17/05/2012 atualizado às 0:47
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A potência e a aldeia

As reacções à morte de Saramago, por omissão ou presença, revelaram que se tratava de um homem polémico que não vivia fora deste Mundo. Mas as diferenças entre Espanha e Portugal mostram mais do que isso.

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
9:18 Terça feira, 22 de junho de 2010

Vamos esquecer a ausência de Cavaco Silva no funeral de Saramago e a sua muito particular forma de ver o cargo que ocupa. Aceitemos uma coisa: que Saramago, como qualquer intelectual que tenha algum interesse, não era consensual.

Não era consensual o seu posicionamento político. Mas era um heterodoxo. Sendo comunista convicto, tanto podia fazer críticas contundentes ao regime cubano como o defender com unhas e dentes. Ia a Israel e não hesitava em dizer o que pensava. Mas não deixava de ir. Discutia a democracia. Era um intelectual empenhado, mas não era um mero instrumento de uma agenda política.

Não era consensual a sua obra. Como escreveu Manuel Gusmão, recontou "a história já contada pelos vencedores" . Foi isso que fez em "Levantado do Chão" e no "Memorial do Convento", transformando os camponeses alentejanos e os servos que construíram o Convento de Mafra (e não os grandes homens) em sujeitos da História, assumindo assim como sua a "tradição dos oprimidos" (Walter Benjamin, citado mais uma vez por Manuel Gusmão). É essa história recontada que está  em "O ano da morte de Ricardo Reis" ou na "História do Cerco de Lisboa".

Também refez a história bíblica, que tantos dissabores lhe causou. Como leitor, teria ficado por "O Evangelho segundo Jesus Cristo". Muitos dos seus livros eram "alegorias do presente" - "Ensaio sobre a cegueira", "Ensaio sobre a lucidez" ou "Jangada de Pedra" - ou apenas alegorias das ansiedades humanas de todos os tempos - "O Homem Duplicado" e "As Intermitências da Morte".

Mas à volta de cada um dos livros nasceu quase sempre uma polémica. Por vezes estéril e pobre - foi, na minha opinião, o caso de "Caim" e do "Ensaio sobre a Lucidez" -, outras marcantes e profundas. Não faltou quem visse em cada uma delas apenas a forma, acusando o autor de golpes publicitários, e ignorasse o conteúdo. Seja como for, Saramago e a sua obra nunca estiveram fora do Mundo. E isso causou incómodo. Uma qualidade, portanto.

Não era consensual na sua personalidade. Os seus "Cadernos de Lanzarote" revelam o melhor o pior. Por vezes um homem grande e generoso. Outras, tão mesquinho e mundano como qualquer homem. Ainda assim, nunca chegou, nessa aparente trivialidade, aos calcanhares da "Conta-Corrente" de Vergílio Ferreira, hoje aceite - e bem - como um nome indiscutível da literatura portuguesa.

Não sendo um homem consensual, não o foi também na sua morte. Mas vale a pena perceber as diferenças entre a forma como Portugal e Espanha lidaram com isso.

Em Espanha, o presidente do governo não se ficou pelas obrigações protocolares. Escreveu um belíssimo texto no El Pais sobre o autor. Só que não foi o único. O católico conservador de direita, Mariano Rajoy, também deixou a sua mensagem elogiosa que foi para lá da mera formalidade. O rei manifestou a sua tristeza. Em Lanzarote o povo anónimo dedicou-se a leituras espontâneas da sua obra. Em Lisboa, vários ministros espanhóis, incluindo a número dois do governo, marcaram presença.

Em Portugal, o campo ideológico oposto a Saramago não se fez representar no funeral. Não esteve lá nem Pedro Passos Coelho, nem Paulo Portas. Cavaco Silva fez o que fez e o que fez seria uma impossibilidade em Espanha. Foram ditas frases de circunstância, mas nos fora de debate, na blogosfera e nas caixas de comentários dos jornais desaguaram insultos, ressentimento e mesquinhas acusações de gente que dizendo-se patriota dedica a sua energia a cuspir na sua própria cultura.

Em Espanha, o homem polémico foi incorporado como fazendo parte da cultura espanhola. Como um seu. "Os espanhóis choram hoje Saramago como um dos nossos, porque sempre o sentimos a nosso lado", escreveu Zapatero a Pilar del Rio.

Em Portugal, Saramago foi linha de fronteira e renegado por parte do País. Com o pequeno pormenor do homem em causa ser português, escrever em português e ter regressado na sua morte a terra portuguesa.

