21/05/2012 atualizado às 15:03
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A saída para a crise passa por...

O Expresso recolheu as sugestões de 35 economistas, gestores e empresários para ajudar a economia a sair do buraco.
Deixe também aqui as suas sugestões para salvar Portugal.

João Silvestre (www.expresso.pt)
12:14 Quinta feira, 11 de novembro de 2010
A saída para a crise passa por...

O povo costuma dizer que "cada cabeça sua sentença". Se forem então mais de 30 cabeças, as sentenças serão certamente muitas mais. Mas nada como ter muitas ideias quando se trata de tentar encontrar uma saída para o buraco negro em que a economia nacional parece estar mergulhada.

O Orçamento do Estado para 2011 foi aprovado na generalidade, depois de uma longa novela de negociação entre PS e PSD, mas os mercados não estão muito confiantes. A proposta alemã de, juntamente com criação de um fundo permanente de resgate europeu, obrigar os investidores a suportar parte das perdas, levou à subida dos juros nos países da crise soberana. A Irlanda está no olho do furacão a um pequeno passo de recorrer a ajuda externa e Portugal viu a taxa da sua dívida a dez anos bater o máximo de setembro.

Ao mesmo tempo, as perspetivas de crescimento não são nada animadoras. Portugal, que teve um dos piores crescimentos a nível mundial na última década, deverá repetir o feito nos próximos anos. A julgar pelas projeções do Fundo Monetário Internacional, o ritmo de crescimento previsto até 2015 só conseguirá bater a Venezuela e a débil Grécia, que, esta semana, chegou ao primeiro lugar da lista de países com maior risco de incumprimento da sua dívida soberana calculado pela empresa CMA Datavision.

Perante este estado de coisas, o Expresso pediu a um conjunto alargado de economistas, muitos com experiências governativas, gestores e empresários que apresentassem as suas propostas concretas para ajudar Portugal a sair da crise. Primeiro, para reequilibrar as contas públicas e, depois, para tentar voltar a crescer.

Ao todo, participaram 35 pessoas que contribuíram com dezenas de propostas, muitas das quais repetidas ou muito semelhantes. O diagnóstico há muito que está feito e o caminho a seguir também não parece difícil de identificar. Falta por vezes vontade ou coragem para avançar com o tratamento.

João César das Neves, professor da Universidade Católica, resume em poucas palavras o que é preciso fazer: "A única forma de sair da crise é trabalhar mais e melhor, poupar mais, investir mais e melhor e ter imaginação, criatividade e improvisação. O resto é conversa".

Uma espécie de desvalorização


Uma das soluções mais defendidas passa por uma desvalorização cambial simulada, já que Portugal não tem moeda própria desde que entrou na zona euro, em 1999. A ideia, apresentada com algumas variantes por diversos dos especialistas ouvidos pelo Expresso, passa por reduzir a taxa social única (TSU) paga pelas empresas, reduzindo o custo do trabalho, e agravando o IVA, penalizando o consumo.


Assim, os bens seriam produzidos a um custo mais baixo - de preferência nos sectores transacionáveis - e poderiam ser mais competitivos no exterior. Em compensação o consumo interno, de bens importados, por exemplo, seria mais caro. Para compensar a perda de receita, além do IVA, há quem defenda o agravamento dos impostos sobre a propriedade, como é o caso do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). Foi, aliás, o que propôs recentemente a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).


João Ferreira Machado, diretor da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, aposta numa "redução (permanente) em 20 pontos percentuais da Taxa Social Única (que assim se situaria nos 3%) financiada pela imposição (temporária, por dois ou três anos) de uma taxa única de IVA de 21%". Há quem sugira também, em contrapartida da TSU, um agravamento dos impostos sobre a propriedade e a revisão das deduções fiscais, como é o caso de Manuel Caldeira Cabral da Universidade de Minho.


Outro ponto em que convergem muitas das sugestões é a necessidade de emagrecer o Estado, reduzindo entidades - há quem fale na extinção de 5000 organismos públicos - e funcionários públicos. Tudo para travar a despesa pública. A ideia de criar uma entidade que fiscalize as contas - algo que o Governo já se comprometeu com o PSD no âmbito do acordo do Orçamento do Estado - é também recorrente.

