16 de abril de 2014 às 16:12
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A toga

Adelina Barradas de Oliveira
Ré em causa própria - A toga

Este fim de semana um grupo de amigos teve o prazer e fez questão de oferecer a toga a uma jovem futura advogada.

Faculdade terminada, Erasmus feito em Itália, Mestrado a finalizar e exames na Ordem dos Advogados com notas excelentes.

Lembrei-me então das palavras do Dr. Galopim de Carvalho que, perguntado se achava que ainda se justificava o uso da Toga respondeu: "Redondamente, não! E voz corrente entre os cidadãos que o tribunal já não é um local de respeito e de Justiça. Está sim, a ser visto como uma instituição de profissionais habilidosos onde se ganha ou se perde. Neste lamentável panorama, já não se justifica o seu uso".

Depois de algumas palavras amigas a nossa menina envergou a toga e, quando ela acabou de nos dizer o que lhe ía na alma eu tive a certeza de que o Dr Galopim de Carvalho queria dizer era que é urgente vestir a Toga.

Cada vez mais faz sentido que se vista e que se use. O tribunal ainda é um local de Justiça e de respeito.

Urge, vestir a Toga, urge envergar as Becas.

 

ACCB

Comentários 4 Comentar
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Desculpe, meretissima, mas está errada
Os tribunais deixaram de ser locais de justiça e de respeito!

Como se pode chamar local de justiça e respeito, quando um assassino é ilibado, não por se ter demonstrado que estava inocente, mas porque a prova do crime, (Registo de chamadas) deveria ter sido destruída e, por acaso a operadora do telemóvel não o tinha feito, pois ainda tinha espaço no disco.

Como se pode chamar local de justiça e respeito, quando colegas seus tremem de medo e aceitam todos os recursos estapafúrdios de Isaltino Morais, e condenam um sem abrigo que roubou um pacote de batatas fritas, ou um jovem que fez download pirata de 2 músicas.

Como se pode chamar local de justiça e respeito, quando ministério público investiga um crime, leva os suspeitos a tribunal e nas alegações finais, afirma "Meritíssima Juiz liberte estes homens pois estão inocentes". Ou seja, mais valia ter dito "já gozamos à brava com eles".

Como se pode chamar local de justiça e respeito, quando as mais altas instâncias tomam decisões arbitrárias, que anos mais tarde vão servir como uma luva para absolveram corruptos?

A Justiça Portuguesa está num poço, que foi cavado pelos advogados, juristas, procuradores e juízes. Que como não percebiam nada de engenharia, esqueceram-se de ter consigo uma simples escada. Agora estão todos no fundo do poço, sem hipótese de sair, e todos ralham uns com os outros.
O hábito não faz o monge!
E os Tribunais estão cheios de monges que não respeitam o hábito.
Comentários
Muito bons comentários, que certamente farão pensar a autora e seus colegas de profissão.
Atingida pelo descrédito generalizado, a justiça precisa de se regenerar a partir de dentro.Deixar as posições corporativas e de elite e preocupar-se com a função. Não ter problemas em denunciar leis inadequadas, apontando onde e porquê deixam as tais fugas, aproveitadas por advogados, algumas vezes de escritórios onde as leis foram elabolradas.

Denunciar essa fraude de cozinhar leis fora do único local onde devem nascer, a Assembleia da República

Terem uma atitude activa de crítica e aconselhamento, para isso têm uma associação-.

Não deve ser agradável, para juízes sérios, notar a pouca consideração popular pelo seu trabalho.....
Injustiça
Hoje a justiça é bode espiatorio de todos os males do país. Lamentavelmente. O poder político edificou um sistema judicial passível de ser manietado, dando cobertura a um permanente atropelo a direitos de cidadania individuais e um enorme laxismo face ao crime. Será que os seus profissionais só se manifestam em relação aos seus direitos? Ou Vestuário? Pugnar pela qualidade e estabilidade legislativa fica para quem? E se iniciássemos o processo pela ridícula Constituição? As Togas e as Becas até aplaudiriam!
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