A forma como Espanha lida com o que tem, mesmo que o tenha por adopção, e Portugal lida com a sua cultura ajuda a explicar porque uma é uma potência cultural e o outro apenas um país cheio de talentos que acabam, mais tarde ou mais cedo, por partir ou viver próximo da indigência.

Os nossos escritores são tratados como adereço para citações em discursos e os nossos criadores como "subsidiodependentes". Somos um país pequeno, onde toda a gente se conhece. Isso ajuda a explicar a nossa mesquinhez, em que o ressentimento conta mais do que o orgulho. É normal. O que é estranho é que façamos questão de não deixar de ser uma aldeia.

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A minha Pátria é a lingua Portuguesa
águiadois (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 10:09 | Terça feira, 22 de junho de 2010
Uma certa esquerda-ligada á candidatura de Alegre-fez da morte de Saramago uma bandeira de campanha e da ausência de Cavaco um cavalo de batalha para construir os moinhos de vento do costume.
Claro que isso deu asneira da grossa, não é intelectualmewnte sério-até pela forma como se dirigem ao Presidente, e hoje até Daniel Oliveira se vê obrigado a recuar em toda a linha.
Afinal, quem faz deste País,Portugal, ainda mais pequeno do que é são este tipo de comportamentos politicos e as exdrúxulas posições que alguns ditos teóricos apregoam, nas suas avenças ,com que vão sobrevivendo e em prejuízo da já débil situação financeira da Imprensa Portuguesa.
Portugal-como defendeu- erradamente -Saramago-não precisa de ir para Espanha e por essa via ser uma potência.
" A minha pátria é a lingua portuguesa": essa é a dimensão Universal de Portugal, que nenhum Nobel ou nenhum outro aspirante a senhor da terra ,pode banalizar,colonizar ou apagar de uma Histórias com oito séculos.
 
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    Cegos que vêem, cegos que, vendo, não vêem    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 11:19 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Cegos que vêem, cegos que, vendo, não vêem    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 11:22 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Avença dos cimbalinos    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 11:35 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Avença dos cimbalinos    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 11:46 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Avença dos cimbalinos    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 12:38 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Avença dos cimbalinos    Ver comentário
Hamílcar Barca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:45 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Avença dos cimbalinos    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 3 pontos , 15:31 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Avença dos cimbalinos    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 16:16 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Cegos que vêem, cegos que, vendo, não vêem    Ver comentário
Gamo30 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:47 | Terça feira, 22 de junho de 2010
DANIEL E OS MAUS, OS INCIVILIZADOS E OS INCULTOS
odisseia na terra (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 10:28 | Terça feira, 22 de junho de 2010
Com a pré época eleitoral já no horizonte e tendo vc escolhido apoiar um cadidato idiota todas as oportunidades são boas p não só criticar gratuitamente quem não gosta d Saramago como tb não hesita em passar atestados d menoridade intelectual a uma significativa parte do povo unicamente porque tb na bajulou o escritor na hora da sua morte. Vc é o BOM e nós somos todos MAUS.Esta reacção d pretensa superioridade moral e de leviandade na emissão d juízos d valor, fáceis, é típica d gente da sua tribo. Vc parte do princípio q ser civilizado, ser moderno impõe gostar d Saramago.Pois eu lhe digo q NÃO gosto do homem NEM da sua obra e q isso não faz d mim nem menos culto ou civilizado.Saramago é uma figura controversa porque usufruiu, apesar d o ter combatido, do pluralismo típico da Democracias ocidentais.Se as suas teses comunistas tivessem sido implementadas estaríamos todos ainda hoje a chorar e a adorar o féretro do homem. É em nome do pluralismo q eu lhe digo q NÃO reconheço qualquer genialidade ao homem. Saramago não se esgotava no escritor e como homem público deixou muito a desejar.O seu apoio incondicional ao comunismo, o apoio á “monarquia vermelha” cubana foram manifestações legítimas mas criticáveis mas tb só possíveis porque ele vivia em liberdade num Estado d Direito.Nunca se esqueça disto! Pois é nisto q reside a diferença entre o q Saramago defendia e o regime em q vivia…Os espanhóis não fazem isto por acaso.São peritos em adoptar intelectuais...Saramago NÃO foi o 1
 
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José Saramago
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:29 | Terça feira, 22 de junho de 2010
Entendi não dar nada mais para este "pobre" peditório.
Faço-o apenas pela perplexidade que me causa a afirmação do autor de que este escritor sempre foi um comunista convicto!
Tem a certeza disso ?
Então como justifica o pouco entusiasmo com que os comunistas se associaram ao acontecimento do seu desaparecimento do número dos vivos ?
Qual a razão, se era assim um comunista tão convicto, não apoiou o candidato proposto pelo PCP para a Câmara Municipal de Lisboa, Ruben de Carvalho ?
Pelo contrário, esteve ao lado de António Costa, do PS.
É que ele tinha saudades do PCP de Álvaro Cunhal, dos tempos do PREC e das "liberdades" da antiga União Soviética!
Embora não seja comunista, este Partido evoluíu algo e nada tem a ver com os do tempo do PREC !
 
