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A pergunta proibida: a Europa tem futuro?

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 Quarta feira, 31 de agosto de 2011

A pergunta meio apocalíptica já não é mania de pessimista. Tendo em conta o que está em cima da mesa e, sobretudo, tendo em conta aquilo que aí vem, a pergunta proibida faz sentido: a Europa tem futuro? Esperemos que sim, mas, por enquanto, três fantasmas ensombram a confederação europeia. 

I. Como é possível existir uma união quando a social-democracia nórdica é percepcionada pelo sul da Europa como "neoliberalismo" (i.e., fascismo-que-veste-Armani)? Ao nível da ética de trabalho e das leis laborais, um social-democrata holandês ou dinamarquês diz coisas que nem o CDS tem coragem para dizer. O problema não é a inexistência de um demos europeu. O problema começa muito antes. Começa na ausência de um debate europeu. Por outras palavras, não existe uma cultura política europeia. E, sem uma cultura política a montante, não pode existir uma união monetária e institucional a jusante. Ou pode?

II. Como é possível concebermos as eurobonds quando - a montante - ainda é dificílimo fazer uma harmonização de políticas? Veja-se, por exemplo, a polémica em redor do teto constitucional sobre a dívida soberana. A nossa esquerda não aceita essa medida. Problema ainda maior? O PS, grande defensor das eurobonds, não percebe que o teto constitucional é uma das antecâmaras da institucionalização das eurobonds. Projectar eurobonds sem uma harmonização das políticas é como começar uma casa pelo telhado.

III. No debate em curso, os média e responsáveis políticos falam das eurobonds como se isso não implicasse uma viragem para o federalismo . Não tenho qualquer problema teórico com o federalismo. Aliás, como tem defendido Paulo Rangel, um país como Portugal teria mais protecção e peso numa Europa federal a sério . Ou seja, nos hipotéticos Estados Unidos da Europa, Portugal estaria melhor do que está nesta confederada União Europeia. Para começo de conversa, num senado europeu, Portugal teria tantos senadores como a Alemanha. Portugal não seria anulado como entidade autónoma e historicamente distinta dos restantes estados europeus. Bom, mas isso já é outra conversa. Neste momento, queria apenas colocar uma dúvida história sobre a mesa: os eleitorados europeus estão preparados para essa integração política? Todos os sinais indicam que não.

O que poderá transformar este rotundo não num sim redentor? A noção de que apenas uma federação europeia pode defender os valores e interesses europeus num mundo marcado pelo poder dos gigantes asiáticos? O medo da URSS iniciou a integração europeia. O medo da China e das implicações de um mundo pós-europeu completará esse ciclo de integração? Talvez. Sozinhas, sem uma unidade federal, as nações europeias não passam de pigmeus num mundo com a China, a Índia, a Indonésia, o Brasil, etc. Até a Alemanha é pequena neste novo mundo. O medo de cair nesta irrelevância pode ser a chave do federalismo.

 

 

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Tem futuro a Europa!
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 8:24 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
E para a frente é que é o caminho.Para trás mija a burra,já diziam os "novos do restelo".
 
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userEX62035 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:08 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
Convicções
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 8:30 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
Não sei onde é que o autor foi buscar essa convicção de que no sul da Europa, vemos os nórdicos como "fascistas que vestem Armani". Nunca tal ouvi dizer e as referências de amigos e conhecidos são, pelo contrário, de elogio.

A construção de uma Europa federada, deve ser o objectivo político dos povos. É preciso ter dimensão territorial, política e económica, para existir num mundo de grandes blocos.
Essa é que é a missão.
  Eurobons, crises, etc são pormenores da formação desse espírito europeu, cuja criação deve ser acarinhada pelos lideres políticos com visão de futuro, esbatendo diferenças e apregoando virtudes da união.

Se houver convicção, se se abandonar a visão de curto prazo, podem até aproveitar-se os problemas que vão surgindo para avançar no grande plano da Europa com dimensão e poder para ombrear com Rússia,USA,China,Índia e futuros blocos América do Sul e , até, uma grande África.

