24 de maio de 2013 às 0:19
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A saída do Euro e o federalismo não são soluções mágicas

Henrique Raposo (www.expresso.pt)

Um dos aspectos mais curiosos do debate sobre a relação Portugal/UE está na forma como muita gente apresenta soluções mágicas e indolores para os nossos problemas: de um lado, a saída do Euro e, do outro lado, uma estrutura federal assente em eurobonds.  

Uma minoria afirma que a nossa saída do Euro seria benéfica, porque cortaria o mal pela raiz e relançaria a nossa economia por via da desvalorização cambial. Esta tese tem de responder a quatro pontos. Primeiro, se o Euro é um entrave assim tão grande, por que razão estão as nossas exportações a subir? Os defensores da saída do Euro não podem simplesmente evitar a grande questão que está em cima da mesa das nossas empresas: a economia portuguesa está a mudar o seu perfil exportador, está a evoluir na chamada escala de valor, até porque já não vale a pena competir na liga dos salários baixos. Com a China e derivados integrados na economia global, esse caminho aberto pela EFTA nos anos 60 já não faz sentido para Portugal. Segundo, as desvalorizações cambiais não conseguem atacar o problema estrutural do défice externo, tal como é visível na história recente de Portugal (1977, 1983-85). O Euro é o instrumento que está a forçar Portugal a uma disciplina ao nível da balança exportações/importações. Terceiro, como já defendeu a grande Cristina Casalinho, uma saída do Euro seria sempre antecipada por um esvaziamento dos depósitos, e "não existe desvalorização competitiva que compense esta hemorragia". Quarto, mesmo com o Escudo, a nossa dívida continuaria em Euros. Qual seria o passo seguinte? Um "não pagamos" argentino e a consequente ausência de crédito externo durante mais de uma década?

Uma maioria pede mais federalismo. Por exemplo, o Dr. Seguro acha que as eurobonds iriam resolver por artes mágicas o nosso duplo problema: endividamento a mais e crescimento a menos. Ora, num cenário com eurobonds, Portugal continuaria a estar endividado e a ter problemas de crescimento. O federalismo é uma organização do poder político, não é o pozinho mágico da economia. Como é evidente no caso dos EUA, uma estrutura federal não impede a falência e/ou a pobreza de algumas das suas parcelas. Apesar de partilhar a mesma federação com o Texas e Nova Iorque, o Alabama não passou a ser uma Suíça de hillbillies. Mesmo que tivesse uma dívida financiada directamente pelos alemães e holandeses, Portugal continuaria ter os mesmos problemas, só que seria um Estado ainda menos soberano (assunto para outra discussão). 

Em suma, nem a saída do Euro, nem o federalismo resolveriam per se os problemas de Portugal. Durante anos e anos, gastámos anualmente entre 5% a 10% mais do que produzimos, e essa é a grande causa da nossa crise. Portugal tem de poupar e exportar mais, e esse trabalho tem de ser feito com ou sem euro, com ou sem federalismo.

Comentários 27 Comentar
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Só para complementar
Desvalorização cambial é o que tem acontecido, explicando parte do nosso sucesso na exportação. Com efeito, o Euro desvalorizou de cerca de 20% em um ano face ao USD. O que já é muito bom. Muito mais do que isso aumentaria o preço da energia e das matérias primas a um nível insustentável. Contudo, ainda uma boa parte das nossas exportações são para a UE, que também está em crise (na sua generalidade). Não fosse isso, estou convencido que já teríamos saído da crise.
Outro ponto que ajudou ao aumento das exportações foi a necessidade de procurar novos mercados. As empresas, com a quebra do mercado nacional, tiveram de "se fazer à vida". Pena é que à boa maneira portuguesa, só tivesse acontecido quando apertadas. Aliás, partilho da teoria que as crises são boas para limpar e espicaçar as economias: as empresas fracas que estão a fazer dumping e a estragar o mercado, desaparecem e as outras eliminam as gorduras, tornam-se mais eficientes e pro-activas.
Ou seja, como diz o outro totó: deixam de ser piegas...
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A Europa não acaba! Ver comentário
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Papagaios
Se quer um conselho gratuito , resista à tentação de se juntar ao bando de araras e papagaios que nos bombardeiam com análises, cenários,crises e soluções em quase todos os jornais, a que há a acrescentar todas as televisões ditas de informação.