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    Re: José Saramago    Ver comentário
userEX105252 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:38 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    José Saramago (comunista convicto e.. lúcido)    Ver comentário
Hamílcar Barca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:58 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: José Saramago    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 14:04 | Terça feira, 22 de junho de 2010
A potência e a aldeia
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:32 | Terça feira, 22 de junho de 2010
Por vezes dou por mim a pensar como é que este País se conseguiu separar de Espanha. Vem-me à ideia a batalha de Aljubarrota, os Atoleiros e muitas mais. Como isso foi possivel só Deus sabe se nos lembrarmos que Nossa Senhora ainda não tinha aparecido em Fátima para poder fazer o milagre. Como a imaginação não tem fronteiras lembro a epopeia dos Descobrimentos de que tanto nos orgulhamos e com razão. Nunca me sai da cabeça D. Afonso Henriques, que ao virar o cavalo para Sul foi o causador de todo este fado. Contra minha vontade ressalta-me à memoria aqueles que na historia que se ensinava em tempos que já lá vão na Quarta Classe, são vistos como heróis, mas também como traidores ao serviço de Espanha, como Fernão de Magalhães e Cristovão Colombo. Saramago escritor que eu não gosto de ler, mas que não deixo de admirar, fez-me lembrar que tal como Camões os Velhos do Restelo nunca partiram, mas que sempre estiveram connosco. Tratamos e dizemos mal de tudo o que é nosso, por uma questão de inveja e mesquinhez. Sócrates tem sido também vitima desta nossa maneira de ser, mas não será seguramente a última.
 
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    Sócrates mentiu ao Parlamento    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 10:38 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: SOCRATES E SARAMAGO...    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 10:42 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: SOCRATES E SARAMAGO...    Ver comentário
Hamílcar Barca (seguir utilizador), 1 ponto , 13:08 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: SOCRATES E SARAMAGO...    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 14:05 | Terça feira, 22 de junho de 2010
Saramago e a sua espiritualidade
vera borges (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:37 | Terça feira, 22 de junho de 2010
Saramago não era consensual, era polémico. Mas nos seus Cadernos de Lanzorote... li este parágrafo que transcrevo, pois creio ser elucidativo do homem de quem se fala.
Em Cadernos de Lanzarote - Diário IV - no dia dezassete de Junho de 1996 José Saramago escreveu o seguinte:
...

17 de Junho

" De manhã, quando estava para sair do hotel, telefonou-me Manuel Lopes a pedir-me um depoimento sobre David Mourão Ferreira. Que tinha morrido. Não o sabia, e, absurdamente, custou-me a acreditar embora se tratasse de uma «morte anunciada». Disse a Manuel Lopes que não era só literariamente que tinhamos ficado mais pobres, que também ficavamos reduzidos espiritualmente. Ainda que a alguns possa parecer o mesmo, não o é."

Para finalizar, caro Daniel, nós (Portugal) não somos uma aldeia... a mentalidade de muitos é que é uma "mentalidade de aldeia", pequena, tacanha, sem horizontes.

 
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    Re: Saramago e a sua espiritualidade    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 14:51 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Saramago e a sua espiritualidade    Ver comentário
vera borges (seguir utilizador), 1 ponto , 21:04 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Saramago e a sua espiritualidade    Ver comentário
Gamo30 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:57 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Saramago e a sua espiritualidade    Ver comentário
vera borges (seguir utilizador), 1 ponto , 21:19 | Terça feira, 22 de junho de 2010
Mol bie
Spitzer (seguir utilizador), 2 pontos , 11:13 | Terça feira, 22 de junho de 2010
Na aldeia, inveja-se a potência.. mas não se está disposto a mudar de vida e tomar as atitudes que fizeram da potência aquilo que ela é.

Concordo particularmente com o penúltimo parágrafo. Creio que se resume nessas três linhas muito do que há de errado com a «estranha forma de vida» dos portugueses.
 