Olhar para o sistema fiscal


Entre as dezenas de propostas, houve também alguma sintonia em relação à necessidade de alterar o sistema fiscal. (ver as cinco principais propostas ao lado). Mas surgiram igualmente algumas ideias inesperadas, para o que tem sido o discurso dominante sobre a situação económica. Pedro Maia Gomes, da Universidade Carlos III de Madrid, propõe um imposto extraordinário sobre os lucros dos bancos nos últimos 10 anos e também, na área da educação, a criação de um programa nacional da matemática e da lógica para melhorar a capacidade de raciocínio dos jovens entre o 5º e o 9º anos de escolaridade.


Daniel Bessa, da Escola de Gestão do Porto e colunista do Expresso, defende o corte de 7% nos salários dos funcionários públicos em 2010 (o equivalente ao subsídio de Natal) ou, em alternativa, receber certificados de aforro que não poderiam ser movimentados.


A verdade é que, com estas ou outras medidas, nada garante que o cenário de um recurso à ajuda exterior esteja completamente afastado. Ferraz da Costa diz mesmo que, caso não seja possível haver acordos políticos, é preferível pedir imediatamente o apoio do FMI e da Comissão Europeia.


Os participantes

  1. Fátima Barros, Diretora da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Católica
  2. Bettencourt Picanço,Presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado
  3. Silva Lopes, Economista
  4. Manuel Caldeira Cabral, Economista
  5. Rogério Fernandes Ferreira, Ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
  6. Daniel Bessa, Economista
  7. Fernando Augusto Morais, Presidente da Associação Nacional de PME
  8. Ferreira Machado, Diretor da Faculdade de Economia da Universidade Nova
  9. João Proença, Secretário-geral da UGT
  10. Álvaro Santos Pereira, Economista
  11. Miguel Beleza, Economista
  12. Ricardo Reis, Economista
  13. Pires de Lima, Presidente da Unicer
  14. Mira Amaral, Presidente do BIC
  15. Abel Mateus, Economista
  16. Fortunato Frederico, Presidente do grupo Kyaia
  17. Pedro Maia Gomes, Economista
  18. Paulo Trigo Pereira, Economista
  19. Augusto Mateus, Economista
  20. João César das Neves, Economista
  21. Pedro Ferraz da Costa, Presidente do Fórum para a Competitividade
  22. Nuno Sampayo Ribeiro, Advogado
  23. Luís Portela, Presidente da Bial
  24. João Ferreira do Amaral, Economista
  25. Jorge Rebelo de Almeida, Presidente da Vila Galé
  26. Bagão Félix, Economista
  27. Luís Cabral, Economista
  28. Henrique Neto, Vice-presidente da AIP
  29. Sérgio Rebelo, Economista
  30. Sevinate Pinto, Assessor da Presidência da República
  31. João Machado, Presidente da CAP
  32. Miguel Júdice, Presidente da Associação da Hotelaria de Portugal
  33. António Trindade, Presidente do Porto Bay
  34. Carlos Moreno, Juiz jubilado do Tribunal de Contas
  35. Fernando Alexandre, Economista

As propostas mais votadas

  • Fazer uma desvalorização cambial artificial, através da redução da taxa social única e do aumento de impostos como o IVA ou IMI;
  • Extinguir organismos públicos para reduzir a despesa do Estado. Há quem fale em 5000 entidades a eliminar;
  • Reduzir o número de funcionários públicos, através de rescisões com indemnização ou eliminando aqueles com pior avaliação nos últimos anos;
  • Avançar com uma revisão do sistema fiscal, para o tornar mais simples, com taxas mais baixas e mais competitivo;
  • Criar uma entidade para fiscalizar as contas públicas e avaliar o impacto futuro das decisões políticas que vão sendo tomadas.