Fala-se de sair do euro, que não vai acontecer, fala-se do fim do euro, o que não vai acontecer, fala-se de tumultos populares, o que não vai acontecer e andam centenas de "analistas e politólogos" (uma nova licenciatura, já com doutorados)a imaginar cenários e que não querem reconhecer que tudo funciona como de costume.

As pessoas adaptam-se, fazem a sua vida rotineira e a grande ânsia, para muitos milhares, é o reatamento do futebol, esse sim, necessário como o ar que respiramos.

Nada de novo no reino dos lusitanos, para grande desgosto dos inventores de factos políticos.

Aconselho-o também a medir o raciocínio quando se fala de federalismo, não é algo que se vá comprar à loja da esquina. Estamos a falar de nações centenárias, com línguas e povos diferentes, níveis de cultura e desenvolvimento diferentes, com dezenas de conflitos armados entre si, alguns deles com problemas internos de separatismos e tardarão séculos a que seja possível só aflorar o assunto.

Portanto, jogos olímpicos para os desportistas de sofá, e futebol para os desportistas de bancada, é o programa.......

Cacilhas ainda é nossa e havemos de sobreviver......
Soluções mágicas
Concordo com o HR que nem a saída do EUR nem uma integração total europeia vão resolver os problemas todos portugueses.

Mas isso não signfica que sejam irrelevantes. Sair ou não sair tem consequências. Integrar mais a europa ou não te consequências. E devem ser analisadas, discutidas e decididas. Não só nos gabinetes de assessores mas por todos nós. Não vejo nada de errado.

Mas acho bem que ninguém procure ali panaceias. Isso não existe...

oreivaivestido.blogspot.com
Magia
Um ato de magia seria Portugal conseguir condenar aqueles que nos atiraram e mantém nesta situação, confiscar os bens e as fortunas depositadas em paraísos fiscais, tributar a riqueza, enfim fazer exatamente o oposto daquilo que faz. Quanto ao aumento das exportações, pelo vistos é verdade, mas dão uma pequena ajuda para isso, os que preferem vender para fora a preço de custo a comerciar cá dentro sem nada receber. No final o saldo é igual a zero.
a-saida-do-euro-e-o-federalismo-nao-sao-solucoes
Diz o povo e tem razão:- Cada cabeça sua sentença. É claro que também diz que quando um burro fala o outro baixa a as orelhas. No entanto o que não acontece é que falem e se escutem uns aos outros e cheguem a uma conclusão para decidir e aplicar essa solução. Sendo assim cá vamos todos os dias caminhando vendo e escutando sem saber o que fazer. Como o português é aquele que se vai desenrascando, continua caminhando sem saber para onde vai e já nem se lembra de onde veio. De uma coisa começo a ter a certeza. Seja qual for o caminho escolhido nenhum será fácil de palmilhar. Nas agruras da vida quando desabafamos a culpa nunca é nossa e sempre encontramos culpados. Uns acham que a culpa é de Sócrates, outros da crise Internacional e a Merkel também não fica de fora. No entanto a culpa é de todos, mas também não é de ninguém. Rui Rio opinou que a culpa não é de uma só pessoa e de um só partido. Eu tenho a certeza que a culpa não é minha, mas o Henrique é capaz de achar que também não é dele.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/05/diga-socrates-e-tudo-se-resolvera.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/alemanhaque-falta-de-memoria.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/apelo-do-dr-rath-as-pessoas-da-alemanha.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/o-euro-e-os-custos-de-financiamento.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/alemanha-ganha-se-pedir-dinheiro.html
Meio caminho entre o saber e a ignorância 1
É essa a definição que Platão dá da Opinião.

