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50 anos da crise académica (I)

A noite em que a polícia prendeu 1500 estudantes

O Expresso recriou a maior detenção jamais realizada durante o Estado Novo. Aconteceu numa madrugada de maio em plena crise académica de 1962. Faz agora 50 anos.

Greves às aulas, aos exames e até de fome. Plenários e manifestações. Polícia política e de choque. Confrontos e mais de mil detenções numa única noite. A maior de todo o Estado novo. Faz agora 50 anos que a Academia de Lisboa viveu um dos momentos mais conturbados da sua história.

Numa iniciativa inédita, o Expresso reuniu alguns dos principais protagonistas e recriou os passos que se seguiram a um dos episódios mais dramáticos da crise académica de 1962: a detenção de 1500 estudantes na madrugada de 11 de maio. Da cantina da cidade universitária à prisão de Caxias, passando pela reitoria e pelo Governo Civil de Lisboa. Estas são as estórias que fazem a história desse maduro maio de há 50 anos.

Amanhã, no segundo de uma série de cinco vídeos que publicaremos ao longo desta semana, Isabel do Carmo recorda o plenário em que propôs atirar flores aos polícias...



AGRADECIMENTO

O Expresso agradece a colaboração da Carris, Reitoria e Serviços de Ação Social da Universidade de Lisboa, Estádio Universitário de Lisboa, Associação Académica de Lisboa, Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública e Direção-Geral dos Serviços Prisionais, bem como à comissão para as Comemorações do Cinquentenário da crise académica de 1962. Sem o seu apoio não teria sido possível reviver estes momentos. Agradecemos ainda a todos aqueles que estiveram presentes, partilhando as suas memórias.


Opinião


Multimédia

Portugal foi herdado, comprado ou conquistado?

Era agosto em Lisboa e, às portas de Alcântara, milhares de homens lutavam por dois reis, participando numa batalha decisiva para os espanhóis e ainda hoje maldita. Aconteceu em agosto de 1580. Mais de 400 anos depois, o Expresso deu-lhe vida, fazendo uma reconstituição do confronto através do recorte e animação digital de uma gravura anónima da época.

A paixão do vinil

Se para muitos o vinil é apenas uma moda que faz parte da cultura do revivalismo vintage, para outros ver o disco girar nunca deixou de ser algo habitual.

Com Deus na alma e o diabo no corpo

Quem os vê de fora pode pensar que estão possuídos. Eles preferem sublinhar o lado espiritual e terapêutico desta dança - chamam-lhe "krump" e nasceu nos bairros pobres dos Estados Unidos. De Los Angeles para Chelas, em Lisboa, já ajudou a tirar jovens do crime. Ligue o som bem alto e entre com o Expresso no bairro. E faça o teste: veja se consegue ficar quieto.

O Cabo da Roca depois da tragédia que matou casal polaco

Os turistas portugueses e estrangeiros que visitam o Cabo da Roca, em Sintra, continuam a desafiar a vida nas falésias, mesmo depois da tragédia que resultou na morte de um casal polaco, cujos filhos menores estavam também no local. Durante a visita do Expresso, um segurança tentou alertar os turistas para o perigo e refere a morte do casal polaco. O apelo não teve grande efeito. Veja as imagens.

Ó Capitão! meu Capitão! ergue-te e ouve os sinos

Ele foi a nossa ama... desajeitada. Ele foi o professor que nos inspirou no liceu. Ele trouxe alegria, mesmo nas alturas mais difíceis. Ele indicou-nos o caminho na faculdade. Ele ensinou-nos a manter a postura, mas também a quebrar preconceitos. Ele ensinou-nos que a vida é para ser aproveitada a cada instante. Ó capitão, meu capitão, crescemos contigo e vamos ter de envelhecer sem ti. 

Crumble. A sobremesa mais fácil do mundo

Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida, especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Voámos num F-16

Um piloto da Força Aérea voou com uma câmara GoPro do Expresso e temos imagens inéditas e exclusivas para lhe mostrar num trabalho multimédia.

Salada de salmão com sorvete de manga

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Por faróis nunca dantes navegados

São a salvaguarda dos navegantes, a luz que tranquiliza o mar. Há 48 faróis em Portugal continental e nas ilhas. Este é um acontecimento único: todos os faróis e 1830 km de costa disponíveis num mesmo trabalho. Para entendê-los e vê-los, basta navegar neste artigo.

Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.

Jaguar volta a fabricar desportivo dos anos 60

Até ao verão será fabricado um número limitado de desportivos Jaguar E-Type Lightweight, seguindo todas as especificações originais, incluindo a continuação do número de série das unidades produzidas em 1963.

"Naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas"

Mais do que uma manifestação, o 'primeiro' 1º de Maio é recordado como a grande festa da Revolução dos Cravos, quando o povo saiu às ruas em massa e a união das esquerdas era um sonho possível. "O 1º de Maio seria mais uma primeira coisa, porque naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas." Foi há 40 anos.

Este trabalho não foi visado por qualquer comissão de censura

Aquilo que hoje é uma expressão anacrónica estava em relevo na primeira página do "República", a 25 de Abril de 1974: "Este jornal não foi visado por qualquer comissão de censura". Quarenta anos depois da Revolução, veja os jornais, ouça os sons e compreenda como decorreu o "dia inicial inteiro e limpo", como lhe chamou Sophia. O Expresso falou ainda com cinco gerações de 40 anos e percorreu a "geografia" das Ruas 25 de Abril de todo o país, falando com quem lá mora. Veja a reportagem multimédia.


Comentários 22 Comentar
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Efabulação
Estas memórias românticas são um bom pretexto para confraternizar, aproveitando para melhorar o ego, como grandes revolucionários.

Em 62 quem andava nas universidades eram os filhos da nobreza do regime e da alta burguesia. O resto da população começava a trabalhar aos 11 ou 13 anos. Foi um movimento elitista,pedindo autonomia e não passou de um arrufo de meninos bem.A prisão não passou de uma paródia .Os trabalhadores não eram tratados assim, no Couço ou no Barreiro desapareciam uns dias e apareciam todos negros de pancadaria.
Desses meninos bem houve mesmo que fizesse toda a vida à custa de um incidente, Refiro a um estudante que leu um comunicado ao Américo, em Coimbra e fez desse gesto heróico a sua forma de vida. Nunca mais fez nada e foi ministro várias vezes................
O Alberto Martins,AAC até foi cumprimentar o Tomáz
A Universidade ao lado do Povo
Hoje como ontem, antes e depois do 25 de Abril, a Universidade deve estar ao lado do Povo.
Em ditadura ou em Democracia os estudantes devem ter a consciência de que a sua Universidade deve estar intrinsecamente ligada aos problemas do seu País,da sua População e tomar parte activa no projecto de desenvolvimento colectivo.
Mas quando as Universidade,como alguns parecem defender, se vende aos interesses financeiros internacionais e desenvolve um trabalho exclusivamete virado para o lucro,para a tecnologia de produção "rápida",afastando-se dos superiores desígnios nacionais e da sua responsabilidade para com os que a rodeiam, não está, seguindo por aí, a respeitar todas as lutas estudantis que muitas gerações souberam travar ao longo da História da Universidade Portuguesa.
Trabalhadores e estudantes: a mesma luta!Sempre!
Re: A Universidade ao lado do Povo
A Universidade que se afasta do Povo
Re: A Universidade ao lado do Povo
Obrigado...
...por relembrar!
Foi como se fosse ontem; estava no refeitório da Cidade Universitária quando a polícia entrou...
Re: Obrigado...
Re: Obrigado...
Re: Obrigado...
Re: Obrigado...
SÓ É PENA ...
Com o tempo ...

