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A cerveja não faz barriga e até faz bem à saúde

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Livro sobre alimentos produzidos em Portugal explica os benefícios da "trilogia da esplanada" - cerveja, amendoins e tremoços. Para comer sem culpa.

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Esqueça essa velha ideia de que a cerveja faz barriga. Não há qualquer prova científica de que isso seja verdade.

Apesar do mito generalizado da "barriguinha de cerveja", os nutricionistas Pedro Carvalho e Vítor Hugo Teixeira garantem no livro "50 Super Alimentos Portugueses" (Matéria Prima Edições) que o consumo moderado desta bebida não só não provoca gordura localizada como pode ter benefícios para saúde, "principalmente pela melhoria da saúde óssea e cardiovascular".

"O que a ciência nos diz é que um consumo exagerado de cerveja (mais de um litro/dia) está irremediavelmente associado a um aumento de peso generalizado ao longo dos anos, não sendo observável uma acumulação de gordura especificamente na zona abdominal".

Pelo contrário, beber um ou dois copos por dia até faz bem aos ossos - "a interação entre o teor de álcool e o silício da cerveja consegue simultaneamente inibir a fuga de cálcio do osso" e "promover a formação óssea" - e aumenta o bom colesterol.

Mais: de acordo com os dois professores da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, se compararmos com outras bebidas alcoólicas, a cerveja é a melhor opção: não tem açúcar, tem um baixo grau de álcool, tem mais de 90% de água, é uma fonte de vitaminas do grupo B e de alguns minerais, e tem efeito diurético.

Verão com a "trilogia da esplanada"

"Serve isto para dizer que pode beber cerveja sem sentimentos de culpa, mas também sem grandes entusiasmos", escrevem os autores, no livro que já está à venda em todo o país. "Beba-a com moderação e com uma guarda de honra composta por um pratinho de amendoins (com casca), tremoços, perceves, camarão ou ameijoas."

Todos estes petiscos, e muitos outros, são passados em revista ao longo do livro "50 Super Alimentos Portugueses", que conta a história e analisa as vantagens de dezenas de produtos produzidos em Portugal que devem fazer parte de uma alimentação saudável - uma forma "dois em um" de ganhar saúde e ajudar a economia nacional. O livro ainda inclui receitas para todos os alimentos apresentados.

Pedro Carvalho e Vítor Hugo Teixeira explicam, por exemplo, a que a chamada "trilogia da esplanada" - cerveja, amendoins e tremoços - não tem de ser um guilty pleasure.

O amendoim (com casca - nada de versões salgadas ou torradas com mel) "é um autêntico alimento-suplemento", por "concentrar num reduzido volume uma quantidade fantástica de nutrientes", como vitamina B1, B3, B6, E, K, ferro ou zinco. No entanto, como é altamente calórico, deve ser consumido com parcimónia - a outra boa notícia, é que o seu consumo moderado está associado a menores níveis de colesterol e treglicerídeos.

O tremoço, se é hoje conhecido como o marisco dos pobres, foi em tempos um alimento indispensável nas mesas mais abastadas. É muito pouco calórico e pobre em gordura, e tem uma boa capacidade de saciedade, pois possui 16% de proteínas e 5% de fibra. Os benefícios do seu consumo são vários: ao nível do funcionamento intestinal, do controlo glicémico e da diminuição do colesterol. Só tem de ter cuidado com o sal que lhe é acrescentado.