1) As nossas Exportações têm estado a subir, EM RELAÇÃO A PERÍODOS HOMÓLOGOS do ano anterior (o que tem dado pretexto a muita propaganda), mas o ano Económico ainda não acabou. No ano passado e em anos anteriores, a Balança Comercial (porque não faz sentido falar de Exportações sem falar de Importações e as contas são anuais) foi sempre deficitária (Imp. 2011=57,7 mil milhões; Exp.=42,3 mil milhões; DÉFICE=15,4 mil milhões).

A abertura das fronteiras com a UE é responsável pelo elevado montante das Importações, dada a ausência de controlo aduaneiro e a facilidade da moeda, a par da incapacidade agrícola e industrial, mas por outro lado as nossas Exportações para a UE representaram em 2011 31,3 mil milhões (contra 42,1 mil milhões de Importações), o que significa que só aí existiram 12,1 MIL MILHÕES DE DÉFICE.

Além disso, o aumento tem-se verificado (como reconhece a AICEP) nas Exportações para FORA DA UNIÃO EUROPEIA, a que não será estranho o facto de o EURO ESTAR EM QUEDA!!!

2) As desvalorizações não conseguiram atacar o problema do Défice Externo, NEM CONSEGUIRÃO, enquanto a Balança Comercial for deficitária e houver ENDIVIDAMENTO EXCESSIVO, estamos de acordo. Mas o CONTRÁRIO também não resolverá esses problemas que são ESTRUTURAIS!!!
...
Meio caminho entre o saber e a ignorância 2
3) A saída do Euro só seria antecipada por um esvaziamento dos depósitos se NÃO HOUVER MEDIDAS DE CONTROLO. Mas mesmo que não haja, segundo os últimos dados os depósitos são neste momento de 17 mil milhões (uma gota de água no Oceano da Dívida).

Dada a gravidade da situação, é EVIDENTE que se teria de começar por CONGELAR AS CONTAS ACIMA DE UM DETERMINADO MONTANTE, e não é a primeira vez nem na História nem em Portugal que tal aconteceria!!!

4) A nossa Dívida continuaria em Euros, mas HÁ UMA GRANDE LATITUDE entre a situação actual, e o "NÃO PAGAMOS NADA".

O que se faz nestas situações (só no séc. XX houve DEZENAS des situações semelhantes no Mundo) é por exemplo estebelecer UNILATERALMENTE que os prazos serão alargados (em alguns casos foram-no até UM SÉCULO), e que em vez de pagarmos 5, 6, 7, 12% etc., A DÍVIDA SERÁ REEMBOLSADA a um juro FIXO MUITO INFERIOR, PARA TODOS OS CREDORES!!! CHAMA-SE A ISSO REESTRUTURAÇÃO.

Quanto à ausência de crédito, JÁ CHEGÁMOS A ESSE PONTO!!!!!!!!

TUDO O QUE TEMOS É O REMANESCENTE DO CRÉDITO DA TRÓICA, e quando for entregue a última "tranche", PASSAREMOS TRINTA ANOS A PAGÁ-LO NUMA AUSTERIDADE CRESCENTE, pois por enquanto temos empresas para vender e umas MIGALHAS a encontrar aqui e ali com aumentos de impostos e redução de (algumas) despesas, MAS EM BREVE SERÁ IMPOSSÍVEL IR MAIS ALÉM!!!

Agora O QUE É CLARÍSSIMO, é que a situação NÃO SE RESOLVE com a AUSÊNCIA DO ESTADO, nem apenas através da INICIATIVA PRIVADA!!!!!
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Meio caminho entre o saber e a ignorância 3
QUANTO AO FEDERALISMO OU AOS EUROBONDS, penso que estamos quase a virar essa página, pois as reacções de muitos países, a Finlândia, a Holanda, UK e a própria Alemanha onde há muitas pressões para abandonar o Euro vão noutro sentido!!!!