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neste triste país...
B l u e S k y (seguir utilizador), 2 pontos , 13:42 | Terça feira, 22 de junho de 2010
...o que é de esquerda é muito bom, o resto é lixo.
Lobo Antunes é pior escritor que Saramago? Não creio.
Porque é que nunca ganhou o Nobel? ...talvez um dia a academia sueca possa explicar!
Então, porquê toda esta histeria em volta de Saramago?
Saramago foi um grande escritor mas não foi coerente como homem. Denunciou as atrocidades da Bíblia e da igreja, mas nunca criticou Goulag e as muitas atrocidades de muitos regimes comunistas. NÃO TEVE CORAGEM. Nesse aspecto, foi intelectualmente desonesto. Talvez tenha sido esse o seu maior "erro".
 
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    Re: neste triste país...    Ver comentário
antonioportuense (seguir utilizador), 1 ponto , 17:40 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
Colombo e Magalhães...
mpreto (seguir utilizador), 1 ponto , 11:04 | Terça feira, 22 de junho de 2010
Conta-se que há muitos séculos atrás, uns Portugueses, rejeitados pelo poder, rumaram em direção à Espanha dos reis católicos... e fizeram história
 
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Não vale a pena!
Rits_2010 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:11 | Terça feira, 22 de junho de 2010
Quem não percebe que Saramago é um marco na história literária portuguesa e que os políticos lhe devem reverência é, peço desculpa, ignorante e casmurro.

Em Espanha e, de resto, em boa parte do mundo, perceberam-no. Em Portugal, a direita foi hipócrita e mesquinha!
 
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Concordo.
Kurrusivo (seguir utilizador), 1 ponto , 12:28 | Terça feira, 22 de junho de 2010
Concordo plenamente com texto. A unica coisa que me surpreende é a admiração com esta mesquinhes de algumas aréas de sociedade portuguesa.

Lembram-se do Zeca Afonso? Foi exactamente o mesmo que aconteceu: Morreu em Espanha, foi reconhecido e chorado em Espanha, mas cantava em Portugues. Em Portugal os medíocres do costume fizeram de conta.

Alguém que atire um cagalhão "retorcido e fumegante" ao Sousa Lara e outro ao Aníbal. Pleeeease!!!!

Kurrusivo

 
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    Re: Concordo.    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 15:33 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Concordo.    Ver comentário
Kurrusivo (seguir utilizador), 1 ponto , 16:56 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Concordo.    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 17:08 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Concordo.    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 2 pontos , 17:30 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Concordo.    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 19:40 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Concordo.    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 21:12 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Concordo.    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 5:10 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
Só uma nota
Prestige (seguir utilizador), 1 ponto , 12:33 | Terça feira, 22 de junho de 2010
Não se pode comparar o significado que Saramago tem para os dois países ibéricos desta forma. O escritor desempenhou papeis de diferente dimensão em Portugal e em Espanha.
Há todo um passado político de Saramago em Portugal que não é relevante para a imagem que os espanhóis têm dele. Suponho que em Espanha o vejam mais como um escritor, intelectual e activista politico. Em Portugal ninguém se esquece do seu papel na política portuguesa no tempo do PREC.
 
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    Re: Só uma nota    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 14:42 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Só uma nota    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 15:39 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Só uma nota    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 2 pontos , 17:35 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Só uma nota    Ver comentário
Gamo30 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:34 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Só uma nota    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 21:09 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Só uma nota    Ver comentário
José Pasternak (seguir utilizador), 1 ponto , 7:34 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
    Re: Só uma nota: o ambiente...    Ver comentário
José Pasternak (seguir utilizador), 1 ponto , 7:13 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
    Re: Só uma nota: o ambiente...    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 12:50 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
    Re: Só uma nota: o ambiente...    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 12:52 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
    Re: Só uma nota: o ambiente...    Ver comentário
José Pasternak (seguir utilizador), 1 ponto , 1:00 | Quinta feira, 24 de junho de 2010
    Re: Só uma nota: o ambiente...    Ver comentário
José Pasternak (seguir utilizador), 1 ponto , 1:17 | Quinta feira, 24 de junho de 2010
    Re: Só uma nota: o ambiente...    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 13:03 | Quinta feira, 24 de junho de 2010
    Re: Só uma nota: o ambiente...    Ver comentário
José Pasternak (seguir utilizador), 1 ponto , 17:20 | Quinta feira, 24 de junho de 2010
Portugal já não se pode justificar com latinidade
Cisneros (seguir utilizador), 1 ponto , 12:54 | Terça feira, 22 de junho de 2010
Em primeiro lugar somos um País de invejosos.

