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António Costa: coligação está aberta ao PCP

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"Da minha parte, não há razão nenhuma para alterar uma equipa que funciona, por isso deve-se manter", disse o presidente da CML. O autarca socialista deixa a porta aberta também à participação do PCP

A confirmar-se a recandidatura para a presidência da Câmara de Lisboa nas autárquicas de 2013, António Costa quer manter a coligação com os movimentos de Helena Roseta e Sá Fernandes e mostra abertura à participação do PCP.

Em entrevista à agência Lusa para assinalar o quinto ano da sua liderança da capital, que se regista na quarta-feira, o autarca admitiu que "se as eleições fossem amanhã" seria o candidato socialista na disputa da Câmara de Lisboa em 2013.

"Em condições normais serei naturalmente candidato: se estiver de boa saúde, se estiver de consciência tão tranquila quanto tenho estado quanto ao trabalho que tenho feito e se tiver condições para uma equipa e um projeto mobilizadores e bons para a cidade", reafirmou o autarca.

António Costa mostrou também a intenção de manter a coligação com os movimentos liderados por Helena Roseta (Cidadãos por Lisboa) e por José Sá Fernandes (Lisboa é muita gente), com os quais conseguiu a maioria no executivo da capital.

Trabalho com independentes é positivo 

"Da minha parte, não há razão nenhuma para alterar uma equipa que funciona, por isso deve-se manter", afirmou. Recordando que na maioria que lidera no executivo camarário apenas três dos nove vereadores são militantes do PS, António Costa elogiou o trabalho de uma equipa "muito plural".

"A experiência destes anos de trabalho com estas pessoas, que são independentes, como Manuel Salgado, Maria João Mendes, José Sá Fernandes, Helena Roseta ou Nunes da Silva, tem sido positiva. Nem sempre estamos todos de acordo uns com os outros relativamente a tudo, mas temos criado um quadro de governabilidade na câmara que é muito importante", considerou.

O autarca socialista deixa a porta aberta também à participação do PCP numa candidatura alargada nas autárquicas do próximo ano, uma hipótese discutida desde 2007 e que, da sua parte, "nunca esteve fechada".

"Têm sido as outras partes a fechá-la [a coligação], nunca eu. Mas não posso passar a vida a insistir naquilo que os outros não querem. A minha vontade é conhecida desde 2007 e não está alterada.

A porta está aberta", disse o autarca. Referindo-se ao trabalho do vereador do PCP na câmara, Rúben de Carvalho, António Costa recordou que tem havido "convergência em muitas das matérias", mas que em algumas situações o autarcacomunista "faz questão de marcar a diferença" quanto à maioria.

"Muito que fazer antes das autárquicas" 

"Pode ser que haja evolução [nas próximas eleições], mas não sei mesmo. Por mim tenho a porta aberta e continuará a estar. São precisos sinais de convergência, mas não notei nada nesse sentido", referiu.

No entanto, e devido à "situação complexa do país e da vida municipal", o autarca da capital mostrou-se mais concentrado "cumprir o mandato", antes de começar a pensar nas próximas eleições.

"Até as autárquicas temos muita coisa para fazer. Há um quadro legislativo novo com as empresas municipais, pode haver um novo quadro da lei das competências das autarquias, há a aplicação prática da lei dos compromissos... E obras que temos em mãos. Temos muita coisa para nos concentrarmos para começarmos a pensar nas autárquicas", defendeu.

António Costa foi eleito pela primeira vez como presidente da Câmara de Lisboa nas eleições intercalares de 2007 com 29,54% dos votos e cumpriu um mandato de dois anos, após o qual reconquistou a presidência da autarquia em 2009, em coligação com Helena Roseta e José Sá Fernandes, conseguindo assim uma maioria no executivo.