21/05/2012 atualizado às 16:47
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Acordo Ortográfico será inconstitucional

Professor assistente de Direito apresentou queixa na Provedoria de Justiça por considerar que o "novo Português" fere a Constituição da República e afirma que "a língua não se muda por decreto". 

10:24 Segunda feira, 13 de fevereiro de 2012

Ivo Miguel Barroso, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, considera que utilizar a Língua Portuguesa segundo as normas do novo Acordo Ortográfico "é inconstitucional" e apresentou queixa na Provedoria de Justiça, que confirmou ao Expresso tê-la recebido no final de Dezembro e que "o processo está a ser estudado".

Professor assistente de Direito, Ivo Miguel Barroso apresentou queixa na Provedoria por considerar que o "novo Português" fere a Constituição da República e afirma que "a língua não se muda por decreto". 

Defende Ivo Miguel Barroso que a atual Constituição da República Portuguesa, aprovada em 1976, está escrita em Português anterior a 1990 - data do Acordo Ortográfico - logo, do ponto de vista técnico, uma atualização ortográfica não pode ser feita sem que haja uma revisão constitucional, segundo as normas do Acordo Ortográfico. 

Todavia, ainda assim, uma tal revisão não poderia ter efeito retroativo, "convalidando os diplomas anteriores à data dessa revisão, que continuariam a ser inconstitucionais", afirmou à Lusa. 

Na opinião de Ivo Miguel Barroso, que contesta o Acordo Ortográfico, essa hipotética revisão constitucional não se afigura possível pois atentaria contra limites materiais de revisão, nomeadamente "o princípio da identidade nacional e cultural e o núcleo essencial de vários direitos, liberdade e garantias". 

Revisão constitucional obrigatória


Segundo Ivo Miguel Barroso, é necessária uma "revisão constitucional" para que seja revista a ortografia e logo se aceite o Acordo Ortográfico. A outra possibilidade é a "republicação da Constituição segundo a nova grafia, aprovada que seja pela Assembleia da República uma lei de revisão". 

"Assinalo, porém, que a Constituição já foi aprovada. As alterações, em sede de revisão, são feitas artigo a artigo. Por isso, só alterando todos os artigos que estão em desconformidade com o Acordo Ortográfico", adverte o docente. 

Por outro lado, salienta, "a língua é regulada predominantemente pelo costume". "Uma língua não se muda por decreto tem de ter em conta a vontade do povo português e os pareceres técnico-científicos, que são, na sua esmagadora maioria, contrários ao Acordo Ortográfico", afirma. 

Questionado pela Lusa quanto às anteriores atualizações ortográficas do Português, Ivo Miguel Barroso afirma que em 1911 "houve uma reforma ortográfica, não propriamente um acordo, um tratado internacional, pois o Brasil não aderiu a ele". 

Por outro lado, citando o relatório da comissão que elaborou essa reforma "para fixar as bases da ortografia que deve ser adotada", "várias das regras que constavam estavam a ser praticadas por livros e alguns jornais periódicos".

Brasil e Portugal mais longe desde 1911


Para o docente, "o que a reforma ortográfica de 1911 fez foi codificar e sistematizar essas regras, que eram consensuais; diversamente do que sucede com o Acordo Ortográfico de 1990". 

O Brasil com esta reforma não se aproximou da grafia europeia porque não ratificou qualquer tratado e, sendo assim, "a reforma de 1911 só serviu para afastar mais a ortografia portuguesa da brasileira, que continuou a ser a do século XIX, embora a intenção não tivesse sido essa". 

Ivo Miguel Barroso recorda que "houve um Acordo Ortográfico, em 1945, que o Brasil ratificou mas que não aplicou, e, posteriormente, uma minirreforma ortográfica em 1973". "Esta foi a única em que houve convergência", sublinhou. 

Na opinião do docente de Direito, "quer a reforma ortográfica de 1911 quer o Acordo Ortográfico de 1945 foram bem executados, com linguistas de várias especialidades e tendo em conta que a língua é dinâmica, mas tendo a história da língua portuguesa de ser respeitada". 

