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Berlusconi governa nas "horas vagas" e gosta delas "pequenas" (vídeo)

O primeiro-ministro italiano, que hoje voltou ao Tribunal de Milão para nova audiência sobre o caso Mills, voltou a escandalizar a Itália e a oposição exige a sua demissão. (Veja vídeo no final do texto)

Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)

A oposição quer a demissão do primeiro-ministro de Itália, mas Silvio Berlusconi já disse que não se demite. Desta vez, o político e empresário italiano foi apanhado a desabafar que "não tenho tempo para nada; tudo me acontece" e que governa "nas horas vagas"; a falar da sua performance com as mulheres e a manifestar a sua preferência pelas mais baixas por causa da sua estatura.

Nas escutas telefónicas agora divulgadas, feitas em 2009, Berlusconi falava com o seu amigo Giampaolo Tarantini, o empresário acusado de agenciar prostitutas de luxo para o primeiro-ministro italiano e principal suspeito do caso de Bari (prostituição em festas na casa de Berlusconi).

Itália precisa de primeiro-ministro a "tempo inteiro"

A conversa que Berlusconi supostamente teve com Taranti tinha a ver, naturalmente, com o seu tema preferido: mulheres. O primeiro-ministro italiano referia-se a Marysthelle Polanco, uma jovem bailarina dominicana a quem ele ajudou a obter o passaporte italiano, manifestava a sua preferência por mulheres com estatura semelhante à sua, e recordava a sua performance sexual na véspera do telefonema.

"Ontem à noite, faziam fila na porta do quarto. Eram para aí umas onze. Mas só dei conta de oito. Hoje de manhã, sinto-me bem... O que é que se pode fazer na primeira noite do ano?", dizia Berlusconi ao amigo.

Todos os jornais italianos publicaram manchetes com este novo escândalo a envolver Berlusconi, e a publicar transcrições das escutas. A oposição exige, outra vez, o seu afastamento para que ele dê lugar a um primeiro-ministro "a tempo inteiro".

A comunicação social italiana referiu, ainda, que a modelo Manuela Arcuri terá, segundo ela própria, se prostituído com o primeiro-ministro, o que terá lhe custado deixar de apresentar o Festival de Música de San Remo.

Caso Mills sobre suborno

Esta manhã, Berlusconi sentou-se no banco dos réus em Milão para a quinta audiência sobre o caso Mills, em que é acusado de suborno. O primeiro-ministro italiano não fez qualquer declaração do lado de fora do tribunal mas brincou com os jornalistas presentes.

O chefe do Governo italiano é acusado de ter pago ao seu antigo advogado David Mills o equivalente a 400 mil dólares para mentir num processo na década de 90 sobre fraude nos balanços das empresas GDF e da All Iberian. 

Hoje, os advogados do primeiro-ministro italiano, Pier Longo e Nicolò Ghedini divulgaram um comunicado desmentindo uma notícia publicada pelo jornal "Corriere della sera" que denuncia um susposto esquema da defesa de Berlusconi para adiar o julgamento até fevereiro de 2012, quando o crime irá prescrever.