Emagrecer o Estado

Se há ponto em que as opiniões convergem é na necessidade de reduzir o Estado. O leque de soluções varia mas passa, quase sempre, pela redução do número de organismos, de funcionários e da despesa. Sérgio Rebelo, da Universidade de Northwestern, não tem dúvidas de que para conseguir resolver o problema orçamental, Portugal terá que crescer. Por isso, defende a indexação das reformas e benefícios sociais ao andamento da economia. Mas a curto prazo são necessários cortes. Há quem defenda reduções do número de funcionários - Ferreira Machado propõe rescisões de 15% ao longo dos próximos dois a três anos e Lebre de Freitas fala em 5% dos trabalhadores com piores avaliações - ou a eliminação do subsídio de Natal. Daniel Bessa propõe pagar o subsídio de Natal com certificados de aforro que não poderiam ser movimentados durante cinco anos (em alternativa a uma tributação extraordinária) e adotar medidas semelhantes em 2011. A ideia de criar uma agência de controlo das contas públicas e rever as parcerias público-privadas foi também citada várias vezes. Paulo Trigo Pereira, do ISEG, recomenda ainda a suspensão das transferências fiscais para as regiões e o respeito pela norma do travão da despesa que está na Constituição.


Rever a fiscalidade

Portugal tem um sistema fiscal complexo e pouco competitivo. É um diagnóstico recorrente e que justifica, por isso, a atenção de vários dos especialistas ouvidos pelo Expresso. O cardápio de alterações é alargado mas o tópico fiscalidade aparece com frequência na lista de ideias para ajudar Portugal a sair da crise. Rogério Fernandes Ferreira, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, defende uma reforma fiscal, com redução de taxas, simplificação dos impostos e revisão de muitas deduções. Augusto Mateus e Daniel Bessa, dois ex-ministros da Economia, estão preocupados com o investimento e recomendam a isenção (total ou parcial) do pagamento de IRC às empresas que invistam os lucros obtidos. Uma das propostas mais inesperadas surge de Pedro Maia Gomes, docente na Universidade Carlos III em Madrid, que sugere um imposto extraordinário sobre os lucros da banca nos últimos 10 anos. Entre as muitas propostas, há quem defenda cortes no IRC, uma taxa única de IVA a 21% (eliminando as tributações intermédia e reduzida) ou a criação de uma flat tax (taxa plana) no IRS. O fim do pagamento por conta de IRC é também referido como essencial para defender as pequenas e médias empresas.


Promover o crescimento

A receita campeã para ajudar Portugal a crescer é o recurso a uma espécie de desvalorização cambial. Uma recomendação que não é nova e que foi sugerida por vários dos economistas. A ideia é reduzir a taxa social única paga pelas empresas, para baixar o custo do fator trabalho, e ao mesmo tempo compensar com subida de impostos. Economistas como Ricardo Reis, Manuel Caldeira Cabral ou Ferreira Machado preconizam este tipo de política, embora com graduações diferentes. Para estimular as exportações e apoiar as empresas, são também propostos benefícios fiscais aos sectores exportadores, linhas de crédito, licenciamentos mais rápidos e, entre outras coisas, o Estado pagar mais depressa aos fornecedores. Este último ponto foi sublinhado pelo presidente da Unicer, Pires de Lima. Existe também uma forte preocupação com a concorrência e com a necessidade de reforçar a intervenção da Autoridade da Concorrência (AdC), partilhada por Abel Mateus, ex-presidente da AdC, e por vários outros economistas, como Luís Cabral. É também defendida mais concorrência em alguns sectores, o fim dos direitos especiais (golden shares) e a privatização da CGD e RTP. O mar deve, segundo várias opiniões, ser objeto de atenção e a legislação laboral flexibilizada.


Educação, Justiça e Saúde

São três sectores sempre referidos quando se fala em melhorar o país. A lentidão da Justiça é algo que grande parte dos especialistas ouvidos pelo Expresso mudaria sem hesitar. E há quem vá mais longe. Fernando Augusto Morais, da Associação Nacional de PME, defende que os órgãos superiores, como o procurador-geral da República, o provedor ou os juízes do Tribunal Constitucional, deveriam ser eleitos. Na área da Educação, essencial num país com fraca qualificação dos recursos humanos, surgem várias propostas, como aumentar a concorrência entre as escolas, fazer exames obrigatórios todos os anos e exames de admissão nas universidades (refere Luís Portela, da Bial), e até um programa nacional de matemática e de lógica (sugerido por Pedro Maia Gomes) para os alunos do 5º ao 9º anos de escolaridade. Na Saúde, destaca-se a proposta de Daniel Bessa de suspender o Serviço Nacional de Saúde, que seria substituído por um provisório, até haver um novo onde os contribuintes acima do quarto escalão de IRS deixariam de ter comparticipação. Uma alteração de fundo que poderia implicar uma revisão da Constituição já que o documento fala em saúde tendencialmente gratuita.


