Lagarde realçou a necessidade de uma estratégia para "os dois, três ou quatro próximos anos"
Reuters/Ueslei Marcelino
A diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, saudou na segunda-feira o acordo franco-alemão para um novo tratado europeu, considerando, no entanto, que este "não será suficiente" face a uma situação económica "extremamente grave".
"É particularmente apropriado que os dirigentes europeus e em particular o presidente francês Nicolas Sarkozy e a chanceler alemã Ângela Merkel tenham decidido que que os procedimentos avancem de facto", disse Christine Lagarde.
Num discurso no Instituto Europeu em Washington, Lagarde considerou apropriado que os dirigentes europeus, e em particular o presidente francês Nicolas Sarkozy e a chanceler alemã Ângela Merkel tenham decidido dar andamento aos processos.
Novo Tratado europeu e sanções automáticas
"Este início, enquanto meio de compromisso que vemos a ser delineado progressivamente é crucial", considerou Lagarde, apesar de sublinhar que "não é suficiente por si só" e que "é preciso mais para que a situação no seu conjunto seja regulamentada e que a confiança seja restabelecida, não só nos mercados, como nos investidores e consumidores".
Lagarde sublinhou ainda a necessidade de uma estratégia para "os dois, três ou quatro próximos anos", nomeadamente para que os investidores saibam "onde vão abrir novas fábricas e onde vão investir".
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, concordaram na segunda-feira propor um novo tratado europeu - englobando os 27 Estados-Membros da União Europeia ou os 17 países da Zona Euro - e sanções automáticas para os países cujo défice ultrapasse 3% do produto interno bruto.