EU SOU FEDERALISTA DESDE O PRIMEIRO INSTANTE!!!! Mas já nos anos 90 percebi que não vamos nesse sentido, e especialmente depois de Maastricht, em que a SOLIDARIEDADE da CEE foi substituída pela CONCORRÊNCIA E PELA COMPETITIVIDADE da UE, que caminhamos para uma "Europa" a duas ou mais velocidades!!! O pressuposto de que os Países (tal como as pessoas) sejam iguais, é FALSO, E APENAS SERVE OS MAIS FORTES!!!!

Os "eurobonds" têm DOIS perigos muito grandes de que a MERKEL está plenamente consciente: podem desestabilizar o Euro, pela MUTUALIZAÇÃO das Dívidas, e podem sobretudo obrigar a ALEMANHA a abrir MUITO MAIS os cordões à bolsa.

Podem, em caso de desestabilização do valor da moeda (e já tem estado a acontecer) provocar uma desvalorização. ISSO SERIA MUITO BOM PARA NÓS, mas só ATÉ UM CERTO PONTO, pois existe, na minha opinião, o perigo (e é esse o receio da Merkel) de entrarmos em INFLAÇÃO DESCONTROLADA!!!

Voltando à vaca fria, ou seja, a PORTUGAL, é óbvio que a SAÍDA DO EURO também poderia provocar a inflação. Mas num cenário de CRISE e de quebra abrupta do COMÉRCIO EXTERNO, e com NOVA MOEDA PRÓPRIA, seria possível controlar os preços, COMO FEZ O BRASIL A PARTIR DE 1995!!!

Meio caminho entre o saber e a ignorância 4
CONCORDO em absoluto com o último parágrafo do texto de Henrique Raposo!!!

Mas há ainda DUAS questões:

a) O que se importa e o que se exporta:

Dos 57,7 mil milhões de IMPORTAÇÕES no ano passado, importámos por exemplo 10,2 mil milhões em combustíveis e óleos minerais, dos quais 6 em petróleo propriamente dito, QUE SÃO ESSENCIAIS, mas importámos igualmente quase 16 mil milhões em bebidas, refrigerantes, doces, e comidas, tanto como de petróleo em roupas de marca e produtos de consumo diverso QUE NÃO NOS FAZEM FALTA NENHUMA, e 3 mil milhões em AUTOMÓVEIS PARTICULARES e motociclos, EXCLUINDO os camiões, ambulâncias etc.

As nossas principais exportações foram diversificadas, tudo essencialmente para a UE, excepto os produtos minerais (!), mas aquela que poderia ser a nossa principal EXPORTAÇÃO não consta das ESTATÍSTICAS:

b) O TURISMO!!!

Segundo o Turismo de Portugal, ele rendeu quase 700 milhões no PRIMEIRO TRIMESTRE de 2012, tendo rendido 1,9 MIL MILHÕES EM 2011!!!

Com uma moeda desvalorizada, e se ABANDONARMOS o conceito de turismo dos anos 80-90, com a construção de Hotéis em betão por todo o lado, inspirando-nos do que fazem os Franceses e os Italianos, este valor vai MULTIPLICAR.

NA SITUAÇÃO ACTUAL, SOU A FAVOR DA SAÍDA DO EURO ACOMPANHADA DA REESTRUTURAÇÃO DA DÍVIDA (não pode ser de outro modo), E PENSO QUE SE ISSO NÃO ACONTECER, O FUTURO SERÁ BEM PIOR!!!
Re: Meio caminho entre o saber e a ignorância 4 Ver comentário
Re: Meio caminho entre o saber e a ignorância 4 Ver comentário
HR
O que diz é que até agora só tivemos maus governantes pois gastaram mais do que produziram, e depois certinho e direitinho temos a aquela classe de vampiros tipo políticos criminosos e corruptos.
Aproveite e um dia destes que venha à baila a nossa famosa justiça!
Então, se calhar
Temos de produzir mais, não?
Se calhar temos que trabalhar melhor, não mais...
Se calhar temos de produzir cá algumas coisas que importamos, sem sermos apenas um entreposto em que importamos a matéria primas e exportamos o produto final ganhando apenas a mão de obra cujo valor é baixo demais.
Por fim, se calhar, temos de mudar de patrões e sindicatos.
Muito bem HR.
Faz muito ebm em lembrar aquilo que até a Dª Alzira (*) entende: ninguém por muito tempo consegue viver consumindo acima do que produz! Sem esta regra básica não há moeda, federalismo, eurobonds, ou quasiquer outros "pózinhos mágicos" que valham!

