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Camarate: Mota Amaral defende que Parlamento "já fez o que tinha a fazer"

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Ex-presidente da Assembleia da República e deputado social democrata Mota Amaral defendeu hoje que se há elementos por investigar sobre o caso Camarate são da competência do Ministério Públic.

O ex-presidente da Assembleia da República Mota Amaral defendeu hoje que se há elementos por investigar sobre o caso Camarate são da competência do Ministério Público e considerou que o Parlamento "já fez o que tinha a fazer".  

"Se me lembro bem, as conclusões e os elementos da comissão de inquérito que houve na legislatura em que fui presidente da Assembleia da República [2004], foram todos enviados ao Ministério Público", afirmou Mota Amaral, em declarações à Agência Lusa.  

Questionado sobre a possibilidade de ser criada uma nona comissão de inquérito ao caso Camarate, como defendeu segunda-feira Freitas do Amaral, apontou elementos ainda por investigar, Mota Amaral defendeu que "o Parlamento já fez o que tinha a fazer".  

"Da parte do Parlamento, com franqueza, já fez o que tinha a fazer. Não aconselharia que se fizesse uma nova comissão de inquérito", afirmou Mota Amaral, que presidiu à Assembleia da República entre 2002 e março de 2005. 

"Boas pistas" no livro de Freitas do Amaral

Questionado sobre os elementos que Freitas do Amaral identifica no seu livro "Camarate - um caso ainda em aberto", o Fundo de Defesa Militar do Ultramar e a venda de armas a países estrangeiros, o deputado social democrata considerou que "são boas pistas para o Ministério Público atacar".  

A oitava comissão de inquérito ao caso Camarate, que terminou em 2004, concluiu pela tese de atentado na investigação à queda do avião que vitimou em 1980 o então primeiro ministro Sá Carneiro e o ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa.  

O relatório da comissão de inquérito foi enviado à Procuradoria Geral da República, que o remeteu, em junho de 2005, ao Ministério Público, mantendo no entanto o entendimento de que, apesar do "inegável interesse" dos elementos recolhidos, o caso já havia prescrito, o que inviabilizaria novo processo judicial.