Segundo Barroso, o atual Acordo Ortográfico é "essencialmente uma imposição, não uma codificação de normas costumeiras, que extravasa o contrato social que a Constituição, e daí defender que não só é inconstitucional mas também que a ortografia da Constituição não pode ser revista segundo o Acordo", sentenciou. 

Críticas a Malaca Casteleiro


Ivo Miguel Barroso aponta baterias ao catedrático Malaca Casteleiro, que considera o grande responsável do acordo linguístico assinado em S. Tomé e Príncipe. 

"O Acordo foi elaborado por um especialista de uma única vertente - a dos estudos brasileiros -, Malaca Casteleiro", afirma Barroso, que acrescenta: "Por outro lado, o Acordo Ortográfico encontra-se mal redigido, com contradições várias, designadamente tanto escreve 'respectivo' como 'respetivo', que é uma facultatividade - pode escrever-se das duas formas, segundo o Acordo -, mas deveria ter ficado assinalado com uma barra e escrita da mesma palavra, sem a consoante muda". 

O docente apresenta ainda os diferentes exemplos de palavras que podem ter dupla grafia como "facto/fato", enquanto "o conversor Lince e os corretores ortográficos 'legislaram' em vez do legislador, fazendo uma interpretação autêntica, não deixando o utilizador da língua escolher entre as várias formas".

"Isso configura uma violação do próprio Acordo Ortográfico", atesta Ivo Miguel Barroso. 

Para o docente, "há várias regras manifestamente improcedentes, como a de os meses e estações do ano passarem a ter ser escritos, obrigatoriamente, com minúscula inicial". 

Lusa
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Re: Acordo Ortográfico será inconstitucional
carlitos_lx (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 12:14 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Isto é a sério? Não é uma brincadeira de Carnaval?

O argumento do "professor" é que é inconstitucional porque a ortografia da CRP é a anterior ao acordo?

A sério? E este tipo é professor universitário?

Quer isso dizer que se houver um erro ortográfico num acórdão duma sentença dum tribunal, o acórdão não vale porque não respeita a ortografia "oficial"? Ou se houver um erro ortográfico numa qualquer publicação do Diário da República, também não vale?

Já estou a ver um tipo assaltar um banco e depois usar a defesa ortográfica: "Ó Sr. Dr. Juiz, realmente há uma lei que diz que não se pode assaltar bancos, mas tem um erro ortográfico no artigo X, e por isso é inconstitucional e não vale"

Isto é daquelas que contado ninguém acredita. Só pode ser uma brincadeira!
 
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jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:56 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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FernandoMaria (seguir utilizador), 1 ponto , 1:42 | Domingo, 19 de fevereiro
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jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 12:02 | Domingo, 19 de fevereiro
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caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:14 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Para classificação de quem nos governa que anda desgovernado.
 
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hokalos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:11 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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Aurora Coruja (seguir utilizador), 1 ponto , 22:42 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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hokalos (seguir utilizador), 1 ponto , 21:47 | Terça feira, 14 de fevereiro
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linlin (seguir utilizador), 1 ponto , 19:55 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Acordo Ortográfico será inconstitucional
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:34 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Isto não é mais nem menos do que tapar o Sol com uma peneira e deitar areia para os olhos. Tudo tem a sua evolução e a língua não fica imutável. Um jovem de hoje não compreende o português arcaico. Também não entendo os Velhos do Restelo porque razão não escrevem Filosofia e Farmácia com um PH. Foi pela certa que alguém o determinou que todos passamos a escrever assim. Aliás anda por aí muita gente, que não deve ter nada para fazer a não ser complicar aquilo que devia ser simples. Os estrangeiros não entendem porque temos uma língua tão complicada. Há tempos um referia-me que casa se devia escrever com um Z e não S, assim como caça o devia ser com S. Depois da minha explicação perguntou-me se ainda guardávamos religiosamente os osso dos gregos e romanos. Também por isso a maioria dos jovens estão-se nas tintas e já inventaram outra escrita. Quanto mais complicam pior será.
 