Alguns perderem os ideais ... a rebeldia crítica ... e acomodarem-se ... ou pior ...
São as "ESTORIAS" ?
De um passado de um povo martirizado pelo fascismo e passado 50 anos martirizado de novo pela democracia?
Afinal o que mudou?
!
Concordo inteiramente com alguns comentários que por aqui existem. Estes parazitas que se vêm na fotO nada fizeram na vida a não ser abotoar-se, vender a sua banha de cobra e dizer umas "bocas" depois de uma almoçarada ou jantarada bem regadas. Esses estudantes eraM. na verdade, filhos da nobeza e da burguesia. Nesse tempo andava eu a trabalhar no campo de sol-a-sol. Claro que o País era pobre E não vinham fundos na U.E, como viram nos últimos anos e que essa escumalha tudo desbaratou. Se fiz alguns progressos na vida foi com muito trabalhO e estudo à noite. Penso que não devo nada à abrilada de 74, porque as liberdades que tenho agora já as tinha na altura. Só não tinha liberdade para traficar droga, assaltar multibancos, matar ourives sem ser condenado e cagar paredes e comboios. VÃO PARA O DIABO E O RAIO QUE VOS PARTA!!!
ao Aguiadois
Vejo nas suas declarações, não alguém com vivencia universitária, mas alguém com um idealismo comunista. Cada um defende o que acha certo, da mesma maneira que não vejo qualquer incompatibilidade nas Universidades terem insvestigações com aplicações na sociedade civil. Porque não ser, dentro do possível, independentes do estado? Claro que para si não está certo. Estado em tudo... Eu dispenso.
Re: ao Aguiadois
Outros tempos!
Naquele tempo, qualquer que fosse o protesto, era logo rotulado de "comunista". Mas o mais curioso da questão, é que a maioria nem sequer sabia o que era ser comunista. Ouvia-se falar! Claro que havia os convictos, estudiosos dos pensamentos lelinistas e de Mao. Mas esses eram poucos. A malta protestava, porque era assim mesmo e, normalmente, filhos família, porque era chique protestar e ser preso.
E AS OUTRAS MEMORIAS????
Os comentaristas do Expresso esqueceram-se de recordar,no passado dia 15 de Março, os bárbaros assassinatos verificados no norte de Angola,na mesma data do longinquo 1961,levados a efeito pelos turras da UPA,dirigidos por Holden Roberto.

Vêm agora lembrar a prisão de 1500 estudantes,em que alguns deles fugiram à guerra e outros vieram a ser dirigentes do país e que o levaram ao estado em que ele se encontra.

São estes os heróis lembrados,enquanto os 5000 degolados,os serrados vivos,os esquartejados ,portugueses, que trabalharam e fizeram Angola, são olvidados para não incomodarem as consciências dos "descolonizadores exemplares"

Os 50 anos daqueles que levaram o pais à bancarrota são a nódoa do jornalismo praticado em Portugal,pais de democracia de opereta,liderada por Tartufos.
O Estado Novo não brincava em serviço
Hoje os prisioneiros devem rir-se e recordar com saudade os tempos da juventude. Mas na época deve ter sido assustador.
Denegrir gratuitamente, que tristeza!...
Doi verdadeiramente a leitura de alguns destes comentarios, porque é denegrir um acontecimento, pelo simples costume da mà-lingua portuguesa -- essa que saiu directamente da alienação posta em pratica pelo maurrascionismo salazarento!
Meu pai, filho dum modesto funcionario-publico e duma dona-de-casa, participiou; foi regado (parcialmente ) de tinta-verde, em Lisboa; conseguiu escapar às forças policiais e, apos acorrer ( seguidamente ) ao protesto dos mineiros de Aljustrel, acabou sendo denunciado e encarceraram-o na Antonio Maria Cardoso ( no Porto ), donde so saiu para entrar para a tropa.
Meu pai não foi um "menino-bem", nem "filho-de-rico" -- era um modesto estudante liceal que tinha consciencia da falta de liberdade em que os portugueses viviam. Esta consciencia indicou-lhe o caminho certo: recusando-se a participar no assassinato de africanos, quem nem conhecia, desertou; esteve preso na Trafaria e acabou por procurar no exilio o direito a viver, que a ditadura recusava.
No dia 25 de Abril de 1974, imediatamente deixou a França e rumou a Portugal, dizendo-nos:
-- Portugal precisa, hoje, de todos quantos se sacrifiquem pela sua libertação!
Partiu bater-se pela Liberdade-real, pugnando pela Justiça Social. Muitos o conheceram -- seu nome revolucionario e filosofico: Xauter-Conimbrigense.
Actualmente, sua obra é um simbolo internacional ao qual aderiram pessoas dignas e corajosas, em 47 paises. Unicamente em Portugal, certos teimam em nega-lo, proferindo mentiras.
OS HEROIS DA MERDA QUE FIZERAM
prender
Prender foi pouco ....
São responsáveis pelo estado em que se encontra a Nação
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Edição Diária 17.Abr.2014

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