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A Reputação de Portugal e o Ranking da Inovação "EIS" 2010

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A notícia sobre o ranking de inovação do "European Innovation Scoreboard" ("EIS"), divulgada pelo Expresso, no qual Portugal subiu uma posição (15º) e passou a ocupar a primeira posição no grupo dos países "moderate innovators", vem confirmar a evolução positiva que o país registou em 2010, no ranking do "CountryRep" um estudo anual que mede a reputação de 35 países junto do público em geral dos países que integram o G7, promovido pelo Reputation Institute.

De acordo com o "CountryRep 2010", Portugal, que mantém a 19ª posição no que diz respeito à reputação do país no exterior, mas melhorou o seu índice em 3,4 pontos. Se em 2009 Portugal obteve um índice de 58.37, numa escala de 0 a 100, em 2010 alcançou 61,8 pontos, valor que indica uma reputação "média".

Quanto à Suécia, lidera não só o ranking de inovação do "European Innovation Scoreboard" como o da reputação "Country Rep 2010", com um índice de reputação de 76,33, face à quarta posição que assumira em 2009, com 71,67 pontos.

É curioso que dois estudos que têm na sua base pressupostos distintos apontam conclusões no mesmo sentido. Na verdade, estamos a comparar os resultados de um ranking baseado em critérios objetivos, como é o caso do "EIS", e uma análise que mede perceções como é o caso do "CountryRep". No entanto, é notório que os progressos verificados nos indicadores do "EIS" já começaram a ter impacto nas perceções da opinião pública externa e que se traduzem num incremento da reputação no exterior.

Por outro lado, se o "EIS" reconhece a Portugal um maior investimento em I&D, um aumento do número de PME's inovadoras no que respeita a produtos e serviços, e um acréscimo no número de doutorados, aponta também como fraquezas o fraco impacto económico destes progressos bem como um peso médio reduzido dos produtos de média e alta tecnologia nas nossas exportações.

Comparando novamente os dois estudos e apesar do facto de terem na sua essência pressupostos distintos, a inovação é um indicador utilizado por ambos. O Índice de Reputação de um país assenta na avaliação que é feita ao nível de três grandes drivers que moldam as perceções dos inquiridos acerca dos países, que são: a eficácia governativa, a atractividade natural e cultural e o ambiente de negócios. Todos eles são compostos por um conjunto de vários atributos que precisam de ser melhorados e comunicados de forma continuada no tempo, para que a nossa reputação cresça.

No "CountryRep" o driver "ambiente de negócios" é precisamente o que integra a vertente da inovação de um país, no qual Portugal se destacou. Quando analisamos "ambiente de negócios" estamos a falar da "qualidade e força das marcas nacionais" que de 2009 para 2010 cresceu de 49,8 para 53,1 pontos em termos de reputação, da "inovação das marcas nacionais" que subiu de 47,4 para 48,9, e do "desenvolvimento tecnológico", que cresceu de 44,6 para 48,1.

Ora, são exatamente estes os atributos que marcam maior diferença entre Portugal e os seus competidores na União Europeia e na OCDE, e que poderão catapultar-nos neste ranking de Reputação e que dependem, em larga medida, do progresso dos indicadores medidos no "EIS". Numa altura em que precisamos de estimular a nossa competitividade na área dos bens transacionáveis, a análise do "CountryRep" tem mostrado que existe uma correlação forte entre a reputação do país e o crescimento das suas exportações bem como do afluxo de turismo e investimento estrangeiro. É então fundamental continuarmos a trabalhar quer no progresso dos indicadores de Inovação, área em que nos podemos destacar ainda mais, quer na comunicação dos mesmos, de forma a gerar perceções cada vez mais fortes para Portugal, com impacto direto na avaliação da nossa reputação como país moderno e desenvolvido.

*Managing Partner do Reputation Institute em Portugal


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