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Carlos AR Ferreira (seguir utilizador), 3 pontos , 17:12 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:45 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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ampcabral (seguir utilizador), 1 ponto , 21:03 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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DuarteSilva.S (seguir utilizador), 1 ponto , 11:47 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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Joseobservador (seguir utilizador), 1 ponto , 15:32 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:36 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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Xadrez-aos-quadrados (seguir utilizador), 1 ponto , 21:42 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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Joseobservador (seguir utilizador), 1 ponto , 22:47 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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Joseobservador (seguir utilizador), 1 ponto , 22:53 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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ampcabral (seguir utilizador), 1 ponto , 17:01 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:41 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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Carlos AR Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 17:22 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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hokalos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:13 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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ptroll (seguir utilizador), 1 ponto , 20:03 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Ate' nisto somos improdutivos e perdemos tempo
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 11:39 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Custa muito perceber que NÃO há acordo ortográfico?
Há uma tentativa de interesses de editoras em ganhar dinheiro, evitando a dupla grafia de palavra?

De resto, mesmo com o malfadado desacordo, não uniformizam expressões populares. O meu Pai não vai passar a ser "papai".

Há décadas que Americanos e Ingleses resolveram o assunto deles: English US e English UK.
Nós enrolamos, inventamos regras semânticas que não existem e aparecem prof. Catedráticos, sumidades obscuras, que durante anos só se preocuparam com os próprios graus académicos, a justificar o injustificável.

E de nada serve o facto de a maioria dos Portugueses estar contra o acordo.
Outros interesses mais altos se levantam (€€€), defendidos agora pelas sumidades de pacotilha, e tranformando os Portugueses em "espetadores".

Eu nem gosto de ser espectador, prefiro acção!
 
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    Re: Até nisto somos improdutivos e perdemos tempo    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 12:26 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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linlin (seguir utilizador), 1 ponto , 19:56 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Acordo
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 11:59 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Na discussão técnica do assunto, não me posso meter, pois não percebo nada disso.

Como cidadão que sabe ler e escrever, sempre achei esse acordo uma cedência aos brasileiros, baseado no pressuposto de que , com os 200 milhões de habitantes, seriam o farol da llíngua portuguesa.

Continuo a entender que um espetador é alguém que espeta alguma coisa, que um fato é constituído por calça,casaco e colete e que um terno é uma carta de 3 pintas.

Acho que aqui nos entendemos muito bem sem acordos feitos à medida de gente que se quer pôr em bicos de pés.

Eventualmente, algum especialista acha este comentário um chorrilho de asneiras, mas é a minha opinião........
 
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    Re: Acordo    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 13:55 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 13:56 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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GRIMALDI (seguir utilizador), 1 ponto , 13:56 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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Carlos AR Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 17:42 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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hokalos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:16 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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mery (seguir utilizador), 1 ponto , 21:35 | Sexta feira, 2 de março
Egito e egípcios
poiz (seguir utilizador), 2 pontos , 12:17 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Os habitantes do Egito são os egípcios. Este é uma das aberrações do acordo. Segunro a regra de caírem as consoantes mudas. Mas depois continua hipopótamo e não ipopótamo. Ok, o H não conta. Senão passaríamos de humanos a umanos. Ou seja, não éramos nada...
Mas pergunro: se a ideia era facilitar, porque não se pacilitou tudo, já agora?
 