Mudar a política

Em tempo de austeridade, a organização do Estado também não deve ser poupada. A criação de círculos uninominais (em vez das listas partidárias para o Parlamento), a redução do número de deputados, a extinção dos governos civis e até de municípios (Mira Amaral, por exemplo, quer extinguir empresas municipais) foram algumas das propostas para melhorar a organização política do Estado. O advogado especialista em direito fiscal Nuno Sampayo Ribeiro defende o fim do nepotismo no Estado e a aposta na pontualidade, no rigor e no escrúpulo. João Proença, da UGT, gostaria de ver combatida a concorrência desleal e o economista Álvaro Santos Pereira mostrou-se preocupado com a corrupção. Ferraz da Costa quer rever o sistema de governo, aumentando as legislaturas para cinco anos e criando um sistema que favoreça maiorias absolutas. Há também propostas para despartidarizar a administração pública, fazendo com que os funcionários progridam pelo mérito e não pelo cartão partidário. Jorge Rebelo de Almeida, da Vila Galé, propõe a revisão do funcionamento dos executivos camarários, que atualmente têm elementos dos vários partidos consoante os resultados obtidos nas eleições.


Aumentar a poupança

O endividamento do Estado, das empresas e das famílias é um dos principais problemas da economia portuguesa. É necessário travar a fundo porque não é possível Portugal continuar a endividar-se no exterior ao ritmo dos últimos anos. Silva Lopes defende medidas fiscais para incentivar a poupança das empresas, como tributar mais os dividendos em IRS, por exemplo, aliviando os impostos sobre os lucros. Do lado do Estado, há a ideia de avançar com um orçamento de base zero em que todas as despesas fossem justificadas e analisadas caso a caso. Álvaro Santos Pereira traça uma meta ambiciosa de ter um défice orçamental e um défice externo a zero em 2016. Para melhorar as contas externas do país e travar o sistemático recurso ao endividamento externo, parte da solução passa por melhorar a balança comercial. Por isso, para quase todos os vários economistas a aposta nos sectores ligados à exportação é essencial e a canalização dos investimentos públicos para estas atividades é fundamental, como frisa, por exemplo, o professor do ISEG João Ferreira do Amaral. Ferraz da Costa, numa perspetiva mais negra, defende mesmo uma reestruturação de parte da dívida externa.

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Muitos, são velhos conhecidos.
BrincaNareia (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 13:00 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
A todos os ex ministros eu perguntaria, porque nunca foram capazes de reduzir a despesa, sabendo que até hoje, nunca algum governo deixou uma despesa inferior à que encontrou.

Deixo umas dicas:

Revisão do preço de alguns custos de factores, como a electricidade e o gás natural.

Introdução de gasóleo "verde" para os transportes públicos e de mercadorias. Investimento e reconversão dos transportes públicos em veículos a gás ou eléctricos.

Revisão da dotação pública aos partidos, que levam 100 milhões ano para bandeirinhas e baldes de cola.

Finalmente, a CGD não deve ser privatizada. Quase todos os países têm um Banco público. Esta deve sim, servir como regulador dos preços praticados pelos demais, ao invés de alinhar na especulação desenfreada em taxas e comissões por prestação de serviços.
 