 
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    Re: Convicções    Ver comentário
ocehcap (seguir utilizador), 1 ponto , 10:35 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
Re: A pergunta proibida: a Europa tem futuro?
Fabio84 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 9:04 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
Ter tem, que remédio teremos nós que ter, a bem ou a mal!

O problema é que os políticos europeus, principalmente daqueles países que se julgam imunes a crises económicas, não querem perder poder a favor dos pequenos e periféricos países europeus. E pior ainda é que os países que se julgam imunes às crises económicas dependem e muito dos países que estão hoje em risco de incumprimento, e porque? Porque os principais compradores do crescimento económicos desses países são os países que encontram agora endividados, é tudo uma questão de trocas económicas.

O problema é que existem factores externos à UE, e a China é o grande fantasma que assombra toda a economia ocidental. E como os políticos europeus estão mais preocupados em manter o poderio nos grandes países europeus, estão-se a esquecer que quando se luta contra gigantes (China), que vivem de mão de obra escrava, barata, sem qualquer tipo de condições de segurança e saúde, e virada para a produção em massa. Não há país europeu que se aguente se não forem tomadas medidas em relação a uma economia agressiva, que produz quase tudo no mundo e por consequência o maior criador de riqueza do mundo e se recusa a valorizar a sua moeda, nós europeus ou os americanos não teremos hipóteses e seremos subjugados.

Se não existirem medidas que tornem a europa mais competitiva e que defendam a sua economia, as eurobonds, só servirão para proteger as economias mais vulneráveis, mas não resolverão o problema da dívida e da recessão.
 
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'A pergunta proibida: a Europa tem futuro? 1/2
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 10:13 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
Estou com o Moncarapacho aqui, não percebo "onde o autor foi buscar essa convicção de que no sul da Europa, vemos os nórdicos como 'fascistas que vestem Armani'", isto é, que seria neo-liberal. Sigo os seus links e chego a um texto do próprio autor (mais uma vez) onde se confronta as medidas de redução de despesa de Isabel Alçada com o subsídio às escolas privadas pelos países nórdicos... como se isso fosse suficiente para vermos os Nórdicos como fascistas.

Será porque os países nórdicos viraram à direita? Mas seria o cúmulo da hipocrisia considerar as políticas destes (ou a redução do social que propõem) como sendo a social-democracia Nórdica ou a responsável pelo elevado estatuto económico destes.

Assim, até ver, HR continua a fazer o que sabe melhor, a jogar com as simpatias e antipatias que temos por cada personagem para vender as suas ideias, em vez de convencer-nos pelo valor delas por si. E melhor maneira de terminar o diálogo que ele diz não haver, não há (como poderia haver, se ele assenta o seu diálogo em ataques ad hominem àqueles com quem o poderia fazer?)

O que vale é que os seus temas são bons. A Europa tem futuro? Tem. Nós não estamos em órbita de um buraco negro que nos vai engolir a todos. Persistiremos sempre. Mas, e desconfio muito que é essa a parte escondida da pergunta, dificilmente voltaremos a ser o número 1. Mas quem faz questão por isso?
 
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Blá, blá, blá
fmart8 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:15 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
I. A percepção que tenho é que toda a esquerda moderada olha com respeito e admiração para o sistema social e político nórdico, pois garante uma enorme protecção social e considerável justiça social. Dificilmente poderá chamar-se-lhe Capitalismo Selvagem.

II. As uniões e as integrações são difíceis. Almejar um projecto destes, único e inovador, sem esperar dificuldades é coisa de anjinhos.

III. O Federalismo é uma opção mas devemos acautelar duas coisas essenciais:
1. A igualdade ABSOLUTA entre Estados;
2. A legitimidade para abandonar a Federação por livre iniciativa.

O Henrique fala--nos num Senado com um Senador por Estado, mas se puxarmos a fita atrás vamos descobrir que já tivemos muito mais peso dentro da UE do que o que temos agora. De tratado em tratado fomos passando à claque.
Se se formar a Federação a Europeia, não podemos permitir vir a ser europeus de segunda. É obrigação nossa para com os portugueses do passado e do futuro!