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mimp (seguir utilizador), 1 ponto , 12:37 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 13:31 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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mimp (seguir utilizador), 1 ponto , 13:55 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: Egito e egípcios    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 14:34 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: Egito e egípcios    Ver comentário
mimp (seguir utilizador), 1 ponto , 14:53 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: Egito e egípcios    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 15:24 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: Egito e egípcios    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 15:25 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: Egito e egípcios    Ver comentário
mimp (seguir utilizador), 1 ponto , 15:18 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: Egito e egípcios    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 16:05 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: Egito e egípcios    Ver comentário
mimp (seguir utilizador), 1 ponto , 16:34 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: Egito e egípcios    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 22:57 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: Egito e egípcios    Ver comentário
mimp (seguir utilizador), 1 ponto , 8:34 | Terça feira, 14 de fevereiro
    Re: Egito e egípcios    Ver comentário
mery (seguir utilizador), 1 ponto , 22:00 | Sexta feira, 2 de março
    Re: Egito e egípcios    Ver comentário
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 16:24 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: Egito e egípcios    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 23:14 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: Egito e egípcios    Ver comentário
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 10:50 | Terça feira, 14 de fevereiro
    Re: Egito e egípcios    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 12:04 | Terça feira, 14 de fevereiro
    Re: Egito e egípcios    Ver comentário
TCSantos (seguir utilizador), 1 ponto , 16:56 | Quarta feira, 29 de fevereiro
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userEX119579 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:27 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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ricardojlm (seguir utilizador), 1 ponto , 17:02 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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hokalos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:17 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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linlin (seguir utilizador), 1 ponto , 19:57 | Segunda feira, 13 de fevereiro
700 anos de ortografia sem qualquer lei!
Borrifador (seguir utilizador), 2 pontos , 12:53 | Segunda feira, 13 de fevereiro
A Língua Portuguesa evoluiu durante 700 anos sem necessitar de qualquer peça legislativa depois em 1910 veio o canalha do Afonso Costa e legislou a ortografia, mandando uma cópia para a embaixada do Brasil, a mandar acatar a republicana ortografia e assim começou o divorcio onde antes havia a concórdia.

É tempo de mandar calar de uma vez por todas estes canalhas que querem mandar na nossa língua, pondo fim a este interregno que dura há 100 anos.

Abaixo toda e qualquer lei ortográfica!
Se o Português não precisou de leis durante 700 anos, porque é que vai precisar agora?
 
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    Re: 700 anos de ortografia sem qualquer lei!    Ver comentário
hokalos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:18 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: 700 anos de ortografia sem qualquer lei!    Ver comentário
linlin (seguir utilizador), 1 ponto , 19:57 | Segunda feira, 13 de fevereiro
'Acordo Ortográfico será inconstitucional 1/3
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:43 | Segunda feira, 13 de fevereiro
A abordagem deste professor de direito faz mais sentido que os argumentos de Vasco Graça Moura. Se este considera que se está perante uma inconstitucionalidade, então ele devia ter feito queixa, e não simplesmente mostrar que tem poder no seu quintalzinho para contrariar a implementação do acordo (um gesto que, como DO referiu, é sem sanções jurídicas). É pena ou sorte no entanto, que estes argumentos de Ivo Barroso não tenham ponta que se peque, constituindo apenas sofismas jurídicos, e nem sequer de qualidade. Apenas alguns pontos:

1. Vivemos numa república constitucional, que já viveu várias constituições e também várias legislações similares sobre a ortografia. O que Ivo Barroso clama é que todas essas legislações foram inconstitucionais uma vez que invalidariam se aceites, a correção das constituições que as precederiam. Pior, se o acordo fosse aprovado por maioria qualificada, com força constitucional, ele invalidaria com esse argumento toda a constituição de uma só vez. Isso é absurdo. E já agora, esse argumento não invalidaria todos os contratos depositados com força de lei, assim que uma legislação similar fosse emitida? Ivo Barroso só pode estar a brincar se pensa que não existem soluções para isso, e logo o seu argumento não pode ser válido.

2. A este acrescento o comentário de Carlitos_lx: se a correção do Português vincula a validade de sentenças oficiais, então tudo o que fosse acordão judicial correria o risco de ser inválido se mal escrito. Absurdo!
 
