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Atualidade / Arquivo

Ali "O Químico" vai ser executado

O Conselho Presidencial do Iraque aprovou hoje a execução de um dos mais próximos colaboradores de Saddam Hussein, Ali Hassan al-Majid, conhecido por Ali "O Químico", anunciou um dirigente iraquiano.

"O Conselho Presidencial aprovou a execução de Ali 'O Químico'", afirmou o responsável, que não quis ser identificado, adiantando que a data para a execução ainda não foi decidida.

Ali Hassan al-Majid, nascido em 1941, conhecido como "Ali o Químico", é um ex-integrante do governo iraquiano no regime de Saddam Hussein, de quem era primo em primeiro grau.

Al-Majid, vice-director de operações militares no Iraque, foi condenado à morte, por enforcamento, a 23 de Junho de 2007 pela justiça iraquiana pela sua responsabilidade na repressão curda, na campanha de Anfal (1987-1988), que fez mais de 180.000 mortos.

Ali Hassan al-Majid, cuja alcunha advém da sua predilecção por armas químicas, era um dos mais próximos colaboradores de Saddam Hussein, executado em Dezembro de 2006.

O Conselho Presidencial, composto pelo Presidente da República, Jalal Talabani (curdo), o vice-Presidente Tarek al-Hachémi (sunita) e o vice-presidente Adel Abdel Mahdi (xiita), têm de dar o seu acordo para a aplicação de uma ordem de execução.

Ali "O Químico", bem como o antigo vice-director das operações militares, Hussein Rachid al-Tikriti, e o ex-ministro da Defesa Sultan Hachem al-Tai, foram condenados à morte em Junho de 2007 pela justiça iraquiana pela responsabilidade na repressão da rebelião curda, na campanha de Anfal.

De acordo com a lei iraquiana, os três condenados deveriam ter sido enforcados 30 dias após a confirmação da sentença, a 04 de Setembro de 2007, ou seja, a 04 de Outubro.

Mas as execuções foram adiadas repetidas vezes, apesar da vontade do primeiro-ministro iraquiano, o xiita Nuri al-Maliki. Talabani e Hachemi recusavam-se então a ordenar a execução.

Em Dezembro, Maliki disse que aguardava ainda a resposta do Presidente norte-americano, George W. Bush, a quem pedira que Ali "O Químico" e duas outras pessoas do regime de Saddam Hussein fossem entregues às autoridades iraquianas para serem executadas.

Mas os Estados Unidos exigiram previamente clarificações sobre a legalidade do processo e um consenso político dos membros do governo sobre as execuções.

Talabani afirma ser, em princípio, contra a pena de morte. Segundo a fonte iraquiana, que não se quis identificar, a presidência iraquiana ainda não aprovou a execução da pena de morte de Hussein Rachid al-Tikriti, e Sultan Hashim al-Tai.