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Bispo português diz que "há casos a mais" de pedofilia na Igreja

D. António Moreira Montes, bispo da Diocese de Bragança/Miranda, considerou hoje que "há casos a mais" de pedofilia no seio da Igreja embora entenda que existe uma "amplificação" na Comunicação Social.

O bispo da Diocese de Bragança/Miranda, D. António Moreira Montes, considerou hoje que "há casos a mais" de pedofilia no seio da Igreja embora entenda que existe uma "amplificação" dos mesmos na Comunicação Social.

"É uma proporção muito limitada, mas em termos eclesiais um caso que aconteça é um caso a mais e de facto há casos a mais", disse aos jornalistas, à margem da apresentação em Bragança da campanha de boas vindas do Papa Bento XVI a Portugal.

D. António Moreira Montes acredita que a polémica não vai ensombrar a visita papal, mas defende ser necessário "um esforço para superar as possíveis consequências negativas" e disse estar a seguir as notícias "com cuidado".

"Estou preocupado com qualquer cristão que não cumpre com a fidelidade da sua vida e sobretudo um padre", declarou.

Para o prelado, "é sempre lamentável que estas coisas aconteçam", mas sublinhou que "é um assunto que nada tem a ver com o celibato", citando estudos que indicam que "estas coisas acontecem em maior número entre casados do que entre celibatários".

"Não é uma preocupação meramente informativa"

Apesar de entender que se trata de "uma proporção muito limitada" reitera que "em termos eclesiais um caso que aconteça é um caso a mais e de facto há casos a mais".

Por outro lado, o bispo de Bragança/Miranda aponta o que classifica a "amplificação" que a Comunicação Social faz dos casos.

"Eu tenho seguido, por exemplo, os noticiários da Euronews, e vê-se pela insistência com que falam do assunto que não é uma preocupação meramente informativa", considerou.

"Agora mesmo fazendo o desconto de que se trata de casos muito limitados, um caso que haja é um caso a mais", acrescentou.

D. António Moreira Montes afirmou que não tem sentido na diocese reação negativa dos fiéis às notícias, nem deu qualquer indicação para as homilias sobre o assunto.

"Sei que vários bispos falaram sobre o assunto, eu não senti necessidade de falar porque também não é preciso que todas as pessoas falem", disse.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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