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    'Acordo Ortográfico será inconstitucional 2/3    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:47 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    'Acordo Ortográfico será inconstitucional 3/3    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:51 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: 'Acordo Ortográfico será inconstitucional 1/3    Ver comentário
hokalos (seguir utilizador), 2 pontos , 19:19 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: 'Acordo Ortográfico será inconstitucional 1/3    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 1:48 | Terça feira, 14 de fevereiro
    Re: 'Acordo Ortográfico será inconstitucional 1/3    Ver comentário
VISCOPE (seguir utilizador), 1 ponto , 22:01 | Segunda feira, 13 de fevereiro
'Acordo Ortográfico será inconstitucional 2/3
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:45 | Segunda feira, 13 de fevereiro
3. Ivo Barroso considera que uma língua não pode ser alterada por decreto. Tem razão. Mas não é isso que está em causa aqui. Uma ortografia oficial pode e deve ser regida/regulada por lei. Esta define as regras que os serviços oficiais entendem ser cumpridas nos seus escritos, ou as regras que as escolas oficiais devem ensinar. Se como se argumenta fosse tudo uma questão de tradição e uso, não haveria qualquer legitimidade para uma professora cortar nos erros de escrita de um aluno, ou chumbar a progressão de aprendizagem deste com base no Português. Aliás, também não haveria legitimidade para Vasco Graça Moura ordenar o regresso à ortografia antiga no CCB. Como é que ele pode decretar o que não pode ser decretável?

4. Ivo é depois contraditório quando fala do uso e tradição mas aponta contra o acordo, o facto de permitir a dupla grafia, como se isso fosse uma contradição. No entanto, o que o acordo faz é promover o princípio fonético sobre o etimológico, respeitando o facto do espaço Português pronunciar de formas diferentes certas palavras. A dupla grafia é coerente com a aplicação daquele princípio ao respeito que as diferentes formas de falar Português nos deveria merecer. E nisso mostra mais respeito pela língua que aquele que atacam o acordo por isso, mostram.
 
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    Re: 'Acordo Ortográfico será inconstitucional 2/3    Ver comentário
hokalos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:23 | Segunda feira, 13 de fevereiro
'Acordo Ortográfico será inconstitucional 3/3
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:50 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Ninguém é obrigado a escrever pelo acordo. O que existe é uma obrigação de se respeitar as regras que cada entidade adota para aceitar ou produzir documentos escritos em Português. Curiosamente, Vasco Graça Moura mostrou-me o argumento mais forte até hoje a favor da obrigatoriedade de seguir o acordo: o que ele exigiu dos serviços do CCB legitima pelo seu comportamento, o que o Estado pode exigir das suas dependências. Tal como eu disse, se Vasco Graça Moura acha que o acordo é inconstitucional, ele devia ter feito uma queixa como Ivo Barroso fez.
 
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    Re: 'Acordo Ortográfico será inconstitucional 3/3    Ver comentário
hokalos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:24 | Segunda feira, 13 de fevereiro
O que eu sei é hoje mesmo corri todas as livrarias
Resistente (seguir utilizador), 2 pontos , 18:51 | Segunda feira, 13 de fevereiro
da baixa lisboeta para comprar dois livros do poeta brasileiro Ferreira Gular e nada. Felizmente tenho alguns que adquiri nas minhas viagens ao Brasil e se quero possuir os livros "Zologia Bizarra" e "Em alguma parte alguma" tenho nqueir ao Brasil ou oedir a alguem que os adquira lá. Fiquei a saber que algumas livrarias históricas estão para fechar. Um País que não incentiva a cultura é um País sem futuro. E a culpa é dos "chulos" da politica neo e ultra liberal da ditadura do mercado que estão a desmantelar esta Nação...
 