IV. A China é uma ameaça porque queremos. Porque é que se permite que um país sem qualquer tipo de regras compita com a Social Democracia Europeia em igualdade de circunstâncias? Fácil: há milhares de multi-milionários europeus e americanos que engordam à custa das fábricas que têm na China!
No dia em que quisermos por a China na ordem, pomos.

V. Não me consta que a Suiça, Noruega e Canadá estejam preocupados com os gigantes asiáticos. Será que vão sucumbir no mundo pós-europeu?
 
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    Re: Blá, blá, blá    Ver comentário
Borrifador (seguir utilizador), 1 ponto , 10:45 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
    Re: Blá, blá, blá    Ver comentário
fmart8 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:51 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
    Re: Blá, blá, blá    Ver comentário
Borrifador (seguir utilizador), 1 ponto , 14:40 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
    Re: Blá, blá, blá    Ver comentário
Annia (seguir utilizador), 1 ponto , 17:34 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
'A pergunta proibida: a Europa tem futuro? 2/2
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 10:58 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
Concentrando-me agora nos detalhes, é interessante ver que Henrique Raposo agora já admite como factor de união da Europa ("um sim redentor"), uma narrativa negativa:

"O medo da URSS iniciou a integração europeia. O medo da China e das implicações de um mundo pós-europeu completará esse ciclo de integração?"

Extraordinário, nem uma palavra para a "identidade Kantiana" da Europa. Pelos vistos, medo da URSS é bom, medo da China é bom, medo dos EUA (quando este era a única força hegemónica credível) é mau, não obstante todas estas ameaças servirem o mesmo propósito de compelirem à união. Goste-se ou não de narrativas negativas, há aqui uma clara duplicidade de critérios.

Talvez porque o interesse fosse apenas atacar a esquerda? Como alguém bem reparou, se Strauss-Khan, (socialista) era anti-Americano, também Chirac (direita) o era. O elemento comum ao discurso anti-Americano não é a Esquerdismo dos seus oradores.

"os eleitorados europeus estão preparados para essa integração política?"

Também penso que não.

Quanto à questão dos EuroBonds, eu penso que há dois conceitos diferentes em disputa aqui. Por um lado há aqueles que os vêm como títulos de dívida normal como outros quaisquer. Mesmo esse conceito não exige harmonização, mas uma entidade emissora única que os aproveita... podia ser a comissão. Mas não é isso que se pede. O que se quer é garantir um acesso ao crédito quando o mercado irracionalmente o nega. O que se quer é um remédio, não um alimento.
 
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A pergunta proibida: a Europa tem futuro?
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:03 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
Como já o disse aqui por diversas vezes eu sou um europeista convito, mas do Atlântico aos Urais, porque a Rússia sendo um País com petróleo e gás vem suprir uma falha do resto da Europa e que tanta falta faz. Se o Mundo continuar a caminhar no mesmo sentido dos últimos anos, não vejo que o Velho Continente tenha outra saída se quiser sobreviver. Não nos podemos esquecer que só um único País como a China terá dentro em pouco 60% do PIB Mundial. Os Nacionalismos são muitos bonitos, mas de barriga cheia, porque com ela vazia não passam de uma anedota. Para grandes males grandes remédios e esta crise é bem capaz de trazer a solução para a sobrevivência da Europa.
 
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Extraordinário...
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 17:14 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
O ministro das finanças, Louçã Gaspar acaba de exprimir a opinião de que a situação da MADEIRA é INSUSTENTÁVEL. Não podemos baixar os braços em relação ao escândalo da Madeira até que o problema se resolva para sempre a bem do nosso futuro e das posteriores gerações. Se os madeirenses querem continuar com o regabofe na sua terra, então devem arcar com a responsabilidade de um empréstimo internacional em que podem dar como garantia o seu próprio território. Nós devemos ficar de fora...
 
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HR
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:25 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
Tem e vai dependes exclusivamente dos políticos que comandarem o resto dos países, pois a tarefa de controlar os corruptos é a maior dificuldade.
 