Mas tambem temos um coração maior que todos os outros países juntos. Na desgraça alheia -como se viu agora na Madeira - só não demos a camisa do corpo porque não podiamos. Isto, quando se não gostava de Jardim - que por sua vez nos tratava como cubanos e outros mimos da Ilha. Esquecemos tudo isso - como por encanto - e soubemos distinguir os nossos concidadãos Madeirenses do jóio. Até no expectro politico tudo mudou e eram bastante duras as críticas ao "Contenente" - reconhecendo-se e congratulando-se por sermos afinal - bons e fácilmente unidos e solidários.

A Espanha não é melhor que Portugal - embora neste caso de Saramago - se tenha portado melhor do que muitos concidadãos da naturalidade do Escritor Nobel... Mas Saramago foi tratado tambem muito bem pelos Portugueses que reconheceram nele um dos seus -nunca o negaram -mesmo quando foi obrigado a imigrar - porque acima das crenças políticas e religiosas - ou da ausencia delas - prevalece sempre o Homem, o combatente que - ao contrário de quem o queria Espanhol -sempre afirmou que Portugal seria sempre o seu País.

A inveja de Saramago vem muita do próprio meio em que se popularizou -mesmo afirmando que outros Portugueses mereceriam o Nobel! Atitude descomprometida não teve este Homem... Pugnou pelos Portugueses mais fracos e mais excluídos e como se não chegasse -contra todas as iniquidades aos seres humanos do Mundo. Universalidade que o reconhece agora! Viva!
 
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    Re: Portugal já não se pode justificar com latini    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 2 pontos , 17:37 | Terça feira, 22 de junho de 2010
    Re: Portugal já não se pode justificar com latini    Ver comentário
antonioportuense (seguir utilizador), 1 ponto , 17:38 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
    Re: Portugal já não se pode justificar com latini    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 2 pontos , 23:24 | Terça feira, 29 de junho de 2010
A aldeia dos esquecidos
CãodaRosa (seguir utilizador), 1 ponto , 13:20 | Terça feira, 22 de junho de 2010
Na aldeia dos esquecidos, há os que morrem e os que vivem para sempre, José Saramago está, quer queiram quer não, entre os que viverão para sempre. Por isso, o comportamento, pouco dignificante de determinados políticos nada significa, aliás estou em crer que Saramago, onde quer que esteja não os queria lá, e só demonstram a nossa pequenez. O escritor foi uma voz incómoda para os poderes instalados, a sua rectidão de carácter, a sua independência não agradaram aos senhores de uma certa classe, não agradaram às irmandades que por aí existem e isso tem os custos que se conhecem numa aldeia esquecida como esta em que se tornou o nosso país. Num espaço assim, onde impera a inveja e a mesquinhez não se podia esperar comportamento diferente de pessoas como Cavaco, D. Duarte, Passos Coelho, Portas, Gama, entre outros “ressabiados” do regime. O espírito de Saramago, o seu exemplo de pessoa honesta e vertical perdurará para sempre, a sua obra não pode, nem será esquecida e os “capatazes” da República terão apenas direito a meia linha, se tiverem, na História de Portugal. Não é fácil a vida de quem sabe dizer não e Saramago, dizia o que pensava sobre as coisas da vida. Porque sou católico Deus o abençoe onde quer que esteja.
 
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NÃO, CAVACO !
Figgs (seguir utilizador), 1 ponto , 13:43 | Terça feira, 22 de junho de 2010
Gosto 100 x mais do Cavaco que do Saramago, personagem com quem nunca simpatizei, mas, que diabo ! Prémio Nobel da Literatura só temos um. Não se admite que o Cavaco não me tenha representado ( a mim e a todos )
 
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Apreciar Saramago
jazão (seguir utilizador), 1 ponto , 15:01 | Terça feira, 22 de junho de 2010
Que era de facto um homem mau e amargo, é muito dificil para quem está do outro lado da mira da espingarda. Pessoalmente nunca pude com o personagem, nem com os livros dele, nem com a estreiteza dos seus pontos de vista, nem com as polémicas artificiais que criou para dara nas vistas.
Também nunca gostei do Virgilio Ferreira que tive como professor de português e latim e adorava humilhar os alunos, mas leio-o com gosto. Diferença.
Concluindo, a bodas, baptizados e funerais, vai quem quer e é convidado. Os Norte Coreanos acabaram por lhe prestar a melhor homenagem: fizeram greve à capacidade de jogar futebol, em memória de um grande defensor do grande timoneiro. Em memória do homem que saneou os Diário de Noticias de todos quantos não eram comunistas, que transformou o DN no Pravda.
Como disse alguém o personagem era odioso, os livros, para quem gosta, cá ficam. Aproveitem para os ler, se conseguirem. E viva o Nobel!
 
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