para conquistar um futuro melhor.

Críticas a Cavaco Silva

Carvalho da Silva criticou o presidente da República por não contribuir para a solução dos problemas do país e defender a inevitabilidade dos sacrifícios dos portugueses, e lançou também críticas aos 100 dias de governação do PSD/CDS, considerando-os "uma desgraça" devido às medidas concretizadas que têm levado à redução das condições de vida.

O aumento do custo de vida, os cortes na saúde e na educação, o aumento dos impostos, a alteração da legislação laboral marcaram a intervenção político-sindical de Carvalho da Silva, que prometeu que a CGTP continuará a lutar contra estas medidas.

"É tempo de agir e de lutar para evitar o desastre, por isso anunciamos uma semana de luta para este mês contra o empobrecimento e as injustiças", afirmou.