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    Importantissimo "finalmente"..    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 15:03 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
    Re: Importantissimo    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 19:57 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
    Re: Importantissimo    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 22:31 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
    Re: Importantissimo    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 20:14 | Quarta feira, 10 de novembro de 2010
    Re: Importantissimo    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 23:05 | Quarta feira, 10 de novembro de 2010
    Re: Importantissimo    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 1:51 | Quinta feira, 11 de novembro de 2010
    Re: Importantissimo    Ver comentário
sardinha assada (seguir utilizador), 1 ponto , 12:29 | Quinta feira, 11 de novembro de 2010
    Re: Importantissimo    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 1:46 | Sexta feira, 12 de novembro de 2010
    Re: Importantissimo    Ver comentário
sardinha assada (seguir utilizador), 1 ponto , 10:37 | Sexta feira, 12 de novembro de 2010
    Re: Importantissimo    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 15:47 | Sexta feira, 12 de novembro de 2010
    Re: Importantissimo    Ver comentário
sardinha assada (seguir utilizador), 1 ponto , 16:30 | Sexta feira, 12 de novembro de 2010
    Re: Importantissimo    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 17:53 | Sexta feira, 12 de novembro de 2010
    Re: Importantissimo    Ver comentário
sardinha assada (seguir utilizador), 1 ponto , 19:25 | Sexta feira, 12 de novembro de 2010
    Re: Importantissimo    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 0:51 | Sábado, 13 de novembro de 2010
    Re: Muitos, são velhos conhecidos.    Ver comentário
Maria Portuguesa (seguir utilizador), 1 ponto , 18:58 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
    Re: Muitos, são velhos conhecidos.    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 19:36 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
    Re: Muitos, são velhos conhecidos.    Ver comentário
Carlinhos T (seguir utilizador), 1 ponto , 20:02 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
    Re: Muitos, são velhos conhecidos.    Ver comentário
ment'insana (seguir utilizador), 1 ponto , 13:49 | Sexta feira, 12 de novembro de 2010
    Re: Muitos, são velhos conhecidos.    Ver comentário
Maria Portuguesa (seguir utilizador), 1 ponto , 14:59 | Sexta feira, 12 de novembro de 2010
A SAIDA DA CRISE PASSA POR
julcal (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 16:46 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
economistas da direita neoliberal não emitirem opiniões e propostas como esta.
Acordem, o sistema que estudaram e conhecem está doente e até o clero católico classicamente conservador o admite.
Alternativas democraticas precisam-se.
 
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    Re: A SAIDA DA CRISE PASSA POR    Ver comentário
nietniet (seguir utilizador), 1 ponto , 17:10 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
    Re: A SAIDA DA CRISE PASSA POR    Ver comentário
sardinha assada (seguir utilizador), 1 ponto , 16:32 | Sexta feira, 12 de novembro de 2010
    Re: A SAIDA DA CRISE PASSA POR    Ver comentário
vidiguera (seguir utilizador), 1 ponto , 14:48 | Quinta feira, 18 de novembro de 2010
    Re: A SAIDA DA CRISE PASSA POR    Ver comentário
julcal (seguir utilizador), 1 ponto , 15:30 | Quinta feira, 18 de novembro de 2010
O âmago da questão
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 18:25 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
Este debate é demasiado tardio pois neste momento já não temos praticamente nenhuma escolha a não ser fazer o que nos é imposto de fora.
O que nos levou a esta situação está totalmente intacto e assim vai continuar:
- As urnas premeiam eleitoralmente quem gasta mais recursos em vez de quem é mais eficaz e o faça de forma sustentável.
- Fazem-se ou apoiam-se muitos projectos desnecessários ou só para justificar despesas e subsídios. Alguém se atreve ainda hoje, e apesar da gravidade da situação, a fazer um orçamento recessivo que implique dinheiro público?
Estes dois aspectos, só por si, já são mais que suficientes para mostrar que mesmo acabando com parte do estado, com as PPP, com os boys ou com a corrupção, o âmago da questão continuará intacto.
 
