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Antigo presidente da FIA recorre ao Tribunal dos Direitos do Homem

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Max Mosley, antigo antigo presidente da Federação Internacional do Automóvel, pediu ao Tribunal dos Direitos do Homem a condenação do Reino Unido, alegando que a justiça britânica violou a sua privacidade.

O antigo presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA) solicitou hoje ao Tribunal dos Direitos do Homem (TDH) a condenação do Reino Unido, alegando que a sua privacidade foi violada pela justiça do país. 

Em março de 2008, o jornal britânico News of the World publicou artigos e fotos indicando que Max Mosley teria participado numa "orgia nazi". 

O jornal divulgou também um vídeo mostrando práticas sexuais sadomasoquistas, nas quais vários elementos usavam roupas de prisioneiros. Mosley apresentou queixa à justiça britânica por "divulgação de informações confidenciais da sua vida privada". 

A justiça acabou por lhe dar razão e condenou o grupo de comunicação social News Group Newspapers a pagar-lhe uma indemnização da €76 000.

No entanto, o antigo patrão da FIA apresentou queixa no Tribunal dos Direitos Humanos por considerar que, apesar de ter sido indemnizado, a justiça britânica não obriga o jornal a avisá-lo antecipadamente da publicação de peças relativas ao assunto. 

Max Mosley, de 70 anos, foi substituído na presidência da FIA em 2009 pelo francês Jean Todt, depois de um ano em que a sua imagem foi bastante abalada pelo escândalo divulgado pelo News of the World.