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Brasil pede reunião do Conselho de Segurança da ONU

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A pedido do Egito, a Presidente do Brasil pediu a convocação do Conselho de Segurança das Nações Unidas para tentar resolver o conflito entre Israel e a Palestina. Ki-moon já emitiu um comunicado pedindo o "cessar-fogo imediato".

Anabela Natário, com Lusa (www.expresso.pt)

A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, pediu hoje ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, que convoque o Conselho de Segurança para se encontrar uma solução para o conflito entre Israel e a Palestina que se tem agudizado nos últimos dias.

Dilma Rousseff, que se encontra em Cádis a participar na cimeira Iberoamericana, falou ao telefone com Ban Ki-moon, a pedido do mediador do conflito, o Presidente do Egito, Mohamed Mursi, segundo o jornal brasileiro "O Globo".

"Em qualquer assunto, como foi no caso do Congo, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu imediatamente. Mas quando se trata do Oriente Médio, nada. Não dá para continuar esta inércia no tratamento do Oriente Médio!", disse ao "O Globo" Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência brasileira, não eliminando a hipótese de o Brasil participar na mediação no conflito.

Mohamed Mursi falara ao telefone, pela manhã, com a sua homóloga brasileira "não para discutir ou propor mediação", mas sim para fazer uma "consulta" sobre a posição do Brasil, segundo Marco Aurélio Garcia que criticou "a inércia do Conselho de Segurança quando se trata de Israel e Palestina".

Ki-moon pede cessar-fogo imediato

Entretanto, em comunicado, o secretário-geral das Nações Unidas insta israelitas e palestinianos a acordarem um "cessar-fogo imediato" dos ataques aéreos de Israel contra a Faixa de Gaza e do lançamento de "rockets" contra Israel por grupos armados palestinianos.

"Isto tem que acabar", afirma Ban Ki-moon, lamentando a morte de dez membros de uma família em Gaza, incluindo cinco crianças, assim como condenou o lançamento de mais "rockets" a partir da Faixa de Gaza sobre Israel.

"Insto firmemente as partes a que cooperem com todos os esforços liderados pelo Egito para alcançar um cessar-fogo imediato", acrescenta.

No comunicado, Ban Ki-moon sublinha ainda que qualquer escalada da violência "aumentará inevitavelmente o sofrimento das populações civis".

O secretário-geral das Nações Unidas concluiu finalmente que se deslocará esta semana à região "para apelar pessoalmente ao fim da violência e contribuir para os esforços colocados em marcha nesse sentido".