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Algarve: Ladrão 'entalado' processa vítima que tentou assaltar

Homem que ficou preso na parede, quando tentava roubar um supermercado em Almancil, afirma que o dono do estabelecimento o agrediu, quando estava com as calças em baixo e apresentou queixa no Ministério Público.

Mário Lino, correspondente no Algarve (www.expresso.pt)

O homem que em Novembro foi detido, após ter passado uma noite inteira entalado numa pequena janela de ventilação de um supermercado em Almancil, terá apresentado queixa junto do Ministério Público de Loulé, por ser vítima de agressões físicas.

O alegado criminoso, um cidadão estrangeiro de 22 anos, foi apanhado ao tentar entrar em propriedade privada após ter partido uma pequena janela de ventilação que dava acesso à cave do Supermercado Alisuper, na avenida principal de Almancil, em Loulé, no Algarve.

"Soube da queixa através da comunicação social", diz António Oliveira, proprietário do supermercado Alisuper, confrontado com a participação ao Ministério Público de Loulé por parte do cidadão que em Novembro tentava assaltar a loja, mas ficou preso na parede.

Proprietário garante que não encostou um dedo

"Quando eu vi aquele espectáculo eu não sei se me deu raiva, se me deu para rir porque aquilo era caricato. O indivíduo estava com as calças caídas e os sapatos estavam noutro lado", recorda o proprietário do estabelecimento.

O jovem, que ficou famoso após as imagens que circularam nas televisões, jornais e internet ter-se-á queixado de ter sido agredido enquanto esperava pelo resgate, que acabaria por ser efectuado pelos Bombeiros Municipais de Loulé. As marcas ficaram visíveis nas pernas, mas António Oliveira garante que não encostou um dedo no assaltante: "Eu não o agredi e acho que isto é de alguma desfaçatez, porque o Ministério Público não me disse nada na altura e eu acho que isto é uma estratégia para eu não o acusar", acrescenta. e diz que não compreende agora a queixa, uma vez que ele próprio não se queixou do criminoso.

Contactada pelo Expresso, a GNR de Almancil adiantou não ter conhecimento da existência de qualquer queixa do criminoso contra o dono do supermercado, no entanto o jornal Correio da Manhã garante que a queixa foi realizada no Ministério Público de Loulé, informação que não foi possível confirmar em tempo útil.

"Para começar eu não o agredi. Segundo, ele na posição em que estava e que não foi fácil para os bombeiros tirá-lo não tinha hipótese de ver quem estava, de saber se é o que o agrediram quem é que o agrediu", remata António Oliveira, classificando o episódio de caricato, o que justifica 'a publicidade que o caso está a ter'.