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    O Âmago da Questão está bem à vista    Ver comentário
Press (seguir utilizador), 1 ponto , 22:47 | Quarta feira, 10 de novembro de 2010
    Re: Quem se atreve?    Ver comentário
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 11:18 | Quinta feira, 11 de novembro de 2010
Parabéns ao Expresso
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 14:49 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
Está de parabéns o Expresso por ter conseguido agregar muitas ideias meritórias para a saída da situação difícil em que se encontra Portugal. Certamente nem todas elas serão boas soluções, mas isso não invalida que se debata a sua viabilidade. Ás medidas proposta acrescentaria, que no ensino pré-escolar, agora mais generalizado, se devia introduzir no currículo uma disciplina de cidadania, de modo a ensinar as crianças a agir em sociedade, aprendendo a respeitar os outros e a pensar e agir com racionalidade. Afinal o nosso futuro depende muito dos adultos mas muito mais das nossas crianças.
 
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    Re: Parabéns ao Expresso    Ver comentário
Maria Portuguesa (seguir utilizador), 1 ponto , 18:39 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
    Re: Parabéns ao Expresso    Ver comentário
ment'insana (seguir utilizador), 1 ponto , 13:54 | Sexta feira, 12 de novembro de 2010
    Re: Parabéns ao Expresso    Ver comentário
Maria Portuguesa (seguir utilizador), 1 ponto , 15:11 | Sexta feira, 12 de novembro de 2010
Começar pelo princípio
Pensador ocasional (seguir utilizador), 1 ponto , 16:14 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
A economia e as opções que relativamente a ela se tomam refletem, sempre, o nível cultural e civilacional de um povo. E este não se melhora através da economia, mas sim da educação. E este não se disciplina e regula através da economia, mas sim da justiça.
Portugal é um País notoriamente pobre de valores educacionais e no qual a realização da justiça material, com a sua exigência de celeridade visando a responsabilização social, não funciona.
Detectam-se os delitos...mas não se pune. Descobrem-se os comportamentos anti-éticos...mas não se educa nem se contraria, relativamente a eles, a estúpida tolerância nacional.
Comece-se pelo princípio, nem que isso leve tempo. Adube-se a terra, para que a semente do progresso e do desenvolvimento possa germinar. Se não, é lançar semente a um deserto.
 
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Porquê aumentar impostos?
mjpvieira (seguir utilizador), 1 ponto , 16:16 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
Felicito o Expresso pela iniciativa de reunir as opiniões de personalidades com prestígio na sociedade portuguesa.
Reirero o que foi escrito, numa opinião anterior "de que estão a participar personalidades, desenvolvendo teses que, a terem sido implementadas anos atrás, não estariamos com certeza, no pântano actual.
Grosso modo, a maioria dos participantes apresenta soluções que passam pela diminuição da despesa e pelo aumento de impostos. Nada mais fácil. Metade aqui e metade ali, fica tudo contente. Mas, se perguntarmos aos cidadãos mais humildes, eles dirão que a solução para esta crise passa pela diminuição da despesa do estado.
Com razão, porque basta olhar para alguns números, do OE, 8 mil milhões para consumos intermédios (!!!!!!!!!!) e ainda sobram os Institutos, Observatórios, Fundações, Governos Civis, etc. etc.etc.etc. onde é possível actuar sobre alguns, sem prejudicar uma larga maioria de cidadãos.
Resta perguntar: porquê aumentar os impostos, se tal está directamente ligado à diminuição do poder de compra das populações e consequente da diminuição de negócios?

 
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Transparencia, benchmarking, pragmatismo
jslucas (seguir utilizador), 1 ponto , 16:44 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
Vivendo e partilhando o modelo de desnvolvimento de Singapura, um pais mais pequeno que o distrito do Porto e que exporta tres vezes mais que Portugal, sugeria:
1. Transsparencia no Estado (no recrutamento, nos fornecimentos, etc)
2. Benchmarking em todas as areas, exigencia em ser o primeiro a nivel mundial, nos servicos e nos produtos, obrigatoriedade de alcancar a excelencia.
3. Apoio eficaz e sustentado a formacao de empresarios (PMEs), ao desenvolvimento organizacional das empresas e investimento permanente na formacao dos colaboradores.
4. Atracao de multinacionais que criem sinergias com pelo menos dez sectores estrategicos nacionais e que contribuam significativamente para o emprego.
5. Dinamizacao intensissima (semanal) de empresas exportadoras em praticamente todos os mercaintendos do Mundo.
6. Atracao de talento estrangeiro para dirigir as universidades, os centros de investigacao, a banca publica e privada, as empresas publicas obrigatoriamente lucrativas, e diversos departamentos do Estado.
7. Reducao das funcoes do Estado com ampla utilizacao de empresas privadas seleccionadas por processos transparentes para execucao de projectos.
8. Atracao de Universidades estrangeiras
9. Reducao substancial do IRC (isento nos primeiros tres anos de actividade para PME) e do IRS (isento nos escaloes mais baixos ate 21000 euros anuais).
10. Salarios elevadods a todos os niveis em funcao da produtividade oe qualidade.
.........etc
Joao Santos Lucas (Singapura)
 