(*) este "até" não deve ser entendido no sentido depreciativo em relação às "Dª Alziras". Deve sim ser entendido como um exovalho aos políticos saloios que nos (des) governaram. Que são muitos e têm várias cores!
Faz sentido moeda e mercado único?
O problema maior,a meu ver,está no facto de, constantemente,a europa não funcionar como 1 unidade!
Há moeda única a meio termo,há mercado único a meio termo;há uma constante demarcação dos povos ditos do norte dos povos ditos do sul; há uma interminável mediação de nada, fazem-se reuniões de emergência para se acudir os povos mais sufocados pela pressão dos especuladores bolsistas e no fim das reuniões é um constante nada de muito pouco...
Se de facto queremos 1 europa unida porque razão,à semelhança de 1barco a remos,nos limitamos, enquanto europeus, a remar de forma desconcertada e desunida? assim só andamos à roda; o que faz sentido é remarmos todos num mesmo sentido, e aí sim iriamos todos numa mesma direção!
A falta de solidariedade dentro dos membros (a grécia faz parte dos 12 iniciais!?!?)da UE é gritante!
Eu,apesar de condenar veementemente,a falta de organização e vontades gregas(pq p arrastamento isso põe em causa tudo),já há muito que defendo que ou se deixa cair de vez,ou segura-se e mais nada!
a falta de vontade p parte dos politicos europeus é q tem contribuido para o ataque dos especuladores:estes já perceberam que os srs da europa falam falam falam e nada fazem!e isso é que destroi a europa em si! andar a empurrar com a barriga a tomada de decisões é q é o grande mal!
e por tabela levamos,e muito,com esta falta de coragem dos srs da europa!
Ou somos europa,efetivamente,ou dever-se-á por em causa este projeto,q tinha mt potencial para ser bem sucedido!
Re: A saída do Euro e o federalismo não são soluçõ
Mas em que medida é que a balança comercial do Pais (que inclui sectores estado e privado) determina a redução do défice orçamental?

Da ultima vez que reparei défice orçamental e défice comercial sram realidades paralelas que concorrem para o mesmo ponto.

Até podemos duplicar as exportações e reduzir para metade as importações e isso não terá efeito nenhum no défice orçamental se o estado não fizer o mesmo.

Os cidadãos que compram produtos importados fazem-no com dinheiro seu (até pode ser a crédito essa é uma realidade) mas o prinicpal problema é que o estado compra (e isso não quer dizer que importe, até podem ser compras internas) com dinheiro que não é seu.

Ainda que a balança comercial possa melhorar, em que medida é que seu começar a poupar 100 euros por mes o estado das contas publicas melhora?

Sinceramente, o estado é que tem de reduzir as despesas e eventualmente numa proporção semelhante à que obrigaram as familias e empresas a fazer. Sempre fiquei com a ideia que isso é que seria o corte de gorduras do estado...
belo...
provavelmente foi o seu melhor artigo. muito bom mesmo. serviu para mostrar que não há soluções mágicas para o nosso problema. mas acho que poderia ser um pouco mais completo, pois a saída do euro, traria um problema que não abordou directamente aqui. que é a importação de energia. teve um outro artigo em que falou na balança das importações vs exportações e se bem me recordo, falou e muito bem do peso da importação de petróleo e carvão, que se não existisse, poria a nossa balança no positivo. com o abandono do euro, traria como consequencia o aumento do preço dos combustivel e consequente agravamento das importações vs exportações.
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