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hokalos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:25 | Segunda feira, 13 de fevereiro
A ortografia não é a Língua
hokalos (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 19:11 | Segunda feira, 13 de fevereiro
A ortografia não é a Língua. Sempre a Língua (oral) ANTECEDEU a Língua ESCRITA. ESTA veio DEPOIS. Primeiro aprendemos a falar e, DEPOIS, aprendemos a escrever. ANTES da e SEM ortografia JÁ há Língua. Os analfabetos não sabem escrever (=grafia), não escrevem, MAS usam a Língua: FALAM SEM (ORTO)GRAFIA. A Língua dos povos nasceu naturalmente; aprendemos naturalmente a falar. A Língua oral É ORAL, NÃO É gráfica, é Língua; e, sem escrita e/ou ortografia, os povos comunicaram sempre. EXACTAMENTE PORQUE a Língua não é a ortografia.
A (orto)grafia é “FABRICADA” pelos falantes – é artificial, NÃO É NATURAL aos falantes, é ARBITRÁRIA; segundo as suas conveniências (nem sempre universalmente admitidas), os falantes “FABRICAM” sinais gráficos para representar a Língua falada; estes transformam-se conformes aos tempos e às diversas realidades históricas. A grafia chinesa não é a grega, esta é a nossa, e por aí fora. Não sei como se (orto)grafa “filosofia” em sânscrito; a “filosofia” será sempre “filosofia” quer se ortografe com “f” quer com “ph” quer em sinais gráficos do sânscrito: o “constitucional” e/ou o “inconstitucional”, em termos linguístico-gráficos (salvo opinião contrária devidamente argumentada) não tem valimento. A ortografia não é a Língua e a Língua não é a ortografia.
Porque a ortografia não é a língua "a língua não se muda por decreto": o AO NÃO MUDOU a língua; NÃO HÁ "novo Português". Sob este aspecto, Ivo Miguel Barroso não tem razão; quer protagonismo mediático.
 
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tem razão
teixeiranet (seguir utilizador), 1 ponto , 11:22 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Eu estou-me nas tintas para o acordo ortográfico. É aberrante!
 
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hokalos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:25 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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teixeiranet (seguir utilizador), 1 ponto , 21:39 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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linlin (seguir utilizador), 1 ponto , 19:58 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Re: Acordo Ortográfico será inconstitucional
gfpias (seguir utilizador), 1 ponto , 11:32 | Segunda feira, 13 de fevereiro
melhor aderirem ao acordo ortográfico, ou perferem aprender a falar chinês?? pois eles estão comprando tudo...
 
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Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 12:03 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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gfpias (seguir utilizador), 1 ponto , 12:09 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 16:29 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: Acordo Ortográfico será inconstitucional    Ver comentário
hokalos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:26 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Ponhamos os pingos (pontos) nos is!
DuarteSilva.S (seguir utilizador), 1 ponto , 11:46 | Segunda feira, 13 de fevereiro
Na óptica de Seu Barroso uma língua, neste caso o Português, deve ser uma forma de comunicação estática e autista e os neologismo, Deus, esses intrometidos até estarão fora de causa, porque não são tradicionais.
Acontece que o mundo gira em torno de si próprio, nanja de Seu Barroso e a cada 24 horas evolui, assim como as ideias e as formas de nos comunicarmos.
Não se admite, por exemplo, que um documento emitido em Portugal, para ser aceite pelas autoridades brasileiras, tivesse que ser traduzido por um tradutor oficial e vice-versa.
Seria o ridículo dos ridículos traduzir de português para português, se não fosse o nosso idioma uma língua complexa, em que o simples mudar de uma vírgula, altera radicalmente o sentido de uma frase, como Seu Barroso o sabe bem. É o que se chama, na gíria, trocar as tintas.
Se a Constituição tem que ser revista sob o aspeto linguístico, pois que o seja, mas por filólogos e se mantenha, parágrafo a parágrafo o seu espírito, sem se desvirtuar no mínimo o seu sentido.
Aí, sim, Portugal avança para a modernidade, para um espírito de amplidão, que tinha antes da descolonização, para uns exemplar, para mim desastrosa, arruma definitivamente as velhas e puídas botas de elástico e simultaneamente limpa as teias de aranha que existem na cabeça de algumas pessoas.
Tudo o mais são lérias.

 
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    Re: Ponhamos os pingos (pontos) nos is!    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 12:08 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: Ponhamos os pingos (pontos) nos is!    Ver comentário
mimp (seguir utilizador), 1 ponto , 12:26 | Segunda feira, 13 de fevereiro
    Re: Ponhamos os pingos (pontos) nos is!    Ver comentário
DuarteSilva.S (seguir utilizador), 1 ponto , 15:43 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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mimp (seguir utilizador), 1 ponto , 16:10 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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hokalos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:27 | Segunda feira, 13 de fevereiro
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