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A senhora que se segue

A crescente contestação dos professores e o apoio político que vêm conquistando estão a colocar o Governo numa posição difícil. Até os tribunais parecem estar contra a ministra 

Ao demitir Correia de Campos, o primeiro-ministro, sem querer, fez uma outra vítima: Maria de Lurdes Rodrigues.À contestação dos professores juntou-se, agora, toda a oposição na evidente esperança de que José Sócrates deixe cair mais um membro do Governo. E não é difícil ver que se está a entrar num ciclo vicioso em que, aos sucessivos ataques à ministra, o chefe do Governo irá responder com declarações de apoio - e, a cada aplauso de Sócrates, reagirá a oposição com novo grito de "ministra para a rua", tornando uma remodelação ainda mais insustentável.Com todas as atenções centradas na ministra da Educação, mais se notam as fragilidades da sua equipa. Poucos governantes (se é que houve mais algum) terão visto tantas decisões suas travadas nos tribunais, uma moda que pegou com a contestação à época extraordinária de exames em 2006 e ameaça, agora, o processo de avaliação dos professores. Se Maria de Lurdes Rodrigues perder esta nova batalha, não será a ela que a oposição pedirá contas.