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Alegre pede "mobilização nacional" e "grande coordenação da UE"

"O momento é de responsabilidade, solidariedade e mobilização nacional", afirma ao Expresso o candidato presidencial, não deixando de apontar o dedo à União Europeia: "O que se está a passar é sobretudo um problema da UE", diz Manuel Alegre.

Cristina Figueiredo (www.expresso.pt)

"Falta de regras, de união e de solidariedade", acusa Manuel Alegre. O momento difícil por que estão a passar Portugal e a Grécia é sobretudo "um problema da União Europeia", diz o candidato presidencial, instado pelo Expresso a comentar as consequências para o país da baixa do rating ontem anunciada pela agência Standard & Poor's.

"É óbvio que existe um movimento especulativo não só contra nós, mas contra o euro", constata Manuel Alegre, admitindo que "a possibilidade de o euro poder substituir o dólar nos pagamentos internacionais deixa muita gente nervosa", situação que, vinca, "exige grande coordenação da UE e do Eurogrupo".

O papel da Alemanha

A responsabilidade é da União Europeia mas, alerta, a Alemanha tem um papel essencial a desempenhar: "Tem de mudar de atitude", exorta. "Alguém devia lembrar a Alemanha que, quando ela esteve à beira da condenação por incumprimento do défice (em 2004), foi salva pelo voto português".  

Sem se pronunciar em concreto sobre as conversações em curso entre o Governo e o PSD, Manuel Alegre sublinha que "o momento é de responsabilidade, solidariedade e mobilização nacional".

Questionado sobre se "não será tarde demais?", o candidato mostra-se esperançado: "Há sempre saídas".