É humano nos desejos, é sobrenatural nas exigências. Nós esperamos do jogador de futebol que ele transcenda os limites do real. Queremos que ele seja capaz de abrir caminhos, desafiar a lei da gravidade, transformar a bola num ser obediente. O jogo (relva, tática e bola) não é, no entanto, assim tão surreal. Pelo contrário. Por vezes é mesmo soporificamente realista. Existem jogadores, porém, que têm esse dom. Dotam o jogo de um sentido excecional (permanente ou esporádico) furando a estética previsível. Sucedeu no palco europeu, onde tudo fica mais iluminado.
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