Expresso

Siga-nos

Perfil

Perfil

Atualidade / Arquivo

Assange: "Peço a Obama para abandonar caça às bruxas"

  • 333

Numa declaração da varanda da embaixada do Equador em Londres, onde está refugiado, o fundador do WikiLeaks deixou vários recados ao Presidente dos EUA.

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, pediu hoje ao Presidente norte-americano, Barack Obama, para terminar a "caça às bruxas" contra o seu site na Internet, numa declaração que fez da varanda da embaixada do Equador, em Londres, onde está refugiado. 

"Eu peço ao Presidente Obama para fazer a coisa certa, os EUA têm de renunciar à caça às bruxas contra o WikiLeaks", frisou Assange, acrescentando que Washington deve deixar de ameaçar o WikiLeaks. 

"Os EUA têm de pôr fim à investigação do FBI. Os EUA têm de se comprometer a não processar a nossa equipa ou os nossos apoiantes. Os EUA têm de jurasr, perante o mundo, que não perseguirão os jornalistas por exporem os crimes secretos dos poderosos", afirmou ainda o fundador do WikiLeaks que, por outro lado, agradeceu o apoio que tem recebido, especialmente do Equador, que já lhe concedeu asilo político. 

Refugiado desde 19 de junho

Como previsto, Assange apareceu esta tarde à varanda da embaixada do Equador em Londres, para falar aos jornalistas, durante 10 minutos, e fazer a sua primeira aparição pública desde que se refugiou nas instalações consulares equatorianas na capital inglesa, a 19 de junho deste ano. 

Julian Assange afirmou que a polícia britânica tentou entrar na passada quarta-feira na embaixada do Equador, mas desistiu ante a presença de apoiantes e jornalistas, aos quais agradeceu por serem "os olhos do mundo".

"Escutei uma equipa de polícias que entrou através da saída de emergência, mas sabiam que haveria testemunhas", assegurou Assange, acrescentando que graças à presença da imprensa "o mundo estava observando".

As autoridades britânicas indicaram na quinta-feira que o asilo concedido a Assange não mudava "nada" sobre a determinação de Londres de o extraditar para a Suécia, que o reclama pela acusação da prática de violação e agressão sexual. 

Julian Assange, australiano de 41 anos, quer evitar a extradição para a Suécia e posteriormente para os Estados Unidos, onde teme ser condenado à pena de morte por espionagem, devido à divulgação pelo seu portal na Internet de 250 mil telegramas da diplomacia norte-americana. 

O advogado de Assange é o juiz espanhol Baltazar Garzon, que está suspenso de exercer a magistratura judicial no seu país.

Veja o vídeo: