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Alberto da Ponte: "Não há serviço público de TV completo sem dois canais"

"Não consigo conceber [o serviço público de televisão] de outra forma e acho que o Governo vai-me escutar", diz o presidente da RTP.

O presidente do conselho de administração da RTP, Alberto da Ponte, manifestou hoje a "convicção" de que a estação pública manterá os dois canais generalistas e as três estações de rádio, Antena 1, Antena 2 e Antena 3.

"Tenho a convicção de que a empresa manterá os dois canais e até vou mais longe. Não vejo hipótese nenhuma de haver um serviço público completo sem haver os dois canais", afirmou Alberto da Ponte no final de uma reunião com os signatários do manifesto "Em Defesa do Serviço Público de Rádio e de Televisão, entre eles o cineasta António Pedro Vasconcelos, o deputado do CDS-PP José Ribeiro e Castro, o general Loureiro dos Santos, ou Alberto Arons de Carvalho, vice-presidente da ERC - Entidade Reguladora da Comunicação.

Sobre a programação de cada um dois canais, o presidente do conselho de administração da RTP afirmou que "um primeiro canal [deverá assegurar] um serviço público generalista popular e um segundo canal [terá que garantir] um serviço público generalista segmentado, onde cabem as minorias ou outros segmentos".

"Pessoalmente não consigo conceber [o serviço público de televisão] de outra forma e acho que, também aí, o Governo vai-me escutar", sublinhou.

Adeus indemnização compensatória

Sobre a indemnização paga anualmente pelo Estado, para compensar a RTP pela prestação do serviço público de radiotelevisão, o presidente do conselho de administração da empresa acredita que tem os dias contados.

"É mais ou menos comum a ideia de que a indemnização compensatória é algo que a RTP não deve contar no futuro", afirmou o gestor.

"Se esta casa tiver rigor, de certeza que não irá precisar mais tarde da indemnização compensatória. O que não quer dizer que, pontualmente, se houver necessidade de fazermos um programa com um interesse manifestamente histórico, não possamos vir a pedir dinheiro ao Governo para nos ajudar. Mas é mais ou menos comum a ideia de que a indemnização compensatória é algo que a RTP não deve contar no futuro", deixou claro.