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Essa dos nordicos...
userEX315002 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:30 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
è mais uma tentativa para denegrir a esquerda...ora confessa la! Epa que trauma, o menino que te bateu em criança não representa toda a esquerda! Isto do bullying marca uma pessoa para a vida. Fox precisas de ajuda para acompanhamento psicológico?
 
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E a soberania
ah_sim_compreendo (seguir utilizador), 1 ponto , 11:13 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
Será que a maior segurança dos países mais fracos compensa a sua perca de soberania?

As deslocalizações dos centros de decisão nunca deram certo para os parceiros mais fracos. A História Portuguesa também exemplifica isso (1580-1640).

Os Estados Unidos Europeus nasceriam sobre a hegemonia da Alemanha e da França, com um Reino Unido devidamente escudado no seu tamanho, prestígio e influencia.

Os países mais pequenos teriam a sua representação, como é obvio, mas com a mudança de contextos socio-económicos o estatuto inicial poderia sofrer tal erosão que significaria a perda da soberania.

Claro que também poderemos ponderar outro cenário:

Uma Europa agora também unificada a nível fiscal e financeiro (um único orçamento de Estado) e uma economia competitiva a nível global.

Um governo multicéfalo a representar os 27 Estados membros.

Um controlo burocrático superior várias vezes ao que existe hoje, estendendo-se a todos os aspectos da vida dos Europeus.

Medidas europeias formatando todas as realidades nacionais.

E tudo a dar certo, a funcionar bem, sentindo-se todos os cidadãos europeus representados nesta enorme entidade abstrata chamada Estado, agora, Europeu! Parece realizável?

A mim, faz-me lembrar o Kremelin.
 
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Porquê?
Neo-Albatroz (seguir utilizador), 1 ponto , 12:13 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
A Europa não se faz não é porque os europeus não queiram, é porque os governos nacionais dos 27 não querem. Com receio de se virem a tornar numa espécie de autarcas do interior e de não poderem dispor dos dinheiros públicos como agora acontece, esses governos nada fazem para promover a discussão sobre a Europa, e deliberadamente transformam as eleições europeias em manifestações de apoo ou protesto aos governos nacionais. São os governos que fomentam o desinteresse dos cidadãos, para depois terem a desculpa de que "o povo não quer a Europa". Quando, apesar de todas as limitações, já hoje os nossos direitos e os nossos interesses são melhor protegidos pelo Parlamento Europeu do que pela AR. Quanto mais Europa, menos dependentes ficaremos dos caprichos alemães, franceses ou britânicos.
 
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    Re: Porquê?    Ver comentário
Nuno de Santarém (seguir utilizador), 1 ponto , 16:17 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
Porreiro
anti-r (seguir utilizador), 1 ponto , 13:41 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
A Europa não tem Futuro, e se olharmos a história o erro repete-se GANANCIA
 
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Fossem os nossos politicos serios...
ceticus (seguir utilizador), 1 ponto , 13:56 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
O que diferencia a Social-democracia Nordica relativamente a do sul da Europa e tao somente os atores politicos!
A percepcao que tenho do norte da Europa, e de uma sociedade cujos interveniente politicos pautam a sua postura por uma rectidao etica, honestidade politica e seriedade moral em contraste, no sul os intervinientes politicos mentem com quantos dentes tem, permitem-se envolver em escandalos financeiros, eticos e morais com a maior impunidade!

Quem sabe, sera isso que destingue a social-democracia nordica daquilo que chama "fascismo neoliberal"…

Simplesmente os atores politicos do sul da Europa, tem sido e sao maus…
 
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A Europa tem futuro.
A.S.Duarte (seguir utilizador), 1 ponto , 14:45 | Quarta feira, 31 de agosto de 2011
Este texto do H.R. é deveras interessante. O autor faz as perguntas e dá as respostas às mesmas. É uma táctica que,aliás, não é original e já tem sido utilizada pelo próprio, o que lhe permite ter e não ter opiniões e fazer e não fazer afirmações.
          O tema é complexo e tratado deste modo não dá para grandes discussões. A Europa tem futuro? Eu acho que sim.E por que razão? É obrigada a ter...
           
 
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