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A saída para a crise passa por...
julcal (seguir utilizador), 1 ponto , 17:37 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
(1)-Com a manutenção do Sistema Capitalista, criar e reforçar um estado democrático, transparente e mais eficiente, (a empresa em que todos somos acionistas) , que garanta o ensino, a saúde e a proteção de todos os portugueses bem como a independência nacional e a democracia.
(2)- A curto prazo o estado e governo português têm que cumprir os seus objectivos e compromissos em relação á Europa , nomeadamente o deficit combinado, o que poderá ser efectuado , a falta de melhor, pelo orçamento inicialmente apresentado pelo governo antes de negociar com o PSD. ( provocou uma descida dos juros da divida publica o que posteriormente não se verificou ) .
(3) Conseguir um acordo de regime alargado que inclua todos os partidos com assento parlamentar e que dure até ao fim de 2011 e que tenha como objectivo conferir a nós próprios e aos outros a confiança que o cumprimento do orçamento será cumprido. A base comum para esse acordo será defender PORTUGAL de ameaças externas, que estão a pôr em causa o próprio país.
(4) Amadurecer e discutir até Dezembro de 2011 alternativas à politica nacional e europeia a apresentar democraticamente em eleições livres a verificaram-se após 2011.
(5) Com transparência e rigor iniciar desde já uma politica activa psicológica de promoção do crescimento económico com base no aumento das exportações e de diminuição das despesas com aumento da eficiência e diminuição do desperdício nas áreas da saúde, educação e saúde.
 
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A solução para o país passa por....
mimp (seguir utilizador), 1 ponto , 17:38 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
Mais responsabilidade, menos incumprimento.
Mais eficácia, menos burocracia.
Mais respeito, menos oportunismo.
Mais rigor, menos laxismo.
Muito mais justiça, e muito menos bandalheira....
Curiosamente, e apesar de a crise se apresentar como "financeira", nada disto tem a ver com economia...
 
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reciclar os politicos
araujao (seguir utilizador), 1 ponto , 17:54 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
Uma das coisas que eliminaria a crise a médio prazo era reformar todos os políticos em actividade, desde as autarquias até ao PM, juntar pessoas sérias e competentes com sentido patriótico, sem conexão a qualquer partido, com bons ordenados, que tomassem em mãos o destino do país. Seriam reduzidos drasticamente os cargos até agora de natureza política, incluindo deputados, (100 seriam mais que suficientes). Passaria também por uma tomada de consciencia de todos os cidadãos que é necessário fazer mais pela nação e não estar sempre à espera que seja o estado a resolver praticamente tudo. Deixarmo-nos de nos preocupar com os coitadinhos que não têm onde dormir nem onde comer, anão ser aqueles que não podem angariar meios de subsistencia por incapacidede, e por os presos a trabalhar. Finalmente nunca ,a não ser em situações de emergencia gastar mais do que se ganha a começar pelo estado.
 
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Um desafio para o Expresso :
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 20:30 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
Façam um trabalho, dentro desta área, só com uma pergunta a estes senhores :
Por que razão nenhum deles soube, previu, imaginou - há dois ou três anos- que a crise vinha a caminho...

Para a próxima vez era fundamental ouvir outras opiniões. Há muita gente, mesmo muita - acreditem - que gostaria de ouvir outras ideias... Investiguem, é por causa disso que é bom ser jornalista...
Já lá dizia M.Muggeridge que a favor da corrente só nada o peixe morto ...
 
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Crise Economica/Financeira ou Crise de Justiça?
Vasoca (seguir utilizador), 1 ponto , 21:28 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
Será de perguntar se a Justiça tivesse funcionado, já para não recuar muito, pelo menos nos ùltimos 20 anos, nos casos escandalosos protagonizados por pseudo personalidades ex-governantes à frente de Bancos, Financeiras e outras grandes empresas do estado ou por ele participadas em que ou faliram ou tiveram de ser copiosamente socorridas e sobre os responsáveis recaisse a mesma justiça que recai sobre um trabalhador que não paga o IRS ou similar enquanto àqueles nada acontece e ao contrário ainda lhes são concedidas novos cargos ou benesses de certeza que o panorama actual seria outro.

Enquanto não for desfeita a santa aliança entre a justiça e
os politicos dos principais partidos que têm sido des-governo nestes ùltimos 30 anos, nada melhor será de esperar.

Assim, para os que trabalhamos de dia para apenas ter de comer à noite, impõe-se pensar em fazer alguma coisa, para além de não ir votar.
 
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Ourelhas moucas !
cars200488 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:31 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
A multiplicidade de ideias, trás sem dúvida mais lucidez na hora de pensar soluções. Quase todas estas ideias foram já muitas vezes debatidas. O problema maior é que pensamos que estas coisas da política e da economia, são apenas assuntos dos políticos, desde que não venham cá implicar com "a minha vidinha da gente"!...Mas hoje é uma realidade para todos os portugueses, e chegou aquele dia que se advinhava há muito tempo... mas a resistência naturai de quem não quer aceitar "o pior ainda está para vir"... sempre ouvia dizer: lá estás tu com o teu péssimismo. Pois esse dia chegou, e agora as pessoas quase não acreditando, já vão ouvindo mas com muitas reticências...e como que se nada tenha a ver com elas...a culpa é do Sócrates, do fulano...e até do cicrano !!!...
Por favor não fiquem com a receita nas mãos...vão aviar a receita !...
 
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Um falso amanhecer
nietniet (seguir utilizador), 1 ponto , 23:01 | Terça feira, 9 de novembro de 2010
Existe uma unanimidade preocupante em torno das soluções para a crise. É preocupante na medida em que ninguém ousa criticar o sistema económico que governa o mundo. Sugiro que o Expresso dê voz aos economistas com uma visão diferente da economia global e do mercado livre, neoliberal, proposta por Reagan e Tatcher, nos idos anos oitenta do século passado.
A grande maioria dos economistas nacionais ou estrangeiros caíram no descrédito. A razão principal desse descrédito não é tanto por falharem nas previsões económicas mas, antes de mais, por "esquecerem" as questões sociais decorrentes deste modelo económico.
A Europa e os EUA tiveram , nos últimos 15 anos, aumentos brutais da produtividade e, consequentemente, da riqueza. No entanto, essa riqueza foi distribuída de forma brutalmente desigual em benefício do capital.
É vergonhoso virem-nos dizer que não há dinheiro para o
estado social. Muitos de nós paga mais impostos , em termos percentuais, que qualquer acionista da PT ou EDP.
Estes modelo económico origina falta de coesão social, aniquila a família, cria pobreza e crimininalidade. Os EUA controlam os problemas socias à custa de uma política de encarceramento massivo. Neste país desapareceu a classe média, a precaridade no trbalho é cada vez maior e os ordenados médios estão a baixar. Este modelo económico será um desastre para a humanidade. Há pessoas que o dizem há muitos anos. Os políticos estão surdos.
 
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    Re: Um falso amanhecer    Ver comentário
Taeg de 1951 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:01 | Segunda feira, 15 de novembro de 2010
MAIS UMA CABEÇA
titi1990 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:25 | Quarta feira, 10 de novembro de 2010
CORRUPTOS PARA A PRISÃO.
DESDE 1974 QUE NÃO FAÇO OUTRA VIDA. APERTAR O CINTO. CHEGA DE LADROAGEM!!!!
 
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    Re: MAIS UMA CABEÇA    Ver comentário
vidiguera (seguir utilizador), 1 ponto , 14:50 | Quinta feira, 